Padre Paulo Ricardo

Por que eu sou Católico?

A alegria de ser Católico: a visibilidade e o sacrifício da Igreja de Cristo

Que alegria ser católico! E é esse o tema dessa pregação: Por que eu sou católico? Porque é que nós temos essa alegria e vamos ser católicos sempre.
A Igreja Católica, em primeiro lugar, é a Igreja de Cristo. Só existe um único corpo de Cristo, não tem dois Jesus, não tem dois corpos. É por isso que dizemos no Credo Niceno-Constantinopolitano: “Creio na igreja una, santa, católica e apostólica”. A igreja de Cristo é una; só tem uma única igreja de Cristo, não várias.

A imagem retrata o Padre Paulo Ricardo, um sacerdote católico brasileiro conhecido por suas pregações tradicionais e apologéticas, em um momento de sermão ou palestra. Ele é um homem de meia-idade, com cabeça calva, pele clara e óculos de armação fina e metálica, que usa sobre um rosto sério e expressivo. Seu traje é o típico de clérigo católico: uma batina ou sotaina preta longa, com colarinho clerical branco visível no pescoço, e mangas que terminam em punhos brancos.

Padre Paulo Ricardo | Foto: Ketuny Mendes / Canção Nova

O que você vai aprender nesta pregação:


1. A visibilidade e divindade da Igreja Católica
2. A instituição do sacerdócio e dos sacramentos
3. A Missa como renovação do sacrifício de amor da cruz
4. O endereço e a eterna fidelidade ao sucessor de Pedro (Papa)
5. A beleza eterna da Igreja e a necessidade de comunhão.

A grande diferença: visível vs. invisível

Os protestantes respondem a essa unidade dizendo: “Sim, a igreja é una, mas a igreja de Cristo é invisível”. Eles afirmam que “placa de igreja não salva ninguém”, e todas as denominações evangélicas e protestantes são criação humana, invenção humana. Nós, católicos, cremos que a igreja não é somente um organismo invisível, mas que a Igreja de Cristo é a igreja visível chamada Igreja Católica. A Igreja Católica crê que Jesus deixou uma organização visível, e essa organização não é humana, ela é divina. Ela é de fundação divina.

Jesus nos seus dias aqui na terra tinha dois grupos:

1. A multidão (curiosos, como Zaqueu).
2. Os discípulos (aqueles que começaram a crer e a ter fé).

As igrejas evangélicas tendem a achar que a igreja é composta por todos os crentes que manifestam a fé através do batismo (o batismo para eles não realiza nada, é só manifestação da fé). Nós, católicos, dizemos que isso está muito incompleto.

Os doze apóstolos e o sacerdócio ordenado

Os Evangelhos nos dizem que, do meio desses discípulos, Jesus escolheu os que ele quis e constituiu 12. Este é o segundo grupo dentro da igreja. É um fato histórico inegável que Jesus escolheu 12 apóstolos. Jesus escolheu 12 para que “estivessem com ele e para enviá-los em missão”. E logo em seguida, diz que lhes “deu poder”. Existe um grupo dentro da igreja, constituído por homens (Jesus não escolheu mulheres, nem mesmo a Virgem Maria), que foi separado. Na Última Ceia, Jesus disse a estes 12: “Não fostes vós que me escolhestes mas eu vos escolhi”.

Na Última Ceia, Jesus instituiu um sacrifício ao tomar o pão e o cálice, dizendo: “Tomai todos e comei. Isto é meu corpo que é dado… Isto é o cálice do meu sangue derramado”. Corpo que é dado, sangue que é derramado, isto é sacrifício. O projeto originário de Deus era que Adão e Eva dominassem a terra para poderem oferecer a Deus e entregar de volta. Deus quer que o mundo todo vá para Ele. Sacrifício é dar a Deus o que é de Deus, dar de volta para Deus o que é dele. Precisamos ser senhor, não escravo, para submeter tudo a Deus e oferecer em sacrifício.

Deus quer que O amemos porque sabe que serão felizes aqueles que O amarem. Se amarmos o ídolo, seremos infelizes; se amarmos a Deus, seremos felizes.
Ao longo dos séculos, Deus instituiu sacrifícios simbólicos (como o sacrifício de Abel, que escolheu o melhor cordeiro) que indicavam um sacrifício interior de coração. Sacrifício é tirar da minha mão e entregar para Deus (uma coisa virar sagrada).

A cruz: crime visível, amor invisível

Jesus veio do céu para se entregar em sacrifício a Deus. A cruz é um crime, uma tortura, uma tecnologia para fazer uma pessoa morrer da forma mais lenta e torturante possível.
Contudo, Jesus aproveitou deste crime para transformá-lo num ato de amor: “Ninguém me tira vida Eu a dou livremente”. Na cruz de Cristo, Deus recebeu da humanidade (do homem Jesus) o amor que Deus merecia receber. Esse ato tinha um valor extraordinário por ser uma pessoa divina a fazer o sacrifício.
O que é bonito na cruz é invisível: o amor. Os demônios fogem da cruz não por causa do que se vê (que lhes é agradável), mas porque veem o invisível — o amor. O que adoramos na cruz é o invisível.

