Encontramos a felicidade partilhando o tesouro que recebemos

Emanuel Stênio - Missionário da Comunidade Canção Nova

Emanuel Stênio – Missionário da Comunidade Canção Nova

Que bom que você abriu este texto! Hoje, Deus reservou graças para nós, e para as recebermos temos de abrir também nosso coração.

Gostaria de começar essa partilha com uma frase: “Alegria compartilhada é alegria dobrada”. E começo com essa frase, porque o tema desta pregação é: “Encontramos a felicidade partilhando o tesouro que recebemos” (II Cor 9,7).

Nestes dias de Acampamento de Carnaval, encontramos um lindo Tesouro: Jesus Cristo. Quando O encontramos, Ele nos ilumina e amplia a nossa visão para encontramos outros tesouros: nossa vida, nós mesmos, a pessoa que está ao nosso lado… E ao nos encontrarmos com nós mesmos, nós nos valorizamos, deixamos de lado aquilo que pode nos prejudicar.

Meu irmão e minha irmã, precisamos entender que, mesmo que o pecado tenha nos tomado ou o sofrimento batido à nossa porta, não perdemos nosso valor. Minha irmã, mesmo que você tenha sido abusada, usada por seu namorado, não perca o seu valor!

Outro terceiro tesouro que encontramos, após encontrarmos com o Maior Tesouro, que é Jesus, é a pessoa que está ao nosso lado.

Na Palavra de Deus, no Salmo 105,3 lemos: “Felizes aqueles que observam os preceitos, aqueles que, em todo o tempo, fazem o que é reto”. Quem quer ser sempre alegre? A primeira coisa é buscar o Senhor. Quer ser feliz? Busque o Senhor! Nossa alegria não será completa se não repousarmos em Jesus. Santo Agostinho fala que “a busca de Deus é a busca da alegria”. O que nós buscávamos quando estávamos em outros carnavais? Alegria, satisfação e plenitude? Mas Jesus é a nossa verdadeira alegria.

Repita comigo: “Quem se encontra com Jesus é libertado do pecado, da tristeza, do vazio interior e do isolamento”. Ao se encontrar com Cristo, que é a Alegria plena, Ele nos liberta do pecado. Uma pessoa que está em constante pecado é uma pessoa triste. Na Santa Missa, na adoração a Jesus Eucarístico, nós nos deixamos ser encontrados por Jesus, e ali Ele nos liberta.

Eu amo a confissão, ela é um dos sacramentos de cura. É por meio dela que Deus nos perdoa e nos devolve a paz, porque o pecado tira a nossa paz.

Nós vivemos num mundo consumista, individualista, que nos provoca a sermos egoístas e mesquinhos. E neste mundo individualista, somos levados à tristeza, porque nos isolamos. E aquele que não consegue partilhar a sua vida com as pessoas, torna-se isolado, triste, um coração acomodado. Cuidado para você não ter um coração acomodado!

O Papa diz: “Quando a vida interior se fecha em seus próprios interesses, deixa de haver espaço para os outros. Já não entram os pobres, já não se ouve a voz de Deus, não se goza da doce alegria do Seu amor nem fervilha o entusiasmo de fazer o bem”. Muitos casamentos estão em crise, porque muitos querem apenas a própria felicidade; daí, não há espaço para o esposo (a). Casamento é doação, entrega e renúncia.

Peregrinos ouvem atentamente as palavras do consagrada nesta manhã de retiro de #carnavalcn. Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

Peregrinos ouvem atentamente as palavras do consagrada nesta manhã de retiro de #carnavalcn. Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

Precisamos lutar contra o egoísmo que nos impede de nos abrirmos ao outro. Não há espaço para o outro, para partilha, boa conversa, para caridade e ajuda aos pobres. Esta é a cultura que acontece em nosso meio. Jesus, no entanto, disse em Sua Palavra: “Há mais alegria em dar do que em receber” (Atos 20, 35).

Temos de descobrir a alegria de nos doarmos, porque alegria compartilhada é alegria dobrada. Compartilhe a sua vida, os bons momentos, e comece dentro de casa com seu esposo, sua esposa, seus filhos. Partilhe a intimidade, a presença do seu marido e de sua esposa, da sua família.

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“Há mais alegria em dar do que receber”, essa é a experiência do professor, porque sua alegria está em partilhar o conhecimento, em ver que seu aluno se tornou um médico, um bom profissional, uma boa pessoa, um bom sacerdote… E nós precisamos nos abrir a isso: compartilhar. Não podemos ficar apenas em nossos próprios interesses, para isso é preciso vencer a indiferença, o egoísmo e a mesquinhez.

Irmãos, não podemos impor condições para ser feliz: “Se eu ficar sarado, aí sim serei feliz”, “se eu me casar com aquele rapaz, aí sim serei feliz”, “ se eu conseguir aquela promoção no trabalho, aí sim serei feliz” etc. Isso é uma tentação! Claro que é necessário e importante ter uma meta, um objetivo, mas dizer que a sua alegria só vai acontecer quando você chegar à concretização do que você almeja não é correto, pois a alegria vai acontecendo no caminho à meta. Não podemos nos impor essas condições!

O Papa diz que as alegrias mais belas e espontâneas que ele viu na vida são das pessoas muitos pobres, as quais não tinham onde se agarrar. Por isso, no fim deste texto, devemos pedir a Deus a graça de não nos agarramos às coisas, pois nisso consiste a alegria de compartilhar.

Meus irmãos, o problema não é ser rico, o problema é ser avarento; o problema não é ter coisas, o problema é as coisas nos possuírem. Não podemos ter um coração avarento e mesquinho. Somos desafiados a dar sempre o pouco que temos.

A alegria compartilhada é a alegria dobrada. Tenha sempre o firme propósito de levar até as pessoas o que você encontrou: Jesus. Anuncie Jesus, compartilhe-O, fale d’Ele, viva como Ele e seja feliz!

Transcrição e adaptação: Elcka Torres

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