RICARDO IDA

A dor da saudade x o desespero da perda

Você pode se sentar e, se quiser acompanhar comigo a Palavra, ela está em Filipenses, capítulo 4, versículos 6 e 7. Já ouvimos que estamos dentro de um acampamento cuja temática é a cura dos traumas da morte. “Traumas” pode ser substituído por “dor”, uma dor na alma. Justamente foi esse o tema que o setor de Eventos me passou: a dor da saudade versus o desespero da perda.

A dor existe e vai existir sempre, mas o Senhor Jesus quer nos dar o consolo e também aliviar essa dor. Nós temos que olhar sempre para o sofrimento com um olhar sobrenatural, o olhar da fé, e não um olhar de desespero. O cristão é convidado, é chamado a viver da fé. É um olhar que transcende, é o próprio olhar de Cristo para aquela realidade. A realidade da dor, da perda, do sofrimento e da morte precisa ser vista sempre numa ótica escatológica: um olhar voltado para o céu, para o final.

A origem do sofrimento e da morte no projeto de Deus

Todos nós, todos nós que aqui estão e você também que me acompanha por todo o Sistema Canção Nova de Comunicação, teremos que passar pela morte, sem exceção, devido ao pecado original, devido ao pecado.

Quando Deus fez o mundo — e aqui é bom que a gente, como católico, aprenda a verdade —, Deus não quis a morte. No projeto inicial de Deus, não havia a morte nem o sofrimento. Portanto, não ia existir essa dor; mas somente porque os homens, os nossos primeiros pais, Adão e Eva, desobedeceram a Deus, foi que a morte então entrou no mundo. Essa morte traumática, essa morte que causa dor tanto para aqueles que partem quanto, principalmente, para aqueles que ficam e vivem todo esse tempo do luto.

Ricardo Ida prega no Acampamento Cura dos traumas da morte 2026 na Canção Nova em Cachoeira Paulista/SP

Ricardo Ida / Acampamento Cura dos traumas da morte 2026 / Canção Nova – Foto: Reprodução Youtube / TV Canção Nova

Nós estamos muito próximos agora do Dia de Finados, segunda-feira, dia 2 de novembro. É uma data que vai ser o meu primeiro Finados com a partida da minha amada esposa. Mas eu posso te dizer que, nesses 10 meses, eu tenho vivido esse Finados, essa dor que não passa. Porém, eu não posso ter um olhar na carne sobre essa dor. Nós vamos aprender isso com a própria Palavra de Deus, com a Virgem Maria e também com alguns personagens bíblicos que viveram essa realidade que todos nós teremos que passar um dia.

Lembre-se: não foi Deus quem quis. O sofrimento e a morte vieram por causa do pecado. Mas agora em Deus, e principalmente a partir do mistério da Paixão de Jesus, esse sofrimento e essa morte têm um novo significado para nós enquanto católicos, enquanto cristãos, enquanto homens e mulheres que precisam amadurecer e crescer cada vez mais na fé e no conhecimento da verdade.

A Palavra de Deus nos fala o seguinte:

“Não vos inquieteis com nada, mas apresentai a Deus todas as vossas necessidades pela oração e pela súplica em ação de graças. Então, a paz de Deus que excede toda a compreensão guardará os vossos corações e pensamentos em Cristo Jesus.”

Você pode aplaudir a Palavra de Deus; acolhendo a palavra, pode ser mais forte, porque é a Palavra de Deus! E essa palavra tem todo um sentido para este momento que estamos vivendo, para este acampamento e para esta pregação. Ela traz cura para o nosso coração, principalmente para nós que vivemos esse tempo de dor, esse tempo de luto, esse tempo de sofrimento.

Nós ouvimos que o próprio Jesus, através de São Paulo, vai dizer: “Não vos inquieteis com nada, nem mesmo com a morte. Não vos inquieteis com nada”. O Monsenhor Jonas ia dizer: “Nada quer dizer nada”. Mas em tudo levai até Deus em oração.

Entregando a dor a Deus pela oração e súplica

O que São Paulo está nos ensinando — e ele ensinou à Igreja de Filipos e ensina a nós — é que é preciso tomar tudo aquilo que vivemos como experiência, seja de dor ou não, seja de alegria ou de tristeza. A Palavra de Deus nos dá esse itinerário de cura interior: pegar tudo isso e levar a Deus em oração, em súplica, em ação de graças.

Lembre-se de que a dor da saudade precisa acontecer; o desespero, não. O desespero é aquela falta de esperança, uma tristeza que não passa. Dor não quer dizer ausência de alegria e de paz — a paz que o próprio Senhor está prometendo em nossos corações se nós guardarmos e acreditarmos que Ele vem com a paz e vai guardar os nossos corações, essa paz que excede toda a compreensão.

