Antes da volta de Jesus passaremos pela provação final

Acontecimentos que antecederão a volta de Jesus

Padre Roger Luis / Foto: ArquivoCN

Padre Roger Luis / Foto: ArquivoCN

Começo com o Catecismo da Igreja. No número 675, vamos perceber que, antes do Dia do Senhor, a Igreja nos alerta para algo que vai acontecer, que é a provação final, a perseguição.

“Antes do advento de Cristo, a Igreja deve passar por uma provação final que abalará a fé de muitos crentes. A perseguição que acompanha a peregrinação dela na terra desvendará o “mistério de iniquidade” sob a forma de uma impostura religiosa que há de trazer aos homens uma solução aparente a seus problemas, à custa da apostasia da verdade. A impostura religiosa suprema é a do anticristo, isto é, a de um pseudo-messianismo em que o homem glorifica a si mesmo em lugar de Deus e de seu Messias que veio na carne.”

Anticristos

O Evangelho de São João diz que muitos anticristos já vieram e temos percebido como essa ação tem sido trabalhada para que se chegue à negação da fé. Em alguns lugares, na Europa por exemplo, há pessoas pedindo atestado de negação do batismo.

No Antigo Testamento vemos a pré-figuração de Maria na Rainha Ester, vemos também a prefiguração de Jesus em outras passagens. E da mesma forma vemos a pré-figuração do anticristo em alguns reis.

O próprio Catecismo diz que a Igreja passará por uma prova que abalará a fé de muitos. Não é uma perseguição de uma hora para outra, é uma perseguição trabalhada, para fazer com que nós absorvamos os conceitos, as ideologias, o comportamento, a maneira de viver do anticristo. E foi isso que o rei Antíoco Epífanes fez, como mostra o livro de Macabeus, no Antigo Testamento.

Ele começou pelos jovens, construiu um estádio de esportes em Jerusalém, para que fosse sendo transmitida a doutrina do paganismo. Os judeus desde cedo recebem o ensinamento da religião, mas começaram a se desviar da fé e a viver sob a influência dos ensinamentos pagãos.

Quando o rei começou a agir de uma maneira mais ostensiva, obrigando os judeus a renunciarem o Templo, ele já tinha trabalhado numa grande parte da população. Eles faziam as obras pagãs. Dentro do Templo de Jerusalém ele colocou a imagem de um ídolo, porque as pessoas já tinham sido esvaziadas da prática da doutrina.

Ação do demônio em nosso meio

Vejam meus irmãos: eles foram aceitando a doutrinação pagã. O neopaganismo tem sido infiltrado entre nós. Vivemos, muitas vezes, mais as práticas pagãs do que a fidelidade ao cristianismo, à Palavra.

O inimigo vai trabalhando aos poucos. Se você não tem um histórico de fidelidade à Igreja, você vai aceitando as mudanças, como se fosse um modernismo, e a gente vai acolhendo a doutrinação e rejeitando o cristianismo, a Igreja, a Palavra, exatamente para que, quando chegar a hora do anticristo, nós acolhamos como se fosse coisa boa: uma promessa de paz, moradia, saúde.

Ele vai se apresentar como um político muito eficiente, vai vir com uma

proposta muito boa. Tudo tem sido muito articulado nesse sentido. Temos visto a crescimento do terrorismo. A tendência é que surja uma polícia muito eficiente, que tenha livre acesso em todos os países para combater o terrorismo. Se olharmos para o “wikileaks” do Snowden vamos ver como age o “espionismo”.

Talvez surja um grande ecologista, pacifista. Ele vai unir as religiões, vai promover um concílio ecumênico e fazer com que se renunciem alguns pontos. Uma religião sem dogma. Precisamos estar atentos.

Padre Roger Luis / Foto: ArquivoCN

Padre Roger Luis / Foto: ArquivoCN

O rei Antíoco promovia concertos nesse estádio em Jerusalém a fim de doutrinar o povo. Estamos experimentando a mesma coisa. Veja como somos doutrinados no culto do corpo. Não estou criticando a prática de esporte, nada nesse sentido. Mas quanto tempo nós gastamos com o conhecimento da Palavra?

