Na cruz com Maria

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Tiago Tomé. Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

O martírio de Maria foi na alma

Maria é a nossa intercessora. Para você que não sabe, a Canção Nova tem como nome: ‘Canção Nova, a casa de Maria’. E nós, consagrados dessa Comunidade, fazemos essa experiência com Nossa Senhora. Que a sua casa também seja a casa de Maria!

“Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa” (João 19,25).

Quando me foi passado este tema: ‘Na cruz com Maria’, logo veio-me à cabeça “na cruz com Cristo”. Mas aos pés da cruz de Cristo estavam todos os discípulos d’Ele? Não. Muitas pessoas seguiram Jesus, mas, no momento da cruz, foram poucos que permaneceram ao lado d’Ele. E você também pode perceber essa realidade na sua vida: quando você estava na farra, na alegria, talvez várias pessoas estivessem ao seu lado, mas quando passou por alguma situação difícil, poucos permaneceram. Na hora da dificuldade, todos vão embora.

Há quanto tempo você não cultiva uma intimidade com a sua mãe aqui da Terra? Da mesma forma, temos de cultivar uma intimidade com nossa Mãe do céu. Como Mãe, Nossa Senhora quer caminhar conosco nas alegria e nas dores. Não existe ninguém, na face da Terra, depois de Jesus, que tenha sentido tanta dor na alma.

“A tristeza de Maria era tão grande que, se fosse dividida por todos os homens, seria suficiente para causar morte imediata” (São Bernadinho de Sena). Não existe cruz nem sofrimento que você possa passar que Nossa Senhora não já tenha passado. Mesmo na dor, mesmo tendo visto todo o trajeto de seu Filho, ela nos assume como filhos. Talvez, você ainda não confie em Maria, mas saiba que quando nos esquivamos de Nossa Senhora, não confiamos também em Jesus, porque Ele nos deu a Sua Mãe.

Quantas vezes estamos recorrendo a Mãe de Jesus? A Bíblia nos diz: “A partir daquela hora, ele acolheu o que era seu”. O que você tem, na sua vida hoje, que pode apresentar a Nossa Senhora? Quando éramos crianças e nos machucávamos na rua, dizíamos: “Olha, vou contar para a minha mãe!”. Mas perdemos esse costume. Precisamos chamar a nossa Mãe sempre. O convite é que, hoje, permitamos que ela, como Mãe, sustente-nos com as nossas dores.

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Fiéis participam da Quinta-feira de Adoração na Canção Nova. Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

Caminhe neste processo de subida com Nossa Senhora a partir da sua intimidade com ela. Talvez, a recitação do terço pareça cansativa, mas, na oração, você sai do natural e vai para o campo espiritual e descansa no colo da Mãe. Quando você reza o terço, que é tão simples, você é capaz de superar as grandes dores.

Tive a graça de conhecer os Santuários Marianos. Que presente foi chegar em Portugal e ver os pastorinhos que se dedicam à oração! Quando perpassamos a história desses santos como Bernadete, os pastorinhos e tantos outros, vemos que eles não foram poupados das dores e dos sofrimentos. E nós também não seremos poupados dos sofrimentos. Nesta caminhada com Nossa Senhora, os santos viveram vários momentos de dores e lutas.

Os mistérios de Deus não cabem em nossos entendimentos; nunca entenderemos tudo, mas precisamos nos lançar na fé. Nossa Senhora é essa presença que nos acompanha em nossas emoções e sentimentos.

Santo Afonso: “Os mártires suportaram os tormentos nos seus corpos, Maria sofreu seus tormentos em sua alma”. Tudo aquilo que vivemos, que os santo viveram, Maria sentiu na alma. O martírio de Maria foi na alma, porque ela foi assunta ao céus, e ela não morreu.

Existe uma única Nossa Senhora, mas ela tem vários títulos, conforme o nome do local que ela representa. Recorramos a ela, porque não é à toa que, na história da salvação, o primeiro milagre acontece por meio desta intercessora.

Precisamos caminhar com a Mãe. Existe uma batalha que travamos e Nossa Senhora é a vencedora de todas as batalhas. Quando você sente que está passando por grande batalhas, recorra a Mãe. Ela é vitoriosa, é vencedora e está sempre de pé na cruz. João tinha grande necessidade do amor de Deus, e nós também somos assim.

As sete dores de Maria vêm acompanhado de quatro promessas:

1ª – Aquele devoto que invocar a Divina Mãe pelos merecimentos de suas dores merecerá fazer, antes de sua morte, verdadeira penitência de todos os seus pecados.

2ª – Nosso Senhor Jesus Cristo imprimirá nos corações a memória de Sua Paixão, dando-lhes depois um competente prêmio no céu.

3ª – Jesus Cristo guarda-los-á em todas as tribulações em que se acharem, especialmente na hora da morte.

4ª – Por fim, os deixará nas mãos de Sua Mãe para que deles disponha a seu agrado e lhes obtenha todos e quaisquer favores.

Transcrição e adaptação: Jakeline Megda D’Onofrio.

Adquira esta pregação pelo telefone: (12)3186-2600

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Thiago Tomé


Cantor e Missionário da Comunidade Canção Nova

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