Como eu posso experimentar a paz? Como posso experimentar uma serenidade diante da dor? Dor essa que faz parte da nossa vida e vai fazer até o último instante, até o último instante. Eu vivi isso na carne, na alma, vendo a passagem da minha esposa. Eu tive essa graça de estar com ela naqueles dois últimos dias de angústia pelos quais ela estava passando, onde ela ia fazer a Páscoa. No momento derradeiro, eu segurava nas mãos dela e vi ali toda a dor — não uma dor física, talvez, mas a dor da alma. E aqueles que estavam comigo no quarto — que era o diácono Nelsinho, o meu irmão Natal Gil, o Márcio Todesquini e outras pessoas que agora talvez eu não me recorde, mas que estavam ali comigo naquele momento de dor — viram até ela dar o último suspiro, até ela fechar os olhos para este mundo e abri-los para a presença de Deus, para a vida eterna, para a eternidade.

Houve dor até o último instante; ela vai fazer parte. Mas Deus e a Palavra de Deus nos ensinam o que fazer com essa dor. Aqui está a cura: ela não vai desaparecer de modo mágico. Não é assim que Deus trabalha em nós.

O exemplo da Virgem Maria e o desejo da eternidade

A pedagogia de Deus utiliza todo e qualquer sofrimento em favor daqueles que Ele ama: para a nossa santificação, para a nossa purificação, para a nossa conversão, para o nosso amadurecimento espiritual e também humano.

As visões da Beata Ana Catarina Emmerich vão nos dar um pouquinho desse entendimento, segundo as revelações dessa grande mística da nossa Igreja. Ela fala que Nossa Senhora viveu essa profunda e contínua dor. Quando Nosso Senhor Jesus Cristo morreu, Nossa Senhora sentiu uma profunda dor, a dor da saudade. Ele não estava mais fisicamente ali com ela. Então, Aquela que não tem pecado, a Imaculada, sendo ser humano, experimentou essa dor da separação daquele que ela mais amava na vida dela, mostrando para nós que isso faz parte, é uma realidade humana. E a dor é uma realidade humana. É natural que você chore, que você sinta, que você sofra, mas nós temos que dar um sentido a tudo isso agora. Isso se chama fé.

Caminhar na fé é caminhar nas verdades sobrenaturais, nas verdades da fé. É caminhar naquilo que a própria Palavra de Deus nos direciona e, ao mesmo tempo, nos exorta a viver. A Virgem Maria, então, chorou, sofreu, e continua dizendo essa mística — porque foi revelação da própria Virgem Maria a ela — que Nossa Senhora tinha o pressentimento e o desejo ardente de se unir a Jesus novamente na eternidade.

E eu quero partilhar algo muito sagrado aqui com vocês diante desse acontecimento na vida da Virgem Maria. Desde o dia da Páscoa da minha esposa, eu tenho esse desejo também de ir à eternidade e encontrá-la. Mas não é um desejo que me torna passivo na minha missionariedade, no meu apostolado, na minha vida cristã. Muito pelo contrário: é um desejo que brota na minha alma de querer ser mais de Deus.

E aqui está o segredo para uma vida em paz, uma vida alegre, mesmo em meio a esta dor que existe na nossa alma, que existe no meu coração: uma alegria que somente Deus dá, que excede toda a compreensão, mas é a alegria de uma alma que deseja fazer a vontade de Deus.

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Então, esse meu desejo de alcançar a vida eterna não é um abandonar da vida nem um querer fugir da realidade próxima e humana, do sofrimento e de todo tipo de dor. Não! É um desejo que faz com que eu cresça mais na vida de oração, que me impulsiona ainda mais a praticar as virtudes que vão me levar à vida de santidade, que me ensina a viver mais no silêncio, mais no recolhimento, mais na adoração ao Senhor, que me leva a ter uma devoção mariana cada vez mais profunda e fértil na minha vida, que me leva a um desejo cada dia maior de meditar a Palavra de Deus.

Veja bem que aí esse sofrimento ganha um sentido, e um sentido muito profundo: um sentido escatológico que não me deixa desanimar, nem viver numa depressão, numa prostração ou querer abandonar a vida. Não! Estou cheio de vida e quero viver, quero pregar a Palavra de Deus, quero continuar o meu apostolado e quero sofrer tudo aquilo que a Providência ainda tem para a minha vida enquanto eu estiver aqui neste tempo.

Então, esse desejo de Nossa Senhora me ensina algo importantíssimo que nós, católicos e cristãos, não podemos perder de vista nunca: o desejo pela eternidade. Eu tenho certeza de que os 3 anos de doença que a minha esposa enfrentou — principalmente os dois meses que antecederam a sua partida, com sofrimentos terríveis, sofrimentos físicos próprios do câncer e sofrimento moral, um sofrimento da alma, pois o desejo dela era continuar cuidando de mim e dos nossos filhos —, ela oferecia toda essa dor. Então ela entrou nesse processo de purificação.

