O Céu é a meta: Por que nada nesta terra é capaz de satisfazer o seu coração?
Tudo é graça, tudo é providência. É com essa certeza que quero acolher você hoje. Seja você que está aqui no Rincão ou nos acompanhando de casa, entenda: Deus cuida de todas as coisas. E é justamente sobre o cuidado supremo de Deus — o Céu — que precisamos conversar.
Hoje, tenho a alegria de lançar oficialmente o livro “Céu: Felicidade eterna e triunfo da esperança”. O objetivo? Despertar no seu coração o desejo da eternidade. Porque o Céu não é apenas um lugar distante; o Céu é a meta. Precisa ser a meta.
Tudo tem uma finalidade. Qual é a sua?
Olhe para as coisas ao seu redor. Este microfone tem a finalidade de ampliar a voz. A câmera tem a finalidade de transmitir imagem; ela não foi feita para pisar em cima. A cadeira foi feita para sentar. Se as coisas materiais têm uma finalidade, muito mais você, muito mais eu.
Para que existimos? Qual é o nosso fim último? O Catecismo da Igreja Católica (n. 1024) é claro: a vida perfeita de comunhão com a Trindade, com a Virgem Maria e os anjos chama-se Céu. O fim último do homem é o Céu, é encontrar com Deus.
Esquecer o fim último é se tornar inútil. Se o microfone não amplia a voz, é inútil. Se nós não caminhamos para o Céu, perdemos o sentido da nossa existência. Nós somos peregrinos aqui. A sua casa não é aqui.
A inquietação do coração humano
Santo Agostinho já dizia: “Senhor, fizeste-nos para ti. Inquieto estará o nosso coração enquanto não repousar em ti”. É por isso que nada — escute bem, nada e nem ninguém — é capaz de satisfazer o desejo do coração humano aqui na terra.
Você sonha em ir para a Europa? Vai, acha lindo, mas volta sentindo que falta algo. Sonha em casar? Casa, mas sente que ainda falta. Sonha com filhos, netos… E sempre falta. Nem as coisas mais santas e justas suprem essa inquietação.
Por que não é suficiente? Porque fomos criados para a comunhão plena com Deus. Viver longe da graça é nos ferirmos. Santo Agostinho, depois de viver muitas aventuras no pecado, concluiu: “Tarde Te amei, ó Beleza tão antiga e tão nova”. Não perca tempo longe de Deus.
Caminhando em meio às coisas que passam
A vida passa rápido demais. Recordo-me dos 3 anos de eternidade do nosso pai fundador, Padre Jonas. Parece que foi ontem. A vida passa, e o que nos resta? A eternidade.
Infelizmente, tem gente brigando por terra, pai matando filho por causa de herança… Terra! Coisa material e temporal. A oração da Igreja nos ensina: “Caminhando em meio às coisas que passam, possamos abraçar as que não passam”.
Tudo aqui deteriora. A roupa nova fica velha, o sapato gasta, o celular novo já era. A nossa saúde acaba — quem tem muito “janeiro” nas costas sabe, a gente fica meio “enferrujado”. Não se apegue às coisas daqui. O mais importante da vida não está aqui. Quem perde o Céu, perde tudo.
Na casa do Pai
Jesus disse: “Na casa do meu Pai há muitas moradas” (Jo 14, 2). Gente, se fôssemos apenas vizinhos de Deus, morando no mesmo condomínio, já estaria bom demais. Mas a promessa é morar na casa d’Ele.
Imagine tomar café com nosso Senhor, com a Virgem Maria, com os santos. Eu já combinei com Nossa Senhora: quando eu morrer, quero que ela me leve até a Trindade. Quero ver como ela é bela, qual vestido ela vai usar para me acolher.
Lá, as lágrimas serão enxugadas. Nunca mais haverá morte, nem luto, nem clamor, nem dor. O próprio Senhor brilhará sobre nós. Essa palavra “Céu” precisa ressoar todos os dias aos nossos ouvidos.
Cuidado com o “Evento Capetórico”
A única coisa que pode nos impedir de contemplar o Céu é o pecado. E estamos num momento que exige atenção total: o carnaval.
Não vou errar nas palavras não: é um evento “capetórico”, satânico. Lugar de prostituição, de bebedeira, de drogas. Não é lugar de quem quer ir para o Céu. Quem quer ir para o Céu não segue o trio elétrico, segue Jesus.
Tem gente que diz: “A vida é breve, preciso curtir”. Essa frase é assinada por Satanás. Se a vida é breve, precisamos viver em comunhão com Deus, não nos estragando. Aproveitar a vida é ir para um retiro, é ir à Missa, é se confessar.
Decida-se pelo Céu
Qualquer renúncia pelo Céu vale a pena. Orientei uma jovem dias atrás que disse que deixaria o namorado se ele não quisesse viver a castidade. Ela escolheu o Céu. Não escolha pelo pecado, escolha sempre pelo Céu.
A felicidade aqui — do casamento, da ordenação, da festa — é passageira. A felicidade eterna é só lá.
Que o Senhor toque o seu coração hoje. Que Ele te cure, te liberte dos vícios e te convença de que o seu tesouro não está aqui. O seu tesouro está lá, onde todos cantaremos juntos os louvores do Senhor.
Padre Elenildo Pereira
Comunidade Canção Nova




