Antes de vir como Juiz, Deus vem como Rei da Misericórdia

“Antes de vir como justo Juiz, venho como Rei da Misericórdia”

Acabamos de ouvir este Evangelho (cf. Mc 16,9-15) e o podemos chamar de “o Evangelho dos apóstolos incrédulos”. Jesus apareceu à Maria Madalena e mandou que ela anunciasse aos apóstolos que Ele havia ressuscitado, mas eles não acreditaram.

Monsenhor Jonas Abib - Foto: Ana Paula Rosa/cancaonova.com

Monsenhor Jonas Abib – Foto: Ana Paula Rosa/cancaonova.com

É inacreditável imaginar que os apóstolos não tenham acreditado, eles estavam com o Senhor em todos os momentos, inclusive nos anúncios da paixão, morte e ressurreição do Senhor, mas não acreditaram. Era para ser o contrário. Quando eles ouvissem falar da ressurreição do Senhor era para acreditarem.

Os dois discípulos de Emaús, que caminharam com Jesus o dia todo, também não o reconheceram, foram reconhecê-lo só quando Jesus partiu o pão. Os discípulos de Emaús também foram ao encontro dos apóstolos, falaram do acontecido, porém, mais uma vez, os apóstolos não acreditaram. Logo após, Jesus apareceu ressuscitado aos apóstolos, quando estavam comendo e os repreendeu pela falta de fé. Ele deve ter feito isto sentidamente, poque a coisa mais importante era a Ressurreição, a partir dali tudo mudaria.

Somos Apóstolos incrédulos

Impressionante, Jesus disse a eles para irem ao mundo inteiro e anunciar o Evangelho a toda criatura. Imagine, Jesus confiava isto a apóstolos incrédulos e por que isto? Porque, se houve incredulidade, a misericórdia de Jesus foi muito maior.

Jesus manda-lhes anunciar o Evangelho a toda criatura e isto não é qualquer coisa, é muita responsabilidade. Nós também somos apóstolos incrédulos, mas, mesmo assim, o Senhor confia em nós, tem misericórdia de nós. Queiramos nos agarrar à misericórdia de Deus para também irmos e anunciarmos o Evangelho, cumprindo, assim, nossa missão.

A primeira leitura (cf. At 4,13-21) vem nos mostrar algo muito lindo que aconteceu depois de Pentecostes. Pedro e João vão ao templo e encontram um homem entrevado, pedindo esmolas. Os dois discípulos o curaram, foram para o pórtico e começaram a pregar. Foi o segundo Kerigma. Os doutores da Lei, os escribas e os anciãos ficaram muito bravos, porque os apóstolos estavam anunciando Jesus, queriam acabar com eles, só não faziam isto por causa do povo que acreditava neles. Eles eram contra Jesus, mataram-no, porém não podiam negar que Pedro e João tinham estado com Jesus.

Aqueles homens da lei se reuniram, tiraram suas conclusões e ameaçaram os discípulos para que não mais falassem de Jesus. Que covardia!

Era preciso obedecer antes a Deus do que aos homens

Chamaram Pedro e João e ordenaram-lhe que, de modo algum, falassem ou ensinassem em nome de Jesus. Pedro e João disseram que não poderiam se calar sobre o que viram e ouviram, pois falavam em nome de Jesus. Era preciso obedecer antes a Deus do que aos homens.

Meus irmãos, era o começo da perseguição dos cristãos. O que aconteceu com eles iria acontecer com todos os seguidores de Jesus. Nós estamos em tempos de perseguição dos cristãos. Por enquanto não chegou ao Brasil, mas nos noticiários percebemos como os cristãos estão sendo massacrados.

Quantos estão sendo massacrados sem cometer crime nenhum, são mortos por serem cristãos apenas. Queria dar uma notícia melhor, mas não posso. Saibamos que o martírio é sinal de testemunho verdadeiro, pois o da própria vida por causa do Cristo e do seu Evangelho, é a maior prova de amor a Jesus.

Leia também:
:: O nome de Deus é misericórdia
:: Seja anunciador da misericórdia
:: Como surgiu a Festa da Misericórdia na Canção Nova?