Por isso é que eu creio que ela já está com Deus, e agora eu preciso alcançar também essa vida eterna, porque é a minha definitiva morada. Diga à pessoa ao teu lado: *”O céu é a tua definitiva morada”*. E eu convido você agora a aplaudir o céu, a vida eterna; aplauda mais forte ainda essa verdade!

Nós temos este chamado, e quando nós não perdemos de vista o nosso chamado à vida eterna — e lembre-se: no Apocalipse é muito claro quando diz que Deus vai enxugar todas as lágrimas —, no céu não vai existir dor, morte, sofrimento, separações ou perdas. No céu, lá no céu não haverá mais lágrimas. Mas não se esqueça: o tempo que nós estamos vivendo é o vale de lágrimas, é o tempo que Deus nos dá, e precisamos ser muito gratos a Deus por esse tempo. Precisamos ter essa gratidão de louvar a Deus pelo dom da vida, porque Ele nos sustenta. Eu só estou vivo e você só está vivo porque Deus não deixa de pensar em você. Sabia dessa? Conhece essa verdade?

Se Deus pudesse — e isso aqui é hipotético —, se Deus pudesse cochilar, quando Ele acordasse não existiria mais vida na face da terra. É o pensamento de Deus que sustenta a própria criação que Ele criou. Significa que Ele não deixa de pensar em nós em nenhum instante. Ele pensa em você, Ele pensa em mim. Não caia na tentação de, no momento da dor, achar que Deus te abandonou ou esqueceu de você. Não, Deus não pode esquecer de você, senão você deixaria de existir. Não é que a tua alma iria para o inferno, não; você deixaria de existir se Deus parasse de pensar em você e em mim. É a força e o pensar de Deus que sustentam a nossa vida. Isso é amor.

Essa é a certeza de que eu não caminho sozinho, principalmente quando tenho que atravessar as tempestades, quando preciso atravessar os tempos das dores, quando preciso enfrentar a morte de alguém muito querido. Lembre-se de que a dor faz parte de quem ama; se você ama, você vai sofrer.

O papel da oração e o desapego das coisas terrenas

Eu só sofro porque amo a minha esposa e por isso tenho saudade dela. A minha humanidade — hoje mesmo eu meditava sobre isso — gostaria que ela estivesse comigo. Eu tenho tanta coisa que queria compartilhar, graças que têm acontecido na minha vida, vitórias, conquistas que eu queria que ela estivesse ao meu lado para eu poder compartilhar com ela. Mas essa não era a vontade de Deus. Faz parte. Agora eu preciso viver bem, preciso acreditar que Deus nunca vai me abandonar e que Ele cumpre o que promete: que estaria conosco todos os dias da nossa vida.

Deus não é insensível à nossa dor, não. Ele nos ensina a tomar a nossa dor e a nossa ansiedade e transformá-las em oração. Foi o pedido da Palavra; é isso que você precisa fazer quando a dor começa a aumentar em você: leve para a oração. Muitas vezes vou para a capela, muitas vezes pego o meu terço para rezar, meditar o rosário, e não estou com muito desejo, me faltam as palavras. Muitas vezes na capela eu preciso apenas olhar: olho para Jesus e deixo Ele olhar para mim, e só falo: *”Jesus, eu não tenho palavras, mas eu tenho dor. Eu quero te oferecer essa dor. Eu tenho muita saudade, Senhor. Então a minha oração vai ser essa saudade. Me faltam as palavras, Senhor, mas eu creio que Tu estás aqui na minha frente e o Senhor me conforta”*. Pronto, você está em oração! E aí Deus vai te dando a graça para ir crescendo na oração e na entrega.

Deus vai trabalhando o nosso interior, vai utilizando aquele sofrimento para a tua santificação, para a gente crescer na humildade, deixando todo tipo de orgulho, soberba, vaidade e apegos. Para que se apegar às coisas deste mundo? Eu não vou levar nada. A minha esposa não levou nem as alianças dela. Alianças no plural porque aqui nós temos a aliança de casados na Canção Nova, o anelzinho de quando o casal recebe o sacramento e também a aliança do terço. Ela não levou nenhum dos anéis, nem isso ela levou!

Nós vamos desapegando, começando a compreender que esse sofrimento não é para nos levar para a perdição, mas para a vida eterna. E não significa que você vai parar de sofrer; não, não. Não é tomar um remédio e a dor sumiu; não é mágica. Nós somos seres humanos, não somos anjos, não somos um povo alienado; não, é pezinho no chão. É chorar quando tem que chorar. Eu nunca chorei tanto na minha vida como nesses 10 meses a falta da minha esposa, mas não são lágrimas que me fazem perder a fé, murmurar ou pecar, mas que me levam cada vez mais a uma intimidade com Nosso Senhor Jesus Cristo.

