A fé sem obras é morta

Dunga. Crédito da foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Dunga. Crédito da foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Antes de pensar em como eu realizaria esta pregação, cujo tema é ‘A fé sem obras é morta’, resolvi refletir sobre a minha fé como consagrado e membro da Renovação Católica Carismática.

A Palavra  de Deus é muito séria e nos questiona sobre essa  fé que nos salva, pois ela é o fundamento da esperança e da capacidade de ver coisas que ainda nem existem.

As Sagradas Escrituras nos ensinam que a fé é invisível, ou seja, ela é nosso fundamento, assim como os valores que recebemos e aos quais recorremos durante toda nossa vida. Assim é a nossa fé, que amadurece com o passar do tempo.

Nós temos pessoas que dependem de nossa ajuda, como os mais pobres ou os andarilhos que vivem bem próximos de nós. Se abrirmos realmente os nossos olhos, vamos perceber que podemos exercitar a nossa fé muito mais do que imaginávamos. Jesus afirma que não existe alegria maior do que oferecer algo a alguém que precisa do nosso gesto de doação.

É importante refletirmos sobre a passagem  bíblica de Tiago 2, 14-18, que fala sobre essa fé: “Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo? E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano, E algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e nào lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí? Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma. Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras”.

Devemos promover uma fé com obras, portanto se aproxime das pessoas. Crédito da foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Devemos promover uma fé com obras e nos  aproximarmos das pessoas. Crédito da foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Precisamos ser amigos de Deus e realmente fazer uma experiência com Ele. Precisamos reservar um tempo para rezar, imprimir um ritmo de oração à nossa vida, pois isso intensificará a nossa vontade de querer o bem e  a começar a procurar onde fazê-lo.

Não podemos imaginar que temos muita ou pouca fé, porque ela é invisível, mas se começarmos a fazer o bem e a praticar a caridade, construiremos uma fé com obras.

Quem é o nosso próximo? É aquele de quem nos aproximamos, que depende de nós material ou  espiritualmente.  Quando começamos a fazer isso, ficamos com vontade de realizar o bem e temos fome de Deus, porque quando essas duas coisas se encaixam, a nossa fé cresce.

Deus quer fazer o bem. Hoje, Ele não está fisicamente entre nós, mas somos Sua presença. O Senhor pode fazer o que quiser por meio de nós, e para isso devemos nos aproximar das pessoas e mudar a nossa postura diante daqueles que necessitam de nossa presença. Aproximemo-nos de alguém, perguntemos o que ele precisa e veremos a alegria de ajudá-lo.

O Senhor é fantástico! Se tratarmos bem alguém, Deus cuidará de nós dá mesma forma. Enquanto estou pregando, o Espírito Santo está soprando em seu ouvido nomes de pessoas que precisam da sua aproximação.

Quem é o nosso próximo? É aquele de quem nos aproximamos. ‘Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito: alegrai-vos! Seja conhecida de todos os homens a vossa bondade (Filipenses 4:4-5)’. A nossa bondade precisa ser reconhecida, precisa ser latente em nossa vida. Precisamos ser reconhecidos pela nossa bondade, porque é dela e de bons valores que hoje o mundo está necessitando.

A partir da nossa conversão seremos a “boca de Deus” para as pessoas que estão ao nosso lado, pois é isso que o Senhor quer de nós. Portanto, juntos vamos viver a experiência de, hoje ou nos próximos dias, nos aproximarmos de pessoas enviadas pelo Senhor para que possamos ajudá-las, pois elas necessitarão de coisas que nós temos de sobra para doar.  A nossa sensibilidade vai fazer com que nos aproximemos dessas pessoas e pratiquemos o bem!

Transcrição e adaptação: Alessandra Borges

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