Senhor, leve-me às águas profundas

Pe. Roger
Foto: Natalino Ueda

Estamos celebrando, hoje, a expectativa da renovação da graça de Pentecostes, a fim de que o Espírito Santo nos traga o avivamento de que precisamos no coração.

O Evangelho começa nos dizendo que este é o último dia da Festa das Tendas. O que acontecia nessa festa? O que os judeus traziam à memória durante esse tempo? Era uma grande celebração da peregrinação pelo deserto. O povo fazia memória aos 40 anos de vida que o Senhor deu a Seu povo quando este atravessou o deserto em busca da Terra Prometida.

Hoje, temos um deserto de novo, mas também oásis que Deus nos deu, como grupos de oração, movimentos que o Espírito Santo suscitou na Igreja, cenáculos e comunidades como a Canção Nova. Deus quer nos mostrar que, mesmo quando passamos pelo deserto, Ele está conosco e nos sustenta.

Em latim, “tenda” é chamada de “tabernáculo”. Na fragilidade da cabana, eles tinham a certeza da proteção de Deus.

“Não me deixeis perecer com os pecadores e com os que praticam a iniqüidade, que dizem ao próximo palavras de paz, mas guardam a maldade no coração. Tratai-os de acordo com as suas ações, e conforme a malícia de seus crimes. Retribuí-lhes segundo a obra de suas mãos; dai-lhes o que merecem, pois não atendem às ações do Senhor nem às obras de suas mãos. Que Ele os abata e não os levante.” (Salmo 27)

Temos de ser humildes, não podemos achar que somos poderosos. Essa Palavra é um apelo à humildade. No Texto Sagrado, o Senhor diz que até mesmo o mais poderoso dos homens deve viver em uma moradia honesta.

"Temos de ser humildes, não podemos achar que somos poderosos", afirma Pe. Roger Luis
Foto: Natalino Ueda

Na Festa das Tendas, a experiênia de estar numa barraca, numa tenda, dormindo assim por sete dias, é para experimentar a pobreza, o desapego e também a certeza de que precisamos estar apegados ao Senhor Todo-Poderoso. Por ser um pequeno compartimento, ele promove uma aproximação das pessoas, das famílias. Os afetos, durante esses sete dias, são partilhados. A família fica unida e o sentimento de um pelo outro se desperta.

Não podemos ser indiferentes uns aos outros. A aplicabilidade dessa Palavra vem a nós, porque o Senhor nos diz que Ele é a nossa proteção. Essa festa quer trazer à nossa memória um chamado de Deus.

“Senhor, eu preciso que o Seu Espírito me leve às águas profundas para que eu possa entender o chamado que me fez. Eu acredito que o Senhor tem uma obra espiritual para o meu país, um avivamento para o Brasil. Eu quero também ser instrumento desse avivamento para o Brasil!”

Aqueles que eram profetas de Deus, no nosso tempo, que tiveram propósitos lindos de Deus, calaram-se. Intercessores, homens e mulheres, que foram usados por Deus no poder de milagres, ”secaram”. Por quê? Porque existe um movimento no Evangelho: “Vinde! Se alguém tem sede, venha a mim beba”, disse o Senhor. É necessária uma renovação contínua. Se existe uma coisa pela qual o Senhor é louco para dar ao homem é o Espírito Santo.

Hoje, os dons do Espírito Santo são abafados, porque entrou, em nosso meio, o marxismo cultural. Os jovens não têm mais visões, isso tem diminuído. Mas a vontade de Deus é nos dar muitos dons.

O Senhor quer dar os dons do Espírito Santo para vocês, jovens. Mas vocês os querem? Caso os queiram, precisam ir até o Senhor, e Ele lhes dará a Água Viva que não cessa. O Senhor tem profecias e palavras de ciência para vocês. Ele reserva para você o dom de línguas, palavras de sabedoria, a fé carismática, de quem acredita no milagre, na vitória.

"O barulho do Espírito são gemidos inefáveis" assegura Pe. Roger
Foto: Natalino Ueda

O barulho do Espírito são gemidos inefáveis, diz São Paulo aos romanos. O Senhor faz com que a chuva do Seu Espírito venha até nós neste dia de Pentecostes. Peça a Deus que lhe dê a Água Viva, porque Ele é a fonte. Eu tenho a certeza de que o Pai quer nos dar tudo o que pedirmos em nome d'Ele.

Transcrição e adaptação: Michelle Mimoso

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