Isso eu tenho que agradecer a Deus, à graça de Deus — a graça que eu peço para você aplaudir agora! Aplauda a graça de Deus! Essa graça, sim, nós não podemos perder. Podemos perder as pessoas, os nossos familiares, os bens materiais, mas não podemos perder a graça de Deus pelo pecado mortal. Esse precisa ser o nosso temor: o de não ofender a Deus em hipótese alguma, o de não perder a vida d’Ele em nós.

E como é agradável e alegre perceber a graça de Deus agindo e trabalhando em nosso ser! Deus vai se utilizar dos fatos, das experiências, das pessoas, dos sofrimentos, da nossa cruz. Portanto, cresça nessa vida de oração; aqui está o primeiro remédio para a cura desta dor da alma. Talvez eu nunca vá deixar de ter essa dor até a minha partida, mas eu não peço para Deus tirá-la. O que eu peço é para bem viver com ela na alegria, sempre oferecendo-a a Nosso Senhor Jesus Cristo pela evangelização, pela conversão e pelas almas do purgatório.

Gratidão e ação de graças pelo tempo vivido juntos

Aqui também está outro caminho: o remédio é levar para Deus com confiança o que nos causa dor e sofrimento, em ação de graças. Louvar a Deus no sofrimento é ter gratidão pelo tempo que Deus deu de convivência.

Por exemplo, ontem eu louvava a Deus olhando para a minha história: nós vivemos 30 anos casados — 2 anos de namoro e noivado e 30 anos do recebimento do sacramento do matrimônio —, então foram 32 anos de convivência. O que me leva a não reclamar de Deus e a não ficar parado na dor é olhar a maravilha que Deus fez utilizando esse dom que foi a Luciane, esse grande presente que Ele me deu, e ter gratidão pelo tempo e por todos os anos em que Ele me favoreceu ao lado dela.

E eu agradeci a Deus por como ela me fez crescer. Antes de conhecer a Luciane, eu era uma pessoa totalmente imatura, insegura, com muitos vícios para serem curados e libertos da minha vida, muitos apegos, muitos pecados dos quais eu precisava me desvencilhar; havia muitas vezes o medo de enfrentar a vida. E como eu tive uma mulher forte e sábia ao meu lado para me ajudar e auxiliar nesse tempo de maturidade e de crescimento!

Eu disse, falei para Deus: *”Deus, obrigado, porque se o Senhor não tivesse dado a Luciane para mim, eu nunca iria crescer. Eu nunca iria enfrentar as coisas que já tive que enfrentar se não aprendesse daquela mulher, com os exemplos que ela me deu”*. Isso é ser grato. Isso é ação de graças, e não murmurar porque Deus tirou a Luciane. Era o tempo dela; ela cumpriu muito bem a missão dela. Mesmo sendo jovem, ela cumpriu a missão dela; era o tempo que Deus tinha preparado para a vida dela. E me resta, então, ser grato a Deus por todos os anos que Ele permitiu que eu vivesse com ela, que eu caminhasse, que eu aprendesse as virtudes.

Quantas virtudes eu poderia enumerar aqui da minha esposa, a começar da paciência no sofrimento de enfrentar a doença, de sofrer sem reclamar! Eu nunca vi a minha esposa reclamando, mesmo em dores terríveis; vi-a gemendo, chorando de dor, mas não reclamando, e sim oferecendo. Louvado seja Deus pelo tempo que Deus me deu com ela!

Comece a louvar a Deus por aquela pessoa que passou pela tua vida, pelo tempo que você viveu com essa pessoa. Não pare na morte. Aliás, a morte é o começo de uma vida eterna, mas não pare nela. Agradeça a Deus por todo o favorecimento da graça na sua vida através dessa pessoa. Comece a louvar a Deus; o louvor liberta, e isso é real, é verdade. Comece a ter um coração grato a Deus por tudo aquilo que lhe acontece.

É Palavra de Deus em Romanos 8, 28: *”Tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus”*. Repita comigo: *”Tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus”*.

A pergunta é: estou amando a Deus? Se eu estiver amando, tudo o que a Divina Providência permitir que eu passe é para o meu bem. Olha que consolo! Até a dor provocada pela ausência da minha linda Luciane é para o meu bem. Deus sabe tirar um bem de tudo; eu tenho que acreditar.

Exemplos bíblicos de aceitação e reverência diante da perda

Assim foi na Bíblia. No livro de II Samuel 12, 20 vai dizer assim — preste bem atenção:

“Davi notou que seus servos cochichavam entre si e compreendeu que o menino morrera. Perguntou-lhes: Morreu o menino? Sim, responderam-lhe. Então Davi levantou-se do chão, lavou-se, perfumou-se, mudou de roupa e entrou na casa do Senhor para se prostrar, para adorar o Senhor.”

