Maria, Mãe e modelo da Igreja

Gilberto Maia

Gilberto Maia – Foto: Paula Dizaró/cancaonova.com

Meus irmãos, Maria sendo essa mulher de Deus, sempre buscava viver na fidelidade ao Deus Altíssimo. Todos os dias Ela procurava viver o “Shemá, Israel!” (“Ouve, Israel!”) como uma boa jovem judia. Essa é a Virgem Maria, meus irmãos: modelo de fidelidade a Deus através de uma vida de simplicidade e silêncio.

Nossa Senhora é também modelo da Igreja. Para compreender essa verdade, convido você para lermos juntos:

E Maria disse: “Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque olhou para sua pobre serva. Por isso, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações, porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo. Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem. Manifestou o poder do seu braço: desconcertou os corações dos soberbos. Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes. Saciou de bens os indigentes e despediu de mãos vazias os ricos. Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia, conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e sua posteridade, para sempre” (Lc 1,46-55).

Quem não conhece esse cântico de Maria, o “Magnificat”? Todos nós o conhecemos bem; não é verdade? Nesse cântico, percebemos como que um “raio X” do coração de Nossa Senhora. A partir desse cântico, compreendemos os sentimentos e motivações que Aquela que é modelo da Igreja trazia dentro de si.

Maria, modelo de humildade traduzida em serviço

Logo no início do Magnificat, vemos o quanto o coração de Maria é um coração tomado por gratidão e louvor. Ela reconhece que o Senhor olhou para a sua humildade. Meus irmãos, Deus também tem olhado para cada um de nós! Ele tem visto nossos sofrimentos, lutas, superações. Sim, o Senhor nos vê! E, assim como Maria, nossa humildade precisa ser traduzida em serviço. Servir é servir! Foi o que Nossa Senhora fez: Ela concretamente se colocou a serviço do próximo.

Este tempo de pandemia precisa ser para nós um tempo oportuno para servirmos os nossos irmãos. Quais as inspirações que temos buscado nesse sentido? Olhemos para o lado: basta olhar e perceber que existem pessoas bem mais necessitadas do que nós.

“O coração de Maria é tomado por louvor” (Gilberto Maia) – Foto: Paula Dizaró/cancaonova.com

Maria, nesse seu cântico, reconhece as maravilhas que Deus fez a seu favor. Aqui cabe uma reflexão: quantas vezes o Senhor nos concede inúmeras graças e a simplesmente nos esquecemos de agradecer! Infelizmente, esquecemos com muita facilidade de agradecer a Deus pelas coisas ordinárias do dia a dia: por aquilo que comemos, por termos um lugar para dormir, enfim, por cada simples detalhe da nossa vida.

Nossa Senhora também reconhece que o Senhor é Aquele “cujo nome é santo”. Sim, Deus é santo! E eu e você somos chamados à santidade. Meus irmãos, se não buscarmos a santidade, não iremos nos preparar bem para esses tempos difíceis que temos vivido. Os dias atuais exigem de nós uma luta pela santidade. O Senhor está voltando e quer nos ver firmes e fortes nessa busca pela santidade.

Maria também declara que a misericórdia do Senhor se estende de geração em geração. Somos convidados a mergulhar nessa Misericórdia Divina. O Senhor sempre nos perdoa. Busquemos com confiança o perdão de Deus diante das nossas misérias e infidelidades.

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Maria é a mulher da plena confiança em Deus

Para Maria, Deus é Aquele que desconcerta os corações dos soberbos. Nos tempos atuais, como temos visto pessoas corruptas que não temem a Deus, que só planejam a maldade. Porém, isso não é algo apenas do nosso tempo, nos dias de Maria também havia muita gente orgulhosa. E o Senhor permanece o mesmo, ou seja, Ele quer a conversão do coração humano, Ele quer que cultivemos um coração livre de todo orgulho e maldade.

Maria é a mulher da plena confiança em Deus. Ela crê firmemente que o Senhor vem em socorro dos que sofrem e derruba do trono os poderosos, os arrogantes, os autossuficientes. Para Maria, o Senhor sacia de bens os indigentes, pois Ele sempre está atento ao clamor do seu povo. Por isso, para Maria, sempre valerá a pena confiar no Deus da Aliança.

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No Magnificat, tocamos nesse Deus que nos escolhe, que faz uma aliança de amor conosco, que sempre cumpre as suas promessas para nós. E tudo isso vemos a partir do olhar confiante de Maria.

Tomemos posse do Magnificat. Esse cântico de Maria também deve ser o cântico de todos nós, filhos e filhas de Nossa Senhora. Também somos escolhidos, amados, favorecidos pelo auxílio divino, por isso, devemos juntos com Maria, aquela que é mãe e modelo da Igreja, cantar os louvores do Deus rico em misericórdia e sempre fiel às suas promessas.

 

 

 

Transcrição e adaptação: Alexandre Oliveira

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