Agradecimento do diácono Fabrício

Diácono Fabrício
Foto: Robson Siqueira

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Todos nós aprendemos o grande valor que tem a palavra de agradecimento “obrigado”. Palavra rica de sentido, que expressa a gratidão pelo recebimento de algo. É, mas, hoje, essa palavra se torna pobre e limitada frente à grandeza do mistério celebrado. Mas me contentarei com a pobreza e a pequenez do meu “muito obrigado”, pois meu coração foi convencido de que recebeu mais do que merecia.

Ah! Que pobreza de agradecimento, Dom Alberto, frente à riqueza do caminho de comunhão e crescimento que construímos juntos! Mais do que pela ordenação, quero lhe agradecer pelo empenho de antes formar um bom diácono, e pela busca de gerar um homem de Deus. (Quantos balões furados que furamos juntos!)

Que pequenez tem essa tentativa de agradecimento frente à nobreza do exemplo de vida do nosso monsenhor Jonas Abib. Vá em frente, monsenhor, que nós vamos logo atrás!

Que covardia agora é querer usar essa pobre palavra “obrigado”, para retribuir à minha família tudo o que fizeram e fazem por mim: Pai, mãe, Vinícius e Marília. Em muitos lugares, eu li e escutei o Evangelho de Jesus Cristo, mas lá em casa, “na nossa casa”, entre nós, eu vejo e experimento Deus entre nós!

Que “obrigado” mais fraco e anêmico – como esforço de agradecer à Comunidade Canção Nova: Eto, Luzia, formadores, irmãos, amigos, aos noviços da Imaculada, responsáveis pelas diversas missões que nos ajudaram muito na preparação da ordenação, aos membros da missão de Palmas. Enfim, à Comunidade Canção Nova “Pessoas”, pois fui entendendo que a riqueza da Canção Nova está nas pessoas que foram criadas por Deus e trazidas por Ele. Não se paga o que vocês já fizeram por mim: É bom demais ser Canção Nova!

Obrigado aos vários amigos-funcionários desta obra; o trabalho de vocês foi a desculpa que Deus usou para nos conhecermos. Quanto bem e serviço de amor vocês prestaram à minha vocação.

Fraca também é a intenção de agradecer, à altura, a coragem de cada um dos sócios do Clube do Ouvinte, que com sua generosidade, dão-me uma lição prática de cristianismo humano e compromissado. “Você promovendo o bem!” é mais do que um slogan de TV, minha vocação é prova concreta disso.

Quanta limitação, pequenez e pobreza nessa tímida tentativa de agradecimento! Mas achei o “Culpado” de tudo isso, e agora é a Ele que quero agradecer: foi Deus, que me escolhendo e livre me deixando, sem nunca me tirar nada, mas sim, me dando tudo. Frente à sua grandeza, Deus, resta-me a feliz pequenez. Frente à sua riqueza, resta-me a alegre pobreza. Frente ao mistério, basta o meu silêncio.

Sou filho de Deus e como filho frente ao Pai, que lhe estende a mão, só posso sorrir e acolher o dom.

A realidade dos meus limites e temores existe sim, como setas que me indicam um caminho de constante conscientização da minha humanidade. Mas esses mesmos limites e temores são portas abertas para o reconhecimento concreto de que – na minha vida e vocação – o protagonismo é todo da graça! Aí sim, tem nobre sentido assumir como lema diaconal: “Se Tu queres, eu quero. Se Tu fores, eu vou.”

Muito Obrigado!

Diácono Fabrício Leitão de Andrade Júnior
Comunidade Canção Nova

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