Vivamos a lei do amor

Padre Hamilton Nascimento. Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

Padre Hamilton Nascimento. Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

Na liturgia desses últimos dias, temos notado o grande drama daqueles que viviam no tempo de Jesus: a preocupação com as leis. Amados, se a lei não é traduzida no amor, de nada vale. Mas se ela nos move à vivência do amor, passamos a conhecer a plenitude desse sentimento.

No capítulo quatro do livro de Efésios, lemos que Deus nos escolheu, e uma vez escolhidos, sejamos santos e irrepreensíveis no amor. Sabemos, pois, que o amor beneficia todas as coisas. Você tem feito as coisas por amor? Saiba que em tudo ele é fundamental. O Senhor nos amou primeiro, e a graça divina de recebermos esse amor vai além de nossos méritos.

Os nove diáconos que estão conosco, nesta Santa Missa, e que serão ordenados, no próximo domingo, sabem muito bem que a iniciativa da vocação de cada um deles não está neles mesmos, mas em Deus. Com essa escolha, há a responsabilidade que os chama a frutificar essa vocação.

Deus nos escolheu para alguma coisa, e não foi uma mera escolha, mas uma grande responsabilidade. É por meio de nós que o Seu amor transborda na vida das pessoas.

Quem se volta para si perece. É por isso que o Papa Francisco disse para toda a Igreja: “Chega de ficarmos fechados em nós mesmos”. Se nós não formos às pessoas às quais somos destinados, não cumpriremos a vontade do Pai, e ainda teremos de prestar contas a Ele de tudo o que fizemos nesta vida.

Todos nós, amados, sem exceção, compareceremos perante o Tribunal de Cristo. Lá, será colocada toda a nossa vida, por isso, tratemos de seguir as palavras do Santo Padre: “Ide. É tempo de colocar-se a caminho. É tempo de evangelizar”. Meus amados, o que mais temos de melhor a oferecer ao povo senão Jesus Cristo?

Peregrinos participam da Santa Missa na Canção Nova. Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

Peregrinos participam da Santa Missa na Canção Nova. Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

Temos de ser uma Igreja que queira aparecer, e não que se fecha em si mesma. O Papa ainda nos alerta: “Saiamos para oferecer a todos a vida de Jesus Cristo! Repito aqui, para toda a Igreja, aquilo que, muitas vezes, eu disse aos sacerdotes e aos leigos de Buenos Aires: ‘Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada, por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças. Não quero uma Igreja preocupada em ser o centro, e que acaba presa num emaranhado de obsessões e procedimentos.

Se alguma coisa nos deve santamente inquietar e preocupar a nossa consciência é que haja tantos irmãos nossos que vivem sem a força, a luz e a consolação da amizade com Jesus Cristo, sem uma comunidade de fé que os acolha, sem um horizonte de sentido e de vida. Mais do que o temor de falhar, espero que nos mova o medo de nos encerrarmos nas estruturas que nos dão uma falsa proteção, nas normas que nos transformam em juízes implacáveis, nos hábitos em que nos sentimos tranquilos, enquanto lá fora há uma multidão faminta e Jesus repete-nos sem cessar: «Dai-lhes vós mesmos de comer» (Mc 6,37)’”. [Evangelii Gaudium 49].

Um dia, meus amados, seremos questionados sobre a nossa vida, mas se vivermos no amor não teremos o que temer.

Transcrição e adaptação: Luana Oliveira


Padre Hamilton Nascimento


Sacerdote da Comunidade Canção Nova

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