Comece a pedir essa graça: quando a dor aumentar na tua alma, prostre-se na presença do Senhor. Não precisa ter palavras — aliás, muitas vezes nesse momento faltam as palavras —, mas simplesmente esse prostrar-se é a reverência na presença de Deus. Significa: *”Eu aceito a tua vontade na minha vida, a tua soberania, Senhor; eu aceito o teu querer”*.

Há muitas pessoas doentes, desanimadas — e eu tenho atendido, hoje mesmo na loja, atendi rapidamente algumas pessoas que estão vivendo o luto muito recente —, muitas pessoas que não entregaram ainda, não aceitaram. É preciso confiar em Deus. É preciso crer que Deus é um Deus onisciente: Ele conhece tudo, sabe tudo, aquilo que já aconteceu, o que está acontecendo e o que ainda irá acontecer. Deus conhece tudo na profundidade, na raiz, e Ele só vai permitir para você e para mim aquilo que vai favorecer o nosso crescimento, seja humano, seja espiritual, seja para vencermos os nossos pecados e um dia alcançarmos a vida eterna.

Esse entregar e aceitar… Há uma passagem linda no livro de Jó. Jó 1, 18-21 diz assim a Palavra:

“Ainda estava falando e eis que entrou outro e disse: Teus filhos e filhas estavam comendo e bebendo vinho em casa do irmão mais velho, quando um furacão se levantou de repente do deserto, abalou os quatro cantos da casa e esta caiu sobre os jovens, e morreram todos; só eu consegui escapar para te trazer a notícia. Jó então se levantou, rasgou o manto, rapou a cabeça e, caindo prosternado por terra, disse: Nu saí do ventre de minha mãe, nu voltarei. O Senhor deu, o Senhor tirou; bendito seja o nome do Senhor.”

Diga comigo: “Bendito seja o nome do Senhor”, e aplauda esse Senhor que é o teu Senhor, que é o Senhor da minha vida! Veja bem: Jó viveu muito bem o seu luto diante de Deus, com toda a dor, com lágrimas, com sacrifício, mas não lhe faltou o temor a Deus.

Na dor, o que não pode faltar a um filho de Deus é a reverência, é a aceitação, é acreditar que Deus sempre tem o melhor para mim e para você, que Deus sabe um pouquinho mais do que nós. É acreditar nesta verdade: que tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus. Tudo quer dizer tudo: tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus. Então esse temor não pode faltar no coração em todas as circunstâncias que nós temos que enfrentar e viver, seja na alegria ou na tristeza, seja na dor ou na ausência da dor. Não importa: em todas as circunstâncias não me pode faltar o temor a Deus, a confiança Nele, a soberania de Deus. Ele é o Senhor da minha vida.

Olha que oração linda: “Nu saí do ventre de minha mãe, nu voltarei. O Senhor deu, o Senhor tirou; bendito seja o nome do Senhor”.

Quando a minha esposa foi submetida à cirurgia, 3 anos antes do seu falecimento, o médico descobriu, quando abriu, que o câncer já havia tomado tudo. Ele tirou sete órgãos da minha esposa, sete, e ainda não conseguiu tirar todo o câncer; havia tumor na parede do fígado. Só que ela teve uma parada cardíaca e ele foi obrigado a parar com a cirurgia. Quando foi 23h30, ele me ligou. Eu não poderia ficar no hospital com ela, então estava em casa com meus filhos (com a minha filha, na verdade; o meu filho mais velho morava fora). E ele falou: *”Ricardo, terminei a cirurgia, foi uma cirurgia muito complicada, foi uma cirurgia difícil e é um câncer muito agressivo; fiz o que podia ser feito”*.

Eu desliguei o celular, me prostrei na sala onde eu estava, quase meia-noite, e olhando para o Senhor, olhando para a imagem de Nossa Senhora, eu só disse para Jesus: *”O Senhor me deu, o Senhor tem todo o direito de tirá-la também. A Luciane não me pertence, meu Deus. Se for um querer humano, quero que ela seja curada, mas não faça a minha vontade, sim a tua santíssima vontade, Senhor”*. E fui dormir. O Senhor deu, o Senhor tirou; bendito seja o nome do Senhor! Repita comigo: *”Bendito seja o nome do Senhor”*.

A humanidade de Jesus, as lágrimas e a transformação redentora da Cruz

A tristeza e a angústia são emoções humanas legítimas. Não é pecado você viver essas angústias; elas surgem diante das perdas e das dores. O próprio Jesus Cristo chorou com a morte de Lázaro. Conhece essa passagem? É o menor versículo da Bíblia: “Jesus pôs-se a chorar”. Jesus chorou na humanidade de Jesus. Jesus, que é 100% Deus e 100% homem — o Concílio de Éfeso declarou uma única pessoa, pessoa divina, mas com duas naturezas: a humana e a divina. A humanidade de Jesus chorou, Ele sentiu dor.

