Pe. Alex Freitas

Profundidade da Minha Misericórdia

A profundidade da Misericórdia: um mergulho no coração de Deus

Um padre jovem, com barba e vestes clericais pretas, sorri enquanto segura um microfone e gesticula com a outra mão. Ele está em um palco, posicionado à frente de um fundo com tons de roxo e luzes suaves. À esquerda, vê-se parte de um púlpito.

Pe. Alex Freitas / Festa da Misericórdia 2026 – Canção Nova – Foto: Reprodução Youtube / TV Canção Nova

Que bom estarmos juntos nesta Festa da Misericórdia para mergulharmos na profundidade do amor de Deus. Se você está aqui fisicamente dentro dos raios da Divina Misericórdia ou acompanhando de casa, sinta-se dentro da profundidade do Coração de Jesus, que resume a plenitude da divindade e do amor. Você veio dar um mergulho na misericórdia de Jesus, e isso vale uma salva de palmas!

O abismo insondável dos tesouros celestes

A Palavra de Deus e a tradição da Igreja nos revelam a grandiosidade desse amor. São Paulo, na carta aos Romanos, eleva um verdadeiro hino dizendo: “Ó profundidade, ou ó abismo da riqueza, da sabedoria e da ciência de Deus, como são insondáveis seus juízos e impenetráveis seus caminhos!”. Em Cristo, estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da graça.

Santa Faustina cita constantemente em seu diário o “abismo da misericórdia insondável”. Santa Catarina de Sena, ao meditar sobre a Trindade Santa, expressa algo belíssimo: “Tu, Trindade eterna, és como um mar profundo onde, quanto mais procuro, mais encontro, e quanto mais encontro, mais cresce a sede de Te procurar”. Ela diz que Deus sacia a alma de um modo insaciável.

O Senhor quer que nós mergulhemos nos Seus tesouros espirituais. Diferente do Tio Patinhas, que mergulhava em suas moedas por avareza, Jesus escancarou as portas do Seu tesouro divino morrendo na cruz. As portas que foram fechadas lá no Éden foram abertas, e os redimidos agora podem entrar no tesouro do Pai e do Espírito Santo.

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A última tábua de salvação

Na nossa vida espiritual, muitas vezes Deus nos atrai de maneiras inesperadas. Quando eu tinha uns 7 ou 8 anos de idade, fui com minha família à praia de Pirangi, no Rio Grande do Norte. Vi um espigão de longe, uma espécie de ponte feita com troncos de coqueiro que entrava no mar, e decidi ir até lá sozinho. Ao entrar na água, a correnteza começou a me puxar e eu perdi o pé.

No desespero, agarrado a um tronco e sendo açoitado pela água, pedi socorro até que fui resgatado. Se eu não tivesse agarrado àquele tronco — que Santa Faustina chama de a “última tábua de salvação” — eu teria morrido afogado. O que humanamente poderia ser uma tragédia, espiritualmente é a dinâmica de Deus: Ele nos atrai para as Suas profundezas. Através dos raios da Divina Misericórdia, o Senhor nos tira da espiritualidade superficial de ir à missa de vez em quando e nos leva como pistas para dentro do Seu coração.

Avançar para a profundidade das águas

Evangelho de Lucas (capítulo 5) ilustra perfeitamente este chamado. Jesus entra na barca de São Pedro justo quando os discípulos estavam cansados, lavando as redes após uma noite inteira de trabalho frustrado. Nosso Senhor nos surpreende justamente quando estamos exaustos, fechando a porta, achando que nada mais vai acontecer.

Jesus pede para afastar a barca, ensina a multidão e depois dá uma ordem direta a Pedro: “Faz-te ao largo! Ide às águas mais profundas! Lançai vossas redes para a pesca”. Pedro dá o seu “sim”, obedece e realiza a pesca milagrosa que quase afunda os barcos. Diante da santidade de Deus, Pedro reconhece seu pecado e cai aos pés de Jesus, que o fisga definitivamente dizendo: “Não tenhas medo! Doravante serás pescador de homens”.

Muitos experimentaram esse chamado para as profundezas e deram o seu sim. Santa Faustina saiu de sua família e foi fisgada por Jesus em seu quarto. Padre Jonas Abib, aos 41 anos, lançou as redes num trabalho com os jovens, sem imaginar que dali nasceria a Canção Nova e um imenso Santuário dedicado ao Pai das Misericórdias.

A metamorfose espiritual e o casulo da provação

Quando temos um encontro com a Misericórdia, nossa vida é transformada. É exatamente como a metamorfose da borboleta. Primeiro somos a lagarta que se alimenta vorazmente da Palavra de Deus, dos retiros e das orações. Porém, chega o momento do casulo. Na vida cristã, o casulo representa as provações, as lutas na família, no trabalho ou na saúde, momentos em que parece que estamos nos desintegrando e nos desfazendo, exatamente como a lagarta dentro da crisálida.

Nessa hora, você precisa se pendurar na misericórdia e clamar: “Jesus, eu confio em Vós!”. Não reclame do casulo. Se a lagarta não aceitasse se desintegrar, ela nunca chegaria à transformação completa em borboleta. O Senhor nos quer homens novos e mulheres novas para um mundo novo. Aguente firme, pois o discípulo passa pelo mesmo caminho do mestre.

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Diga o seu “Sim” para Jesus

A Virgem Maria disse sim! São Pedro disse sim! Santa Faustina disse sim! Padre Jonas disse sim! Hoje, é o momento de você dar o seu “sim”. Deixe Jesus entrar na sua barca hoje e clame com todo o coração:

“Senhor, o Senhor fez a mim um chamado para ser inteiramente Seu, e eu não quero mais voltar atrás! Não quero mais buscar o pecado e as coisas deste mundo. Quero romper com as cadeias que me prendem e ir para águas mais profundas. Liberta-me, Senhor, do desânimo e da incredulidade, para que eu mergulhe de vez no mar profundo do Teu amor e da Tua misericórdia!”.

Que pela intercessão de Santa Faustina e da Virgem Maria, a Mãe da Misericórdia, você receba a força para nunca ter medo de dizer um “não” ao pecado e um “sim” definitivo ao amor de Jesus. Amém!

Transcrição e adaptação Jaqueline Scarpin

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