Jesus disse à Faustina: “Escreve isto: Antes de vir como justo Juiz, venho como Rei da Misericórdia. Antes de vir o dia da justiça, nos céus será dado aos homens este sinal: Apagar-se-á toda a luz no céu e haverá uma grande escuridão sobre a Terra. Então aparecerá o sinal da Cruz no céu, e dos orifícios, onde foram pregadas as mãos e os pés do Salvador sairão grandes luzes, que, por algum tempo, iluminarão a Terra. Isto acontecerá pouco antes do último dia.” (Diário, nº 83)

Sabemos que, no final dos tempos, haverá grande perseguição, na qual os cristãos serão trucidados. Voltaremos aos tempos dos mártires, como no inicio do cristianismo. Digo isto, não para colocar medo em vocês, pelo contrário, mas para que vocês sejam fortalecidos na fé. Porque sendo fortes agora, teremos a coragem para vencer a chamada “grande tribulação”. Se somarmos todas as nossas tribulações com as dos outros não dá toda a tribulação deste tempo que virá.

Quando chegar o fim dos tempos, no auge da grande tribulação, Jesus virá. Ele virá com glória e poder e os anjos com Ele. Será um triunfo maravilhoso! Bonito é que, os que estiverem vivos, nem precisarão morrer. Receberão um corpo igualzinho ao de Jesus, glorificado, ressuscitado. Aqueles que estiverem mortos, ressuscitarão. Seja como estiverem, tudo será refeito. Assim como Jesus ressuscitou, você também ressuscitará, terá um corpo novo, ressuscitado. E, por fim, todos aqueles que estiverem preparados, serão levados ao encontro do Senhor nos ares e entrarão no Céu para toda eternidade.

Aguenta firme, meu filho, minha filha, porque nenhuma tribulação pode ser comparada à glória que viveremos com o Senhor. Precisamos clamar: “Vinde, Senhor Jesus!”. Não é para nos entristecermos, mas para nos alegrarmos, porque o Senhor vem.

Todos os acontecimentos no mundo estão nos mostrando que, a passos largos, este momento se aproxima. Então, o que fazer? Sejamos cristãos, não fiquemos chorosos, mas tenhamos força e coragem para vivermos este tempo que se aproxima.

Peregrinos durante a Missa com monsenhor Jonas Abib - Foto: Ana Paula Rosa/cancaonova.com

Peregrinos durante a Missa com monsenhor Jonas Abib – Foto: Ana Paula Rosa/cancaonova.com

Quão terrível será o dia da vinda do Senhor para aqueles que não temem

Haverá o verso da medalha. Se formos cristãos para valer, acontecerá tudo o que falei a respeito da nossa ressurreição, mas se não o formos, se vivermos uma vida errada, se resvalarmos no pecado, como disse nossa Senhora à irmã Faustina, que terrível será este dia para nós.

O dia da justiça, da ira de Deus! Os próprios anjos tremem diante deste dia. “Então, vi Nossa Senhora, que me disse: Oh! Como é agradável a Deus a alma que segue fielmente a inspiração da Sua graça! Eu dei o Salvador ao mundo e, quanto a ti, deves falar ao mundo da Sua grande misericórdia, preparando-o para a Sua Segunda vinda, quando virá não como Salvador misericordioso, mas como Justo Juiz. Oh! Quão terrível será esse dia! Está decidido o dia da justiça, o dia da ira de Deus; os próprios Anjos tremem diante dele. Fala às almas dessa grande misericórdia, enquanto é tempo de compaixão. Se tu te calares agora, terás de responder naquele dia terrível por um grande número de almas. Nada receies, sê fiel até o fim, Eu me compadeço de ti. (Diário, nº 635)”

Precisamos ser cristãos de raça e pedir: “Vinde, Senhor Jesus”. Não podemos ter medo, o mundo precisa da vinda do Senhor. Aguardemos este dia em que haverá um arrebatamento e iremos ao encontro do Senhor nos ares.

Que sejamos arraigados no Senhor, anunciemos a Sua misericórdia! Que todos se agarrem a ela, para que estejam preparados para este dia.

O noivo está chegando, tudo mostra que está! Nós queremos, Senhor, ir ao seu encontro e receber toda a graça deste encontro.

Transcrição e adaptação: Rogéria Nair

Adquira esta palestra pelo telefone: (12) 3186 – 2600


Monsenhor Jonas Abib


Fundador da Comunidade Canção Nova

Facebook
Twitter

Evite nomes e testemunhos muito explícitos, pois o seu comentário pode ser visto por pessoas conhecidas.

↑ topo