A felicidade tem um nome e um rosto: Jesus Cristo

Maria de Fátima

Sem Jesus, não há verdadeira felicidade

Maria de Fátima| Foto: Bruno Marques/cancaonova.com

Quero agradecer a Deus pela vocação Canção Nova, por todos os membros da comunidade, colaboradores, voluntários e anônimos. E agradeço a você, que, graças a Deus, também é alcançado pela Canção Nova.

Começo falando da busca de todo ser humano: a busca pela felicidade. A felicidade não é uma “coisa”, ela é uma Pessoa. Por muito tempo, por diversas realidades que eu vivia, eu acreditava que a felicidade estava nas mãos de alguém e que, um dia, eu iria encontrá-la e então, seria realmente feliz. Com o passar do tempo, descobri que a felicidade está mesmo nas mãos de uma pessoa,  mais que isso, ela é uma Pessoa. A felicidade tem um nome e um rosto e se chama Jesus Cristo. “Junto a vós, felicidade sem limites. Delícia eterna e alegria ao vosso lado” (Sl. 15).

Não importa o que você faça ou os sonhos que você alcance, sem Jesus, não há verdadeira felicidade porque é Ele a própria a felicidade. Além da felicidade, há em nós também um desejo profundo de amar e ser amados e manifestamos isso em nossas buscas e escolhas de vida. Mas, além das nossas escolhas, há uma escolha de Deus sobre nós, que pode mudar toda a nossa história.

A caminhada e o chamado

Sou de São Paulo (SP) e entrei para a comunidade Canção Nova em 2009, após três anos de discernimento vocacional. Esse é meu 10º ano na comunidade.  Mas, antes desse processo, eu já vivia uma caminhada com Deus na minha paróquia (Nossa Senhora do Carmo/SP). Lá, aos 17 anos, tive o meu encontro pessoal com Jesus, num retiro, e isso mudou toda a minha vida.

A partir do meu encontro com Jesus, comecei a mudar o meu estilo de vida, os meus hábitos e buscava viver uma vida nova em Cristo. O Senhor, e só Ele, pode fazer novas todas as coisas, especialmente, o nosso coração. Mas, não adianta só Cristo querer adentrar em nossa vida, é necessário abrirmos o coração para que Ele possa nos transformar.

Na paróquia que participava, ministrava encontros para jovens, dava catequese, passei a entender melhor meu ministério na Igreja e fui me encontrando na doação aos outros, mas, mesmo fazendo tudo isso, junto aos meus amigos de caminhada, havia um desejo muito forte em mim de santidade e eu também fazia uma experiência muito forte com a Palavra de Deus e assim eu era conduzida. Mas, ainda não era suficiente, eu desejava uma entrega ainda maior. Eu não sabia, mas era Deus me conduzindo.

Enfim, o tempo foi passando e, dois anos depois, estava em casa assistindo a TV Canção Nova e, numa pregação que o monsenhor Jonas Abib fazia no Rincão, ele falava de vocação. Mas, eu não tinha dimensão de que a Canção Nova era uma comunidade como ela é, em proporção, em número de missionários, nas frentes de missão, achava que era apenas um programa de TV. Então, naquela pregação, sem entender muita coisa, fui tomada pelas palavras do monsenhor Jonas, e ele falava de uma escolha de Deus. De repente, uma voz gritou no meu coração, quando o padre dizia: “Deus está te chamando, não tenhas medo…”.  E ele foi falando de uma vida entregue a Deus, de uma vida de santidade, de uma escolha de Deus. Eu entendi que Deus falava comigo. Lembro-me que ajoelhei ali no chão, chorei. E o monsenhor Jonas dizia: “Você não está entendendo nada agora, mas Deus está te chamando a viver uma vida de entrega a Ele na Canção Nova. Você precisa apenas dizer seu sim e Deus te conduzirá”. Quando acabou a pregação, levantei-me, mas não era só a emoção, eu não me sentia mais a mesma pessoa de antes, sentia-me impelida à uma missão de vida, que eu ainda desconhecia.

Começava, a partir daí, o meu processo de discernimento vocacional na Canção Nova.

Transcrição e adaptação: Adailton Batista

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