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A Santa Missa e os sacramentos da salvação

Este ato de amor de Cristo quis que ele permanecesse ao longo dos séculos na realidade chamada missa. A parte central da missa é a consagração. A consagração: renovação do amor de Cristo.
No momento da consagração, o padre, que é sucessor dos 12 (“Fazei isto em memória de mim”), com poder sacerdotal, consagra o pão. A substância do pão dá lugar à substância do Corpo de Cristo, que vem ressuscitado, glorioso no céu, unido com a sua alma, com o seu sangue e a sua divindade. O mesmo ocorre com o vinho consagrado no cálice.

Jesus não sofre na missa, não morre outra vez, não é torturado. Contudo, as consagrações do Corpo e do Sangue são distintas e simbolizam a separação do corpo e do sangue, que é o sacrifício (a morte). A missa é uma renovação do sacrifício da cruz. O que se renova é o amor infinito da cruz, não o crime.

• Na Cruz: O visível é um crime. O invisível é o amor.
• Na Consagração: O visível são duas consagrações separadas. O invisível é o mesmo amor.

O sacerdócio e os sete sacramentos

Ao dizer “Fazei isto”, Jesus ordenou os 12 apóstolos. Eles receberam poder para fazer o que antes não podiam. A partir de então, existem dois grupos na Igreja: os batizados e os batizados que foram escolhidos e separados para receber um poder. Eles são sacerdotes porque podem, unidos ao sacerdócio de Cristo, renovar aquele sacrifício de amor. O sacrifício é o mesmo (mesmo Sacerdote, mesma Vítima, mesmo amor), mas a forma é diferente: na cruz foi um crime, hoje no altar é o sacramento.

O protestantismo é um cristianismo sem sacerdócio ordenado. É por isso que sou católico: porque Jesus chamou e constituiu os 12. Além da Eucaristia, na noite de Páscoa, Jesus soprou sobre os apóstolos e disse: “Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados serão perdoados. A quem não perdoardes os pecados serão retidos”. Esses são os dois poderes sacerdotais mais importantes: confissão e comunhão. A vida do católico é confessar bem e comungar bem. Para isso, dependemos de sacerdotes.

Sou católico porque quero o corpo do meu Senhor adorado na comunhão, quero participar da Missa, e preciso de um padre que me perdoe os pecados.

A beleza eterna e a fidelidade ao sucessor de Pedro

A Igreja Católica é eterna. As coisas efêmeras passam (como a beleza física e a juventude), mas a beleza da Igreja ultrapassa até a morte. O cristão é sempre jovem porque temos uma eternidade pela frente. A Igreja é a esposa que descerá do céu sem mancha e sem ruga, a Jerusalém celeste. É lindo ser católico.

O endereço da única Igreja

Mesmo as igrejas ortodoxas, que têm a Eucaristia válida, não estão na única Igreja de Cristo porque não reconhecem o Papa. A única Igreja de Cristo tem endereço: aquela que professa a mesma fé, celebra os mesmos sacramentos e tem o mesmo governo dos apóstolos de seus sucessores, o Sucessor de Pedro. Onde está Pedro, aí está a igreja.

A Igreja é visível e tem endereço. Este endereço é dado pela:

1. Unidade na profissão de fé (dogmas definidos por Concílios e Papas, que são balizas).
2. Os mesmos sete sacramentos.
3. O mesmo governo eclesiástico (o magistério e o sucessor de Pedro).

Não podemos nos afastar da Igreja, por mais que soframos injustiças pelos seus membros, pois nossa salvação depende de nossa comunhão com a Santa Igreja de Deus. A Igreja Católica não passará; ela é eterna.  O lema do testamento do Papa Paulo VI, desejado pelo Padre Paulo Ricardo como seu supremo ato de amor, era: “Ó Igreja una santa católica recebe o meu supremo ato de amor”.

A identidade de um católico deve ser inabalável. Como a avó do pregador, que carregava uma carteirinha com o único documento que precisava: “Sou católica. Se algo acontecer eu quero um padre”.

Transcrição e adaptação: Adailton Batista

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Adailton Batista é natural de Janaúba (MG) e membro da Comunidade Canção Nova desde 2009. Casado com a missionária Elcka Torres e pai de uma filha. Possui MBA em Digital Business pela USP/ESALQ, graduação em Jornalismo pela Faculdade Canção Nova (FCN), formação em Rádio e TV pelo Instituto Canção Nova e formação técnica em Administração pela Faculdade NetWork. É autor do blog.cancaonova.com/metanoia e colunista do Portal Canção Nova. Apaixonado pela evangelização, ele utiliza todos os meios digitais possíveis para promover uma experiência pessoal com Cristo.Resultado de imagem para favicon instagram image.png

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