Perdoar: um ato de vontade

Prof. Felipe Aquino. Foto: Wesley Almeida/ cancaonova.com.

Prof. Felipe Aquino. Foto: Wesley Almeida/ cancaonova.com

Jesus mandou “Amar o inimigo” (Mt 5,44). Ele morreu perdoando Seus algozes. “Pai, perdoai-lhes, porque eles não sabem o que fazem …” (Lc 23,31).

Gandhi aprendeu com Cristo que “a força de um homem e de um povo está na não violência”. Ele dizia: “Procuro amassar completamente a ponta da espada do tirano: não oponho um aço mais afiado, e assim ludibrio sua esperança de ver-me oferecer uma resistência física. Encontrará em mim uma resistência de alma que escapa a seu cerco”. “Sede perfeitos como o Pai celeste é perfeito” (Mt 5,48).

“Deste modo sereis os filhos de vosso Pai do céu, pois Ele faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons, e faz chover sobre os justos e sobre os injustos” (Mt 5,45). E insistiu na necessidade do perdão: “Tendes ouvido o que foi dito: Amarás o teu próximo e poderás odiar teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelo que vos maltratam e perseguem” (Mt 5,43-44).

“Se amais somente os que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem assim os próprios publicamos ? Se saudais apenas vossos irmãos, que fazeis de extraordinário ? Não fazem isto também os pagãos?” (Mt 5,46-47).

“Tendes ouvido o que foi dito: “Olho por olho, dente por dente. Eu, porém, vos digo: Não resistais ao mau. Se alguém te ferir a face direita, oferece-lhe também a outra” (Mt 5,38-39).

A única exigência que Deus nos impõe para perdoar os nossos pecados é esta: “Porque se perdoardes aos homens as suas ofensas, vosso Pai celeste também vos perdoará. Mas, se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará” (Mt 6,14-15).

“Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos ofenderam” (Mt 6,12).

“Se estás, portanto, para fazer a tua oferta diante do altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; só então, vem fazer a tua oferta”. (Mt 5,23-24)

“Bem-aventurados os misericordiosos porque alcançarão misericórdia”. (Mt 5, 7)

“Assim vos tratará meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão, de todo coração”. (Mt 18,35)

“Abençoai os que vos perseguem, abençoai-os e não os praguejeis… Não pagueis a ninguém o mal com o mal… Não vos vingueis uns aos outros, caríssimos, mas deixai agir a ira de Deus, porque está escrito: A mim a vingança; a mim exercer a justiça, diz o Senhor (Dt 32,35)” (Rom 12,14-19).

“Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber. Procedendo assim, amontoarás carvões em brasa sobre a sua cabeça” (Prov 25,21) (Rom 12,20).

Vou contar-lhes o caso de dona Ana Maria, uma senhora de Lorena (SP), que apareceu no ‘Fantástico’, no dia 13 de abril de 1985. Seu filho foi morto por um assassino dentro de sua casa. Na Missa de corpo presente de seu filho, ela perdoou o assassino e, depois, foi à Penitenciária, em São Paulo, onde o rapaz foi preso, para falar de Jesus a ele e o converter. E ela conseguiu!

Peregrinos participam da Quinta-feira de Adoração, na Canção Nova. Foto: Wesley Almeida/ cancaonova.com

Peregrinos participam da Quinta-feira de Adoração, na Canção Nova. Foto: Wesley Almeida/ cancaonova.com

É preciso também ter mansidão com os outros. São Francisco de Sales dizia: “Não há nada que tanto edifique o próximo como a caridosa benignidade nos tratos”.

“Para os superiores, não há melhor meio de se fazer obedecer do que a mansidão.”

São Paulo recomendava aos pais não deixar os filhos com raiva: “Não exaspereis os vossos filhos. Pelo contrário, criai-os na educação e na doutrina do Senhor” (Ef 6,4).

Os santos nos ensinam a mansidão: “Uma resposta branda aplaca o furor, uma palavra dura excita a cólera” (Pr 15,1).

São Francisco de Sales disse: “Eu nunca me deixei conduzir pela ira sem que logo me tenha arrependido”.

Santo Afonso de Ligório: “Irritar-se contra nós mesmos, após uma falta, não é humildade, mas refinada soberba, como se nós não fôssemos fracos e miseráveis criaturas”.

Santa Teresa dizia: “A humildade que irrita não vem de Deus, mas do demônio”.

Santo Afonso: “Uma alma perturbada pouco conhece a Deus e aquilo que deve fazer”.

Santa Catarina de Gênova: “Senhor, estas são as ervas daninhas do meu jardim”. Precisamos também saber receber a correção necessária: “Aquele que odeia a correção segue os passos do pecador” (Eclo 21,7).


Prof. Felipe Aquino


Doutor em engenharia mecânica, pregador e escritor

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