Um SIM que muda o mundo
Pregadora: Darlene de Castro
Nós queremos aprender com este sim que mudou a história.
Nós temos, na história da humanidade, santos, papas, grandes homens na nossa história que mudaram por um tempo. Se nós formos falar de grandes santos, São João Paulo I, tão influente no seu tempo, na cultura, na sociedade, nós vamos falar de homens que mudaram por um tempo. Mas todos os sins desses homens estão dentro do sim desta mulher.
E isso é motivo de grande alegria para nós, porque todos os sins dados a Deus por grandes homens: São João Bosco, Teresa d’Ávila, João da Cruz, todos estão dentro do sim desta mulher.
O sim que nós estamos dando com a nossa vida, o sim do resgate da sua história, está dentro do sim desta mulher: Maria.
Antes do SIM, existe o consentimento da vontade
Quando eu fui rezar para este momento, eu falei: “Senhor, o que o Senhor quer que eu fale? Eu vou falar da sua mãe.”
Claro que, quando o Senhor quer que fale da sua mãe, Ele quer que fale direito. Quando alguém vem falar da nossa mãe, a gente diz: “Espera aí, é minha mãe, me respeita.”
E o Senhor foi dizendo ao meu coração que, antes do sim, tem o consentimento da vontade. Isso me marcou profundamente. Eu lembro que comunguei nessa intenção desta pregação, e o Senhor me deu esse sentimento da vontade. E aí a gente corre atrás, vai estudar, vai buscar.
A nossa luta interior: a vontade humana
Porque, se nós formos pensar, o que mais nós queremos na nossa vida é ter a nossa vontade cumprida. Pode pensar numa criança: ela cria birra quando você faz algo contrário à vontade dela.
Nós queremos que, em algum momento da nossa vida, a nossa vontade prevaleça. Nós queremos preservar a nossa vontade em várias situações da nossa vida. É assim na nossa história. Nós crescemos lutando para que a nossa vontade esteja em primeiro lugar, porque achamos que a nossa forma de pensar é a certa.
Mas eu quero dizer para você: Nossa Senhora foi a mulher que pensou, e Deus deu um salto na história com o sim dela.
A vontade natural e a vontade deliberativa
Eu fui atrás dos santos Padres da Igreja e busquei um nome que talvez não seja muito conhecido para você: Máximo Confessor.
Ele divide a nossa vontade em duas etapas, para a gente entender quando é que vamos consentir de verdade algo na nossa vida. Ele diz que existe a vontade natural, que é o desejo inato do ser humano pelo bem, de fazer o bem pela vida, por Deus.
Mas ele diz que essa vontade natural existia antes da queda de Adão. Depois da queda, entrou no nosso coração uma segunda vontade, chamada de vontade deliberativa.
O que é isso? É a vontade consciente, é o uso que eu e você fazemos da nossa liberdade. É aqui que entra o consentimento, quando escolhemos fazer o bem ou não. Nem sempre escolhemos bem.
Sugestão, deleite e consentimento
Santo Agostinho nos ajuda a entender isso. Ele diz que, para pecar, é preciso consentir. E explica que existem três etapas: a sugestão, o deleite e o consentimento.
A sugestão pode vir de fora de nós ou da nossa memória. O deleite é quando aquilo começa a gerar prazer. O consentimento é quando eu vou lá e faço.
O consentimento é o ato em que eu exerço soberania sobre mim mesma e digo: agora sou eu quem decide o que devo fazer ou não. Ou você ganha a briga, ou você perde a briga. Ou há mérito, ou há pecado.
Tudo isso acontece em fração de segundos dentro de nós: vem a sugestão, a possibilidade do deleite e o consentimento, que depende do ato livre da nossa vontade.
Deus sugere pelo Espírito o bem e espera o nosso consentimento.
A Virgem Maria quer nos ensinar a escola do sim, mas um sim na vontade de Deus.
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