O que nós precisamos é aprender a viver esses momentos de dor e tristeza e transformar tudo isso em algo que seja redentor na nossa vida. É isso que os santos nos ensinam: tomar todo esse sofrimento, esses momentos de angústia, tristeza e dor para tornar as nossas vidas algo redentor, algo que nos salva. E que não me leve para as paixões desordenadas, que elas não me levem ao pecado do desespero, de achar que está tudo perdido. Lembre-se de que a última palavra sempre vai ser de Deus. Deus sabe tudo e Ele sabe o que é o melhor para cada um de nós.

Leia também:
.:Eu sou a Ressureição e a Vida
.:Consolo na esperança da vida eterna
.:A dor do luto consolada pela fé

Esses momentos da nossa vida têm que ser momentos favoráveis para nos aproximarmos cada vez mais de Deus e crescermos na intimidade com Ele, como a própria Palavra pediu a nós hoje: *”Não vos inquieteis com nada, mas apresentai a Deus todas as vossas necessidades pela oração e pela súplica em ação de graças”*. E quero dizer para você: foi assim na vida de todos os santos. A experiência da dor os levou a serem santos; chegaram à santidade de vida pela cruz e pelo sofrimento. São Lucas, que escreve o livro dos Atos dos Apóstolos, deixa bem claro que é preciso passar por muitas tribulações para conquistar o Reino de Deus. Não desperdice mais a tua dor!

Diga para a pessoa ao lado: *”Não desperdice mais a tua dor”*. Ela precisa ser agora, nas mãos de Deus, instrumento para o teu crescimento humano e espiritual, para o teu crescimento na intimidade com o Nosso Senhor Jesus Cristo. É para isso que a Palavra de Deus quer nos direcionar neste dia. A providência de Deus tinha preparado este momento agora para falar com você e falar comigo. A Palavra está falando muito forte ao meu coração.

Eu já estou me preparando para ir agora, dia 2, segunda-feira — o cemitério é logo aqui ao lado da Canção Nova — lá no túmulo da minha esposa. Mas não pode ser um momento e um ato de desânimo, de frustração, de prostração ou de inquietação; muito pelo contrário, tem que ser um tempo forte de oração.

Vivendo o processo de luto com fé e apoio comunitário

O Padre Jonas nos ensinava muito sobre isso: sobre as “visitas de Deus”, de você orar com os fatos, de rezar a oração no ritmo da vida, de aproveitar tudo o que lhe acontece para entrar na comunhão, entrar na presença do Senhor. E que momento belo, meu irmão e minha irmã! É o ensinamento de todos os santos da nossa Igreja: como cada sofrimento os fez crescer cada vez mais no amor a Nosso Senhor Jesus Cristo!

É uma grande oportunidade que nós temos nesses momentos de crescer no amor a Nosso Senhor. E não tem nada a ver com sentimentalismo, não é um amor sentimental, não é paixão; é o amor-virtude da caridade, virtude teologal, é o amor ágape, um amor divino que me leva a suportar todo e qualquer peso de cruz, que me leva a aceitar pacientemente por amor a Deus, que me leva a compreender — e, se não compreender, a me abandonar inteiramente crendo que Deus sabe tudo, e aquilo que eu não entendo hoje vou entender na vida eterna.

Olha que momentos lindos que levam você a uma vida profunda de oração! Agora, você não pode ficar vivendo desanimado, entregue à tristeza e vivendo nas paixões desordenadas que vão levá-lo ao desânimo. É preciso ter uma reação, com a ajuda da graça de Deus, de mudança de comportamento, de aprender a entrega cada vez mais aos cuidados de Deus.

Em Lucas 22, 44, o próprio Jesus vai nos ensinar isso. Quando Ele entrou naquela angústia suprema, tamanho foi o sofrimento de Nosso Senhor Jesus Cristo que se preparava para a morte. Ele sofreu porque viu — sendo Deus, Ele viu tudo o que ia ter que passar na Sua Paixão, na Sua crucificação e morte de cruz. Não somente isso: os grandes teólogos ensinam que ali Ele assumiu todo o pecado da humanidade, por isso pesou sobre Ele uma vergonha intensa diante da face do Pai, porque Ele assumiu todo o pecado como sendo Dele para ser realmente esse Redentor na nossa vida, o Salvador. Ele precisava passar por tudo isso para nos salvar.

Então Ele suou sangue, tamanho foi o desespero e a angústia de Jesus, o sofrimento e a tristeza de Nosso Senhor Jesus Cristo. Diz a Palavra que, como gotas de sangue escorrendo pela terra, a humanidade de Jesus naquele sofrimento tamanho chegou a orar desta forma: “Pai, se é do teu agrado, afasta de mim este cálice”. Não é pecado você falar para Jesus: “Jesus, se Tu queres, podes aliviar essa dor; cura o meu luto”. Você já pediu isso para Jesus? “Venha curar, Senhor, este sofrimento; venha me dar uma visão nova, uma visão espiritual e sobrenatural, Senhor, deste acontecimento que foi um trauma”.

