Os mártires são sinais de esperança

Quando passarmos por qualquer dificuldade, lembremo-nos dos mártires, do que eles fizeram

Padre Neto. Foto: Jorge Ribeiro/cancaonova.com

A Palavra meditada está em João 20,24-28.

Nesse Evangelho de Jesus, é relatada a profissão de fé de Tomé, mas também a tristeza e o desânimo em que ele se encontrava por não ter visto o Senhor.

Tomé é como muitos de nós, que desconfiamos da presença de Deus. Passamos por muitas dificuldades e angústias, por muitas situações difíceis; e, muitas vezes, achamos que Deus não está a nosso favor. Pedimos, como Tomé pediu, provas a Deus, e Ele prova, porque é misericordioso.

Deus, na Sua infinita misericórdia, apresenta-se a Tomé exatamente como ele pediu, mostrando o coração e as mãos. Ele chegou como Tomé pediu, para proclamar aquilo que Ele é.

Jesus assume a dimensão de Senhor de nossa vida, assume o reinado que não é de escravidão, mas de libertação para aqueles que se deixam viver conforme Sua Palavra. Ele é o Filho de Deus, o Homem carregado de sofrimentos e dores, mas que se manifesta em glória por meio da Ressurreição.

O primeiro mártir, por excelência, foi Jesus, que perdeu Sua fisionomia humana e tomou as características do amor pela humanidade, para a salvação das almas e por cada um de nós.

Precisamos gritar, com o nosso testemunho, o amor que nós temos pela Eucaristia, o amor que temos pela Igreja Católica e uns para com os outros.

O Brasil ganhou 30 intercessores no céu: Santo André de Soveral, Santo Ambrósio Francisco Ferro, Mateus Moreira e os 27 companheiros. Fiéis leigos que participavam da Missa, na comunidade de fé do padre Ambrósio. Esses nossos mártires, com certeza, ouviram o testemunho de fé de Eleazar, da mãe dos sete filhos do Antigo Testamento, de Santo Estêvão, dos apóstolos, e foram esses testemunhos que os fizeram derramar seu sangue.

Os mártires são sinais de esperança para vencer toda e qualquer crise. Quando passarmos por qualquer dificuldade, lembremo-nos do que eles fizeram, porque não se cansaram, e gritaram, até a morte, o nome de Jesus. Os mártires venceram a grande tribulação, deixaram-se lavar pelo Sangue do Cordeiro e revestir-se de vestes brancas. Se, hoje, eles são santos, foi porque enfrentaram a grande tribulação.

Quantas tribulações também enfrentamos, seja na igreja ou em nossa casa! A cada tribulação enfrentada, lembremo-nos do sangue dos mártires, porque eles se deixaram lavar pelo Sangue de Jesus.

Os mártires do Brasil são homens e mulheres que viveram a vida do nosso povo e, hoje, são santos, porque entenderam que o amor de Jesus precisa ser vivido.

Que Deus nos ajude e encha-nos de fé e amor à Eucaristia. Que possamos colocar, na mão de Deus, e sentir a presença daqueles que, em tudo, fizeram a vontade de Deus.

Confira um trecho da pregação:


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Transcrição e adaptação: Karina Silva

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