Lucas Reis

Arrependei-vos, pois o Reino de Deus está próximo

Arrependei-vos, o Reino de Deus está próximo: um chamado à conversão

A presença de Deus reina sobre todo o império e governa sobre todos os principados. Sob o manto da bem-aventurada e sempre virgem Maria, somos convidados a mergulhar em um tema central da fé cristã: a necessidade urgente de arrependimento, pois o Reino de Deus está próximo.

Pregador com barba e óculos, usando camiseta preta segurando um microfone na mão.

 

O que é o pecado e por que precisamos nos arrepender?

Para compreender o arrependimento, é necessário primeiro entender o que é o pecado. Segundo o Catecismo da Igreja Católica, o pecado é uma falta contra a razão, contra a verdade e contra a reta consciência. Ele representa uma falha contra o amor verdadeiro para com Deus e o próximo, ferindo a natureza humana.

A perda da noção de pecado

O grande perigo da sociedade atual, como alertado por diversos papas, é a perda da noção do que seja pecado. É fundamental compreender que o que a Igreja revelou como pecado há 2000 anos continua sendo pecado hoje; não se trata do que “eu acho” ou “sinto”, mas do que Jesus revela através da Sua Igreja.

O Olhar de Deus vs. o julgamento humano

Enquanto os seres humanos tendem a rotular as pessoas por seus erros — chamando de “mentiroso” ou “ladrão” — Deus olha para o erro do filho e continua dizendo: “é o meu filho, é a minha filha”. Deus sempre acredita na possibilidade da virtude e da santidade de cada pessoa.

Metanoia: a mudança de rota necessária

O arrependimento bíblico é traduzido pela palavra metanoia. Converter-se não é apenas diminuir a velocidade no caminho errado, mas sim mudar a direção. Se você está na contramão do pecado, apenas “pisar no freio” não evitará o acidente; é preciso recalcular a rota. A conversão real acontece quando, por exemplo, um homem que agredia com palavras passa a louvar e elogiar.

Atrição e contrição: os dois caminhos do arrependimento

Existem dois tipos principais de arrependimento que precisamos distinguir:
Atrição: É o arrependimento imperfeito, movido pelo medo do inferno ou pelo simples temor a Deus.
Contrição: É o arrependimento verdadeiro e perfeito. Nele, a dor do pecado nasce do amor a Deus; você se arrepende porque feriu um Pai amável que deu a vida por você na cruz.

Pedro e Judas: duas respostas ao pecado

Tanto Pedro quanto Judas eram apóstolos e ambos pecaram. No entanto, Judas se arrependeu diante de si mesmo e buscou os algozes, enquanto Pedro se arrependeu diante de Deus e foi chorar com Jesus. O verdadeiro arrependimento deve nos levar a buscar o sacerdote para a absolvição, e não apenas anestesiar a consciência com amigos ou redes sociais.

O olhar metafísico de Jesus e a Misericórdia na Cruz

Jesus possui um olhar metafísico, que ultrapassa a fisionomia e enxerga a alma. Onde o homem vê um cobrador de impostos ou um simples pescador, Jesus enxerga um evangelista e um papa. Ele vê vida onde o mundo só vê morte e pecado.

Na cruz, Jesus compartilhou até a morte, mostrando ser o Emanuel, o Deus conosco. Entre os dois ladrões, vemos duas posturas: o “mau ladrão”, que desafiou a Deus para se salvar da dor física, e o “bom ladrão” (São Dimas), que reconheceu seu erro e pediu: “Jesus, lembra-te de mim”. Dimas foi canonizado pelo próprio Jesus no último instante de sua vida, provando que nunca é tarde para a misericórdia.

A urgência da conversão para “hoje” e não “amanhã”

Como na história de Dom Bosco e o jovem que se confessou antes de morrer subitamente, ou no exemplo de Santo Expedito esmagando o corvo que gritava “amanhã” (cras), o chamado à conversão é para o hoje (hodie). Não há garantias de que haverá uma “prorrogação” no jogo da vida.

Ou Santos ou nada

“A Páscoa do fundador apenas fortalece esse grito, levantando novas vozes para perpetuar o chamado à santidade. Se você se sente chamado a essa vida nova, decida-se hoje: ou santos ou nada.”

O propósito da Igreja e de comunidades como a Canção Nova não é o entretenimento, mas a conversão. O maior troféu que se pode oferecer a Deus é sair da cadeira de um evento transformado e arrependido.
O clamor deixado pelo Padre Jonas Abib, “Ou santos ou nada”, continua ecoando.

 

Transcrição e adaptação Jaqueline Scarpin

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