Quando vamos além, tocamos no extraordinário

Edvânia Duarte. Foto: Andréia Britta/cancaonova.com

O nosso fundador, monsenhor Jonas, é um homem muito acolhedor, toda vez que me encontro com ele, vivo a experiência do acolhimento. Ele tem um sorriso largo, parece que nos abraça, tem um olhar que vê o nosso interior.

Posso dizer que, aqui na Canção Nova, toco no extraordinário todos os dias, tendo uma vida comum, sendo uma pessoa simples. Tem uma “chave” que o monsenhor Jonas nos ensinou que nos faz tocar no extraordinário, sair da rotina e ver além.

A minha vida é normal e, de repente, pode ser parecida com a sua. Eu acordo, arrumo a lancheira do filho meu filho, vou para o trabalho, chego em casa à noite e vou lavar, passar, cozinhar e arrumar um tempo para rezar. Chegou um momento da minha vida em que percebi que estava me prendendo, estava presa na minha rotina. Então, fui me perguntando: “Como ir além do que vivo hoje?”.

Jesus diz assim: “Eu vim trazer vida em abundância”. Eu me sinto muito realizada sendo missionária, mãe, esposa, mas eu sentia que Deus me empurrava a ser mais, a ampliar minhas fronteiras. Mas como fazer isso com a minha rotina?

A passagem do livro segundo João 15, me acompanha desde sempre, ela diz: “Sem mim, nada podeis fazer”.

Que na nossa vida simples, possamos tocar no extraordinário, que possamos ampliar a nossa visão para o mundo espiritual

Moisés, era príncipe do Egito, mas quando quis retomar as raízes com o povo Hebreu, povo de Deus, aconteceu uma grande confusão. Ele ficou anos no deserto sendo pastor das ovelhas,e vivia sempre na mesma rotina. Um dia, Moisés foi pastorear as ovelhas para além do deserto, ele chegou na montanha e Deus apareceu para ele com a sua missão.

O convite de Jesus para nós, hoje, é: “Vá para além”. Deus quer que vivamos a vida plena, não somente para nós, mas também em função dos outros. Moisés teve de ter a coragem de ir além, e foi nessa oração que Moisés tocou no extraordinário.

“A oração unida ao sacrifício constitui a força mais poderosa da história humana” (João Paulo II).

Vemos somente o nosso “mundinho”, precisamos sair do cotidiano e olhar atrás da montanha. Dê esse passo e converse com Deus, pois Ele nos escuta e nos responde.

No paraíso, enquanto Adão carpia a terra, trabalhava e rezava, também falava com Deus. Mas quando veio o pecado, ele deixou de conversar com Deus. Temos de buscar restaurar as nossas atividades e levar a nossa relação com Deus para o nosso cotidiano.

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O Senhor pode nos dar uma coisa material, pode mudar uma situação ao nosso redor, mas a principal coisa que Ele quer é cada um de nós.

O nosso Deus é um Deus de milagres, mas não só isso, Ele é um Deus próximo. É um Pai que nos acolhe do modo em que estamos, com as nossas atitudes, com a gratidão que está em nosso coração. O Pai quer que saíamos do ponto que estamos e nunca nos acomodemos.

O Senhor nos acolhe com o que temos, com a nossa escolha. Vamos para além do deserto, além da rotina. Que na nossa vida simples, possamos tocar no extraordinário, que possamos ampliar a nossa visão para o mundo espiritual.

Transcrição e adaptação: Karina Silva.

 

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