PADRE SIDNEY DIAS

Reconciliando-se com o Mistério da Cruz

Na celebração da Paixão do Senhor, a Igreja nos convida a mergulhar no mistério mais profundo da nossa fé: o amor de Deus revelado na cruz. Não olhamos para o Calvário como um sinal de derrota, mas como o trono do amor onde Cristo reina pela entrega total. Somos chamados a aprender a amar com coragem e a confiar plenamente em Deus, mesmo nas horas mais obscuras.

O Servo Sofredor e o Sumo Sacerdote

A liturgia nos apresenta a profecia de Isaías sobre o servo que, embora desfigurado e desprezado, carregou sobre si as nossas enfermidades e o castigo que nos traz a paz. Suas feridas são o preço da nossa cura. Complementando essa visão, a carta aos Hebreus nos recorda que temos um Sumo Sacerdote capaz de se compadecer de nossas fraquezas, pois Jesus foi provado em tudo, exceto no pecado. Ele aprendeu a obediência por meio do sofrimento, tornando-se causa de salvação eterna.
Padre Sidney Dias celebra as Funções da Sexta-feira Santa na Canção Nova em Cachoeira Paulista

Padre Sidney Dias / Acampamento de Semana Santa 2026 – Canção Nova – Foto: Reprodução Youtube / TV Canção Nova

A Narrativa da Paixão segundo João

O Evangelho narra os passos de Jesus desde o jardim de Cedrom até o Gólgota. Vemos a majestade de Cristo que, mesmo preso e humilhado, afirma que seu reino não é deste mundo e que veio para dar testemunho da verdade. No alto da cruz, Jesus manifesta seu cuidado filial ao entregar sua Mãe ao discípulo amado e, após tudo estar consumado, entrega o Seu espírito ao Pai.

Tornando-se amigo da Cruz

Um dos maiores desafios da vida cristã é lidar com a cruz. Frequentemente questionamos Deus diante das lágrimas e tentamos organizar a vida para que o sofrimento não nos alcance. No entanto, a lógica divina revela que toda graça vem por meio da cruz.

O Sofrimento como Manifestação de Amor

O sofrimento na vida de Jesus nunca foi ausência de amor, mas o lugar onde ele se manifesta com maior intensidade. No coração de Cristo, não há separação entre amar e sofrer. Ele não veio eliminar a dor, mas transformá-la; como ensina Santa Rosa de Lima, a cruz é a única escada que chega ao céu.
O exemplo do pai fundador da Canção Nova, Padre Jonas Abib, ilustra essa entrega. Mesmo no fim da vida, impossibilitado de comungar fisicamente, ele ofereceu seu sofrimento como uma permanência na cruz de Cristo.
Os santos não desperdiçam nada; eles unem cada contrariedade à vontade própria à cruz para glorificar o Pai.

Transcrição e adaptação Amanda Martins

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