Veja: Deus não é insensível às nossas dores, não. Ele passou pela morte; Jesus passou pela morte, Ele sabe o que é sofrimento, Ele perdeu pessoas queridas. Mas olha o que o Senhor nos ensina imediatamente quando diz: “Pai, se é do teu agrado, afasta de mim este cálice; não se faça, todavia, a minha vontade, mas sim a tua”.

…mas sim a tua, meu irmão. Quando você, com sinceridade, faz essa oração ao Pai — com toda a sinceridade e com confiança —, você vai experimentar um profundo consolo em seu coração. Deus vem em resposta; Ele se agrada quando uma alma, mesmo na dor, fala: “Pai, se é do teu agrado, afasta de mim, mas, contudo, não faça a minha vontade, faça a tua”.

A minha humanidade queria a cura da minha esposa, mas a minha alma orou: “Senhor, ela Lhe pertence; o Senhor me deu, o Senhor tem o direito de tirá-la; seja feita a tua vontade, e não a minha”.

Há muitas pessoas, muitos católicos que vivem numa tristeza tremenda, numa angústia profunda, num desânimo, porque ainda não entregaram nas mãos do Senhor e não acreditaram ainda na vontade do Senhor. Há muitas pessoas que ficam se culpando, ou culpam a Deus, ou se culpam. Por isso, abre parênteses: o tempo que nós temos as pessoas do nosso lado é o tempo de amar, é o tempo de tratar bem, é o tempo da reconciliação.

Hoje atendi uma alma que chorava e orei por ela; chorava porque há 20 dias havia perdido um ente querido e havia brigado e não deu tempo de conversar com ele. E ele chorava, e ali Deus me deu a palavra e apaziguou a alma dele. O tempo de amar é agora, o tempo de elogiar é agora. Dificilmente nesses 30 anos eu fiquei um dia sem falar para a Luciane: “Eu te amo, meu amor”. Não significa que eu era perfeito, que não pecava, que não ofendia — nada disso —, mas o meu amor eu queria demonstrar a ela, e isso me dá uma consciência leve de missão cumprida, tanto a missão dela quanto a minha em relação a ela.

Mas, uma vez que veio essa dor, agora você precisa aceitar a vontade de Deus. Eu vejo muitas pessoas culpando a Deus por determinada experiência na sua vida; volta lá no início da pregação: Deus sabe tudo e Ele tem sempre o melhor para cada um de nós. Chore tudo o que você precisa chorar na presença de Deus.

Meu diretor espiritual, o Padre William, me disse: “Você vai ter que viver bem o seu luto; talvez vai ser um ano”. Bom, já tem quase um ano, só que não foi só um ano; ele falou assim: “Talvez o seu luto vai chegar a 2 anos; chore todos os momentos em que der vontade: chore comigo nos atendimentos espirituais, chore com alguns dos seus irmãos de comunidade (coitado do Natal e da Cris, a gente trabalha junto, então ele sabe da minha alma), chore quando for ao cemitério, chore quando for à capela na adoração”. Nesses quatro momentos eu tenho sido obediente ao padre na direção. Chore. Chorar não significa que você não tem fé; o choro não significa que você acredita que Deus lhe abandonou. Jesus chorou. Viva bem esse tempo, viva bem o tempo do luto, mas viva bem.

Eu tenho a experiência do meu filho mais velho: nos quatro ou cinco primeiros meses do falecimento, ele estava muito forte — não por mal, ele achou que estava tudo resolvido dentro dele. A Elsa está aqui, minha irmã de comunidade, ela sabe bem a minha história; e ele achava, o João Mateus, que estava tudo resolvido. Até que um dia ele me liga de São Paulo, desesperado: “Pai, caiu a ficha, vem me salvar!”. Eu tive que pegar o carro — era uma sexta-feira à tarde, providencialmente saí correndo (não correndo, tá? Não fui a mais de 110, fui rápido para São Paulo respeitando os limites de velocidade), fui prontamente, peguei o meu filho e o trouxe para casa, porque ele começou a cair numa dor profunda, quase numa depressão, porque o luto caiu. Porque ele estava se fazendo de muito forte. Não, nós não somos fortes, e também não significa fraqueza quando a gente chora, senão Jesus seria fraco por ter chorado.

Mas chore na presença de Deus, chore em oração, como a Palavra de Deus nos ensinou hoje: “Apresentai a Deus todas as vossas necessidades pela oração, pela súplica, em ação de graças”, porque não é um choro de revolta, é um choro libertador. São lágrimas que vão ser cura, e como têm sido cura para a minha alma!

