Escolhendo a melhor parte

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João Carlos e Maria Luiza. Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Nossas memórias vão influenciar nossa história de vida, aquilo que lembramos vai influenciar o modo como pensamos, sentimos e nos comportamos.

Maria Luiza: Vou dar um exemplo: estou caminhando pela rua. Um conhecido passa por mim e não me cumprimenta. Começo a pensar: “Que dor na minha alma! Essa pessoa não era minha amiga? Estou muito chateada!”. Muitas coisas passam pelo meu pensamento. De repente, fico decepcionada, sinto-me rejeitada e quero me abrir com alguém, contar o que está acontecendo.

Num outro dia, encontro a mesma pessoa novamente e ela me cumprimenta. Então, eu lhe pergunto o que houve, qual foi o motivo de ela não ter falado comigo naquele dia. Ela fica surpresa e me diz: “Naquele dia, não a cumprimentei, porque estava com um problema no olho, não estava enxergando ninguém! Desculpe-me!”.

Muitas vezes, sofremos por coisas que não existem, que estão em nossa cabeça, são míseras coisas que fazem com que nos sintamos rejeitados.

Convidamos você a entrar em contado com a sua história de vida. A dica é que você retorne às suas memórias.

João Carlos: O que os nossos antepassados fizeram vai influenciar na nossa história e o que nós fazemos também vai influenciar na vida dos nossos filhos, dos nossos netos e assim por diante. Um comportamento nosso fica marcado por muitos anos; o ato não é único e repercute em nossas gerações, naquilo que nossos avós e pais fizeram. É importante vasculhar, procurar e provocar um diálogo entre os nossos. A repercussão que disso nos ajuda a organizar nossa vida. Podemos chamar de “diário espiritual da nossa vida”, principalmente nossa vida com Deus.

Podemos citar vários exemplos que vão influenciar na nossa vida: o comportamento dos nossos pais, como eles namoraram, o noivado deles, o que fizeram ou deixaram de fazer etc. Você poderá avaliar os pontos positivos e também os negativos e o que isso está influenciando na sua vida.

É importante olhar para a sua família e entender como a vida deles se estabeleceu; procurar entender por que se comportam daquela maneira. Dessa forma, compreenderá melhor a história de seus pais.

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Peregrinos participam da Quinta-feira de Adoração na Canção Nova. Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Meu pai era uma pessoa ignorante, tinha um comportamento difícil; então, se eu concordasse com ele, com suas ideias, eu estaria sendo seu amigo, porém, se eu discordasse não seria mais considerado seu amigo. Custei entender essa história! Eu passei a vida inteira ouvindo minha mãe falar mal do meu pai, e vários conceitos foram criados em mim. Passei longos anos fazendo em mim uma cura interior pelas lembranças dos meus pais.

Várias teorias falam sobre a gestação. Há aqueles que acreditam que a concepção e o contexto em que nascemos pode também influenciar nossas memórias, tanto nos momentos bons quanto nos ruins.

É importante percebermos o que marcou a nossa vida na infância, a transição em que abandonamos a fase de crianças e entramos no mundo dos adultos. Influenciados pela rejeição, fazemos muitas escolhas erradas.

Maria Luíza: Você vai começar a entender que a sua história está nas suas mãos. Podemos entender o que nos ajudou, o que nos atrapalhou e começar a organizar nossa vida de uma maneira diferente. O primeiro passo é desamarrar as cordas com o que passou.

Existe uma cura que é autodirigida. Não deixe o homem velho tomar conta da sua história de vida. O ser humano pode dizer não! A partir de agora, escolha ser melhor, você tem capacidade para fazer isso!

Adquira esta pregação: (012) 3186-2600

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Transcrição e adaptação: Karina Aparecida


Diácono João Carlos e Maria Luiza


Casal de psicólogos

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