Não podemos acolher o paganismo

Tudo hoje é uma erotização: a música, as danças, a maneira de mexer o corpo. Tudo voltado ao prazer: os filmes, as novelas. E aí vamos vendo aumentar a mundaneidade, que vai se espalhando em nosso meio.

E se você parar no dia 31 de dezembro para pensar quanto tempo você se dedicou a Deus nesse ano? Se esperássemos a volta de Jesus como esperamos a volta do whatsapp essa semana Jesus já tinha voltado há muito tempo! As redes sociais não são ruins, mas não podemos roubar o tempo de Deus.

Não podemos acolher o paganismo achando que tudo é normal, maravilhoso, conveniente. Exatamente porque o anticristo tem trabalhado sorrateiramente para nos tornar mundanos. Aqueles que não aceitavam os ídolos apanhavam e eram mortos. Ele veio gota a gota semeando, para depois agir. Eu não quero que você se perca.

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Você vê essa perseguição política, se você se posiciona eles te detonam. Mas quando você apoia partidos que equiparam a união entre pessoas do mesmo sexo à união entre um homem e uma mulher, você está compactuando com a mentalidade do anticristo.

Ele vai vir e vai ostensivamente obrigar todos a obedecê-lo. Interessante que, hoje em dia, quando eles falam contra nós, é liberdade de expressão. Mas para nós, nunca há liberdade de expressão. É mentalidade do anticristo.

Mas a Igreja diz que haverá um tempo de perseguição que vai abalar a fé de muita gente. Haverá um tempo em que parece haver a solução dos problemas, mas à custa da apostasia e negação da fé. Portanto o Reino não se realizará com o progresso aparente da Igreja.

Fé e Futuro

Eu estou interpretando a Palavra segundo a sã doutrina da Igreja. Bento XVI escreveu a obra Fé e Futuro: “o futuro da Igreja não pode apoiar-se senão naqueles que vivem de raízes profundas na fé e não naqueles que se adaptam a cada momento (…) Não virá daqueles que escolhem o caminho mais cômodo, que esquecem a fé e a consideram falsa e ultrapassada. O futuro da Igreja será marcado pelos santos, homens que veem além do que os outros…”

Nós precisamos ser essa Igreja fiel ao seu Senhor todos os dias, nas perseguições, nas chacotas. Não numa vida cômoda, mas na oração, na Palavra. A nossa Igreja é a Igreja dos santos, daqueles que levam Deus a sério. Saia do comodismo, é hora de santidade de vida, de experiência com o Espírito!

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Jesus diz que seremos levados aos tribunais, mas que não precisaremos nos preocupar porque o Espírito falará em nós. Quando os cristãos eram perseguidos em Roma, o próprio testemunho de fidelidade deles convertia muita gente. Bento XVI diz que quando Deus for retirado totalmente da sociedade, a Igreja vai permanecer ali, pobre, pequenina, fiel. Eu quero fazer parte dessa Igreja fiel.

Diga bem forte: Conte comigo, Senhor! Conte com minha perseverança! Eis me aqui, só quero ser testemunha fiel de que o Evangelho transforma, cura, ressuscita, faz acontecer o seu projeto. Eis-me aqui Senhor! Quero fazer a sua vontade! Precisamos estar atentos, vigilantes e dispostos.

O livro de 2º Macabeus 7 conta o testemunho de uma mãe e sete filhos que acreditavam na ressurreição. O rei queria obrigá-los a comer carne de porco, o que a lei proibia. Um dos irmãos foi pego, mas ele disse que preferia morrer do que negar a fé. Já mutilado mandaram que o levasse ao fogo e os outros, juntos com a mãe, animavam-se a morrer com coragem, dizendo: O senhor está vendo e se compadece de nós. E assim foi com o outro irmão, que falou ao rei: você nos tira a vida terrena, mas a eterna você não vai tirar!

Nós ressuscitaremos em Cristo se tivermos perdido a vida por Ele! É nessa Igreja, pequena e pobre que queremos caminhar, sem abrir mão dos valores da nossa fé, mas fieis a Jesus Cristo. Valerá a pena passar por essa perseguição, porque nada se compara ao que Deus tem reservado para nós.

Transcrição e adaptação: Elcka Torres

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