Na Sexta-Feira Santa, o ar se torna diferente, convidando-nos ao respeito, ao silêncio e à tradição. É um dia de parada, de olhar para a Cruz e entender que o que vivemos hoje não é um teatro, mas o ato de fazer memória, atualizando o sacrifício de Jesus para os nossos dias.
O silêncio sagrado e o clima de oração
Este é um dia em que até a natureza e o cotidiano parecem se prostrar. Nas montanhas da Mantiqueira, pequenos produtores doam todo o leite em vez de vendê-lo, mantendo um costume de caridade e devoção. É um tempo de pequenas e grandes penitências, onde somos chamados a desligar o celular e o som alto para entrar no mistério. Graças a Deus, a Canção Nova desempenha um papel fundamental ao criar esse clima de oração que sustenta a fé do povo brasileiro.

Fotos: Canção Nova/ Bruna Marinho
A agonia no Getsêmani e o sofrimento de Jesus
Jesus, sendo Deus e homem, experimentou a angústia extrema no Getsêmani. A ciência explica que, sob pavor e agonia, o corpo humano pode reagir levando o sangue aos poros, o que justifica o relato bíblico de que Jesus suou sangue. Ele conhecia a dor que o esperava: o flagrum, chicote romano com ossos e metal que arrancava pedaços de carne, deixando-o fisicamente devastado, como comprova o estudo do Santo Sudário.
Na hora mais difícil, Jesus buscou o consolo dos amigos e os encontrou dormindo. Isso nos ensina que, muitas vezes, quando buscamos apoio nas pessoas, podemos encontrar decepção devido à fraqueza humana. Jesus entende a sua solidão e a sua dor, pois Ele a viveu plenamente antes mesmo de chegar ao Calvário.
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O mistério do silêncio de Deus
Um dos momentos mais duros da Paixão foi o silêncio do Pai diante do pedido de Jesus para afastar o cálice. Esse silêncio não significa ausência, mas sim uma resposta de que “aquela era a hora”.
Deus é o único capaz de tirar um bem eterno de uma situação de sofrimento, como no testemunho da jovem que venceu um câncer descoberto durante a gravidez.
Muitas vezes pedimos algo que Deus não concede porque, como “Altíssimo”, Ele vê lá na frente, enquanto nós só enxergamos o que está diante do nosso nariz.
A Cruz como sinal de cura e reconciliação
A Cruz não é apenas um símbolo de sofrimento, mas a maior prova de amor. Salvação e cura, na Bíblia, são a mesma coisa; portanto, o amor da Cruz é o que cura o mundo de mágoas e ressentimentos.
A espiritualidade da Cruz deve entrar no nosso dia a dia e na educação dos filhos. Seguindo os princípios do Padre Jonas Abib, devemos viver a autoridade e submissão, além do amor e adoração. Se houver algo contra um irmão, o sacrifício deve ser interrompido para que haja reconciliação, pois o amor de Jesus deve transbordar em nossa convivência familiar.
Seja as mãos e os pés de Cristo
Diante de um crucifixo quebrado, o Padre Jonas ouviu o chamado: “Você não quer ser as minhas mãos e os meus pés?”.
Hoje, o convite é para que você coloque sua vida, seus vícios, suas perdas e até pecados já confessados aos pés da Cruz. Não se torture mais por dores passadas; o amor de Deus é maior que qualquer pecado. Adoramos e bendizemos ao Senhor porque, pela Sua Santa Cruz, Ele remiu o mundo.
Transcrição e adaptação Amanda Martins
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