Entramos no mistério da nossa redenção

Rito do Lava-Pés
Foto: Clarissa Oliveira/CN

Uma noite de ação de graças, silêncio e reflexão. Assim se deu o primeiro dia do Tríduo Pascal com a celebração da Instituição da Eucaristia, nesta quinta-feira (21) durante o Acampamento de Semana Santa na Canção Nova em Cachoeira Paulista-SP.

Com uma riqueza de sinais e gestos, o rito da celebração emocionou os peregrinos presentes. Dois momentos de profundo significado são realizados nesta celebração: o Lava-Pés, recordando a instituição do 'mandamento do amor' e da Ceia do Senhor, e a Transladação do Santíssimo junto com a desnudação do altar, gestos que tem como finalidade tirar da igreja todas as manifestações de alegria e de festa, num respeitoso silêncio pela Paixão e Morte de Jesus.

Segundo Daniel Oliveira (26), de Brasília-DF a profundidade do rito o fez adentrar no mistério de Cristo. “A liturgia desta celebração mostra a riqueza da Igreja, o que ela tem de mais belo. Ver o Cristo sendo retirado, o altar sendo desnudado, as luzes se apagando, nos dá o sentimento real do que Jesus viveu neste dia”

Para Adriano da Conceição (28), de Belo Horizanto-MG, o que mais o emocionou foi ver a quantidade de jovens participando desta celebração. “Em um feriado, onde tantos jovens poderiam estar em outros lugares, me emocionou bastante ver que 60% das pessoas que estão aqui são jovens” disse o peregrino.

Rito da Transladação do Santíssimo
Foto: Clarissa Oliveira/CN

O mistério da Instituição do Sacerdócio foi o que mais tocou Adelaine Bueno (34) que veio de Belo Horizonte-MG. “Já venho a dois anos na Canção Nova, mas este ano, nesta celebração, o que me tocou foi a profundidade da homilia do padre José Augusto quando ele disse que independente do padre, só ele [sacerdote] pode trazer Jesus para as pessoas”

Após a celebração solene, houve um fecundo silêncio no Centro de Evangelização Dom João Hipólito de Moraes. A atmosfera foi tomada por um recolhimento interior próprio deste tempo. Estamos num tempo de vigília, recordando a angustia do Senhor Jesus no Gestsêmani.

É tempo de recolhimento, silêncio e vigília. Disse Jesus: “Minha alma está triste até a morte. Ficai aqui e vigiai comigo.” (Mt 26, 38)

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