Soldado em batalha

Emanuel Stênio - Soldado em batalha

Emanuel Stênio, ministro de música da Comunidade Canção Nova. Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

O tema desta pregação é ‘Soldado em batalha’. Por isso, a primeira coisa que precisamos entender é que a nossa vida é uma batalha e que, todos os dias, acordamos para enfrentá-la. Todos nós somos lutadores e enfrentamos um confronto diário. Não se esqueça disso!

Precisamos recordar que existe uma batalha espiritual, que não deseja acabar com o nosso corpo, mas sim com a nossa alma. Esse confronto deseja nos afastar de Deus.

Reflita a Palavra de Deus escrita na Carta aos Hebreus 2, 4: “Comprovando-a o próprio Deus por sinais, prodígios, milagres e pelos dons do Espírito Santo, repartidos segundo a sua vontade?”.

Precisamos combater o bom combate. Estamos alistados na luta contra o mal desde o momento em que fomos batizados. Se pudéssemos enxergar essa batalha, veríamos os anjos de Deus batalhando a nosso favor contra o mal que nos impede de ouvir a Palavra do Senhor.

Compreendamos que é necessário nos prepararmos como soldados para viver esse confronto, pois isso requer esforço, luta e uma vida disciplinada na oração.

Nós temos os nossos desejos aflorados e trazemos dentro de nós o pecado. No entanto, é preciso dominar esses desejos, porque eles requerem esforços para serem vencidos. Uma das armas dos soldados que deseja vencer a batalha espiritual é a Bíblia; portanto, vamos refletir o livro de II Samuel 11,1-5: “Depois da morte de Saul, Davi voltou da derrota dos amalecitas, e esteve dois dias em Siceleg. Ao terceiro dia, apareceu um homem que vinha do acampamento de Saul; trazia as vestes rasgadas e a cabeça coberta de pó. Chegando perto de Davi, jogou-se por terra, prostrando-se. Davi disse-lhe: De onde vens? Salvei-me do acampamento de Israel, respondeu ele. Que aconteceu?, perguntou Davi. Conta-mo! Ele respondeu: As tropas fugiram do campo de batalha, e muitos homens do exército tombaram. Saul também, e seu filho Jônatas, pereceram! Como sabes, perguntou Davi ao mensageiro, que Saul e seu filho Jônatas morreram?”.

A partir desse fato, Davi cometeu um grande pecado, o adultério; depois, o assassinato. Por que Davi caiu nesse pecado? Por que se perdeu nos braços de mulher casada? Qual foi a origem desse mal? A raiz do pecado de Davi está no fato de ele não ter ido para a batalha e ter ficado ocioso, o que o levou a cair em tentação, a pecar. Estamos em um combate espiritual, por isso não podemos ficar na ociosidade nem deixar de rezar.

Todos nós precisamos viver uma vida disciplinada, como um soldado. Por isso, nosso primeiro pensamento do dia deve ser em Cristo. Devemos consagrar o nosso dia, o nosso alimento e nossas atividades a Deus; devemos nos preparar para os confrontos espirituais.

Jesus nos diz isso no Evangelho de Mateus 26, 41: “Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca”.

Soldado em batalha

Peregrinos compreendem, a partir da reflexão do missionário, como ser um bom soldado diante das batalhas espirituais. Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Peça a Deus sempre sua bênção! Devemos sempre desconfiar de nós e confiar sempre no Senhor. Nós nunca estamos prontos para enfrentar os confrontos espirituais. Para vencer as tentações precisamos nos afastar das situações que nos proporcionam este prazer.

Seja sentinela! Deus nos abençoa, mas, quando pedimos para Ele nos dar alguma graça, Ele nós dá meios para consegui-la. O Senhor nos capacita!

“Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar. Resisti-lhe fortes na fé. Vós sabeis que os vossos irmãos, que estão espalhados pelo mundo, sofrem os mesmos padecimentos que vós”, (I Carta de São Pedro 5, 8- 9).

A Palavra de Deus nos ensina a orar, vigiar e ter atenção, por isso sejamos vigilantes. Estejamos alerta e tenhamos armas para viver esse combate espiritual.

A Bíblia é uma grande arma espiritual. A oração do terço e o jejum também são armas contra o demônio. A confissão é o sacramento que nos leva a pedir o perdão a Deus. A Eucaristia, comungada principalmente aos domingo, dia do Senhor, e a oração do anjo da guarda também nos ajudam a combater as maldades do demônio.

Não podemos ter preguiça de rezar e de tomar posse dessas armas de combate espiritual que o Senhor nos oferece. Monsenhor Jonas Abib, fundador da Canção Nova,  sempre diz que somos um povo ‘bobinho’, pois temos as armas para enfrentar essa guerra, mas acabamos morrendo em batalha.

Reze: “Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares. Tomai, por tanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever” (Efésios 6, 10-13).

A nossa função é nos fortalecermos no Senhor e nos revestirmos de Suas armaduras. Somente assim poderemos enfrentar batalhas.

Padre Pio dizia que o demônio não dorme, por isso temos de vigiar e adorar no Espírito Santo de Deus. Oremos constantemente no Espírito Santo, porque somos soldados em batalha.

Peçamos ao Senhor essa graça de realmente ser um soldado em ordem de batalha.

Transcrição e adaptação: Alessandra Borges

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