Confesso aos meus irmãos, confesso a vocês, meus irmãos, confesso a todos aqueles que me acompanham agora pelo Sistema Canção Nova de Comunicação: como as lágrimas têm sido cura para a minha alma, reconforto, consolo de Deus! E não é um desabafo por desabafar, não; é a certeza de que Deus está no controle de toda a situação.

Unindo nossas dores à Paixão de Cristo para a santificação

O nosso fundador, o Padre Jonas — hoje não está aqui a foto dele —, sempre nos ensinou a viver esse tempo das “visitas de Deus” e a não desperdiçar as visitas do Senhor. É tempo, sim, de crescer — volto a falar —, crescer na vida de oração.

Há um grande teólogo da mística que há muitos anos eu estudo, o Padre Adolphe Tanquerey. Tanquerey ensina que a dor, quando unida à Paixão de Cristo — presta atenção —, deixa de ser motivo de desespero. Para você não cair no desespero, comece a unir toda a dor da sua alma. É isso que eu faço todos os dias. Eu falo assim: “Jesus, eu estou oferecendo pelas mãos de Maria, de Nossa Senhora, toda essa dor que a saudade causa em mim ou o sofrimento da ausência”.

Como eu dizia para vocês, tem hora que até hoje me encontro fazendo compromissos, fazendo algumas coisas que quero realizar como se a Luciane estivesse do meu lado; eu tenho que acordar: “Opa, espera aí, estou fazendo uma programação, mas a Luciane não está aqui”, mas é como se ela estivesse, tamanha a saudade que muitas vezes toma conta da minha alma. Então eu falo: “Senhor, eu estou oferecendo, quero me unir à tua Paixão pelas mãos da Virgem Maria, Senhor, para a salvação das almas, para a evangelização”.

Hoje, por exemplo, não posso ficar saindo mais em missão — graças a Deus, Deus tem me dado na chácara, nos acampamentos, no Sorrindo pra Vida, escrevendo livros, pregando para a comunidade, então a minha agenda está boa, graças a Deus, sem sair de Cachoeira Paulista. Mas aquilo de que eu sempre gosto — a Elza está aqui, ela é missionária que tem que se alimentar da missão, né, Elza? Você que sai bastante —, há uma alegria na alma do missionário, o ardor de sair, de viajar, e eu não posso mais; estou negando todos os pedidos que chegam a mim. Aí o que eu faço? “Senhor, ofereço…” (o Natal trabalha do meu lado, então na sexta-feira ele está saindo em missão): “estou oferecendo toda essa dor, Senhor, para que a missão dele tenha eficácia, para que a pregação dos meus irmãos, onde forem enviados, possa ter unção; toma a minha dor, Senhor, eu me uno à tua Paixão, Senhor”.

E aí Tanquerey diz assim: que a dor não se torna desespero, e sim um meio de purificação e santidade. Você ganha com isso. Você quer chegar à santidade de vida, sim ou não? Todos nós, porque esse é o chamado de Deus para nós, essa é a vontade de Deus — está em Tessalonicenses: “Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação”.

E um meio maravilhoso… Aliás, todos os santos nos deixam esse ensinamento: que não há outro caminho de Deus levar a santidade a uma alma se não for por meio do sofrimento. Olha só: tenho falado desde o início para que a gente comece a olhar para todo tipo de dor com o olhar da fé, não de desespero, muito menos de achar que é um Deus que me abandonou. Não, é preciso passar por todas as provas; mas “Deus não permite aquela prova se não for para o meu bem”, diz Santo Agostinho, o grande doutor da Igreja. Ele diz: Deus só permite o sofrimento porque Ele pode tirar um bem maior em nosso favor.

Então, quando vier a dor, não reclame, não: louve a Deus, agradeça a Deus, aplauda. E eu peço agora: aplauda Nosso Senhor por toda a providência de Deus na tua vida através do sofrimento, meu irmão e minha irmã! Não no desespero, como eu trouxe no início sobre Ana Catarina Emmerich. Quando foi revelado por Nossa Senhora a ela a partida do seu Filho, como ela sentia a dor da saudade e como ela tinha o desejo de partir logo para se unir novamente com Jesus no céu. Mas diz a Beata Ana Catarina Emmerich que Nossa Senhora, desde a morte de Nosso Senhor, desde quando Ele foi levado ao sepulcro, começou a fazer a Via Sacra; ela fazia todos os dias em Jerusalém o caminho que Jesus percorreu com o seu sofrimento. Desde a Quinta-feira Santa, a Sexta-feira, a sua crucificação, a sua morte, ela vivia a Via Sacra; ela se unia à Paixão de Jesus Cristo.

Comece agora a se unir à Paixão de Jesus, fazendo ou não a Via Sacra (mas eu aconselho: comece a ter essa virtude na sua vida de você fazer a Via Sacra); mas, fazendo ou não a Via Sacra, se una à Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo quando Deus permitir que você passe por uma grande prova. Amém!

Transcrição e adaptação Amanda Martins

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