Maria, Mãe da Igreja

Dom Alberto Taveira
Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Maria é presença fundamental no nascimento da Igreja em Pentecostes

Cada um de nós tem a memória de sua terra, dos lugares onde viveu, algumas lembranças bonitas e outras nem tão bonitas.

Jesus foi chamado Jesus de Nazaré. Maria também foi chamada por muitos lugares, Maria de Nazaré, Maria do Egito, Maria da apresentação… Os vários lugares por onde ela passou, ganhou títulos. É por isso que, até a volta do Senhor, a Igreja não cessará de dar títulos a Nossa Senhora, pois o povo, com carinho, marca cada lugar destinado à Virgem.

Nos Atos dos Apóstolos, vemos Maria no Cenáculo. É com ela que tecemos a unidade. Nossa Senhora gerou em seu ventre a carne do Verbo que quis vir ao encontro da nossa humanidade. Não há como separar a humanidade da divindade. Na Ave-Maria, pedimos que Nossa Senhora rogue por nós nos dois únicos momentos de que temos certeza: agora, o hoje; e na hora de nossa morte, na nossa páscoa pessoal.

Na anunciação, a semente da vida da Igreja estava sendo plantada, e trazia no coração de Maria a humanidade inteira. Nossa Senhora respondeu o ‘sim’ em nosso nome, e isso mudou a história. Ela foi a única testemunha que esteve em três acontecimentos fundamentais: na anunciação, onde o Verbo se encarnou; na cruz, onde a humanidade encontrou sua Mãe “Eis aqui a tua mãe!”; e no Pentecostes, onde acontecia o nascimento da Igreja.

A Renovação Carismática Católica (RCC), essa corrente de graça, encontrou seu lugar na Igreja. Ela existe para uma missão: o apostolado do batismo no Espírito Santo. E não há companhia melhor do que aquela que se revelou como Mãe da Igreja.

Leia mais:
As quatro ideias de Pentecostes
E com eles estava Maria

 

Transcrição e adaptação: Renata Santiago


Dom Alberto Taveira Corrêa


Arcebispo de Belém – PA

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