Pe. José Augusto

O momento da comunhão um encontro com Jesus

O momento de se fazer um com o Senhor

Padre vestindo uma túnica branca e dourada ornamentada, segurando um microfone no altar de uma igreja.Ao fundo, destaca-se um grande ostensório dourado na parede decorada, ladeado por velas amarelas acesas em castiçais dourados.

Pe. José Augusto / Acampamento de Corpus Christi – Canção Nova – Foto: Reprodução Youtube / TV Canção Nova

Meus irmãos e irmãs, o Senhor esteja convosco! Gostaria de partilhar com vocês a profundidade do Evangelho de João, onde Jesus nos faz uma promessa que desafia a compreensão humana: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu; quem comer deste pão viverá eternamente”. É sobre essa verdade que quero falar ao seu coração hoje.

A promessa do Pão da Vida e o desafio da Fé

Jesus não veio das extremidades da terra; Ele veio do céu para se fazer carne e alimento para todos nós. No capítulo 6 de São João, vemos que muitos discípulos, ao ouvirem que deveriam comer de Sua carne, acharam que Ele estava louco e O abandonaram. Mas Jesus não ficou dando explicações teóricas.

Ele olhou para os doze e perguntou: “E vocês também não vão embora?”. Pedro, com a sabedoria da fé, respondeu: “A quem iríamos nós se só tu tens palavra de vida eterna?”. Para nós, sacerdotes, e para cada fiel, o desafio é o mesmo: não perder a fé na presença de Jesus na Eucaristia. A nível humano, não é fácil acreditar, mas se o Senhor falou, está falado.

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O milagre da Transubstanciação da Eucaristia

Muitas vezes, somos tentados a questionar. Mas eu lhes digo: se você é católico e diz que a Eucaristia não é o corpo real de Cristo, você deixa de ser católico. Quando olhamos, vemos pão e vinho, mas, após a consagração, já não é mais pão nem vinho: é corpo, carne e sangue, porque assim o Senhor determinou.

Eu sou padre há 29 anos. Eu não bebo vinho na missa; eu bebo vinho antes da consagração. No momento em que as palavras são proferidas e o Espírito Santo é invocado, acontece a transubstanciação. Se ali continuasse sendo apenas vinho, eu tiraria minha batina agora mesmo, pois não viveria um teatro.

O testemunho dos milagres Eucarísticos

Ao longo da história, o Senhor realizou milagres visíveis para sustentar nossa fé, como o Milagre de Lanciano, onde o pão se tornou carne e o sangue manchou o corporal diante de um sacerdote em dúvida. Se você tiver dúvidas, procure sobre os milagres eucarísticos catalogados pelo Beato Carlo Acutis; é a prova de que essa presença é real e é alimento para a nossa alma.

Como se comportar diante do Rei dos Reis

Nós não somos idólatras. Nós não adoramos o ostensório; adoramos Aquele que está no ostensório. Por isso, nas nossas igrejas, existem os genoflexórios. Eles não são para colocar o pé, são para colocar os joelhos no chão em sinal de adoração.

Ao entrar na igreja e ver aquela luz vermelha acesa ao lado do sacrário, lembre-se: Ele está presente. Não entre para conversar ou “matraquear”; entre para dobrar os joelhos e adorar.

A corte celeste ao redor do altar

Quando cantamos o “Santo, Santo, Santo”, a nossa voz se une à de miríades de anjos. No momento da consagração, a corte celeste desce e se prostra ao redor deste altar. O toque do sino é um aviso: “Ei, católicos, parem tudo! Jesus vai estar no meio de nós agora!”. Se os anjos se prostram, quem somos nós para permanecermos indiferentes?.

Receber Deus com piedade e dignidade

Meus irmãos, precisamos ter consciência de que estamos colocando Deus dentro de nós. Não podemos ser mecânicos na hora da comunhão. Devemos nos aproximar com um ato de piedade, com as mãos postas, reconhecendo que não é um alimento comum.

É importante lembrar: se você estiver em estado de pecado mortal, não receba a comunhão hoje. Confesse-se primeiro, pois quem come do corpo do Senhor indignamente toma sua própria condenação.

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Um convite ao olhar de Fé

No momento em que eu elevar a hóstia e o cálice, não baixem a cabeça. Olhem para Ele!. É o momento sublime de contemplar o Senhor que se faz presente por amor a nós. Que essa certeza da presença real nunca desapareça de nossos corações até a nossa última missa. Minha alma tem fome de Deus, e eu sei que você também tem.

Transcrição e adaptação Jaqueline Scarpin

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