Pe. Ricardo Rodolfo

Jesus Sacramentado, Nosso Deus Amado!

O chamado de Jesus para ser amado na Eucaristia

Padre sorridente usando óculos, camisa preta com colarinho clerical e uma jaqueta puffer preta aberta.Ele segura um microfone com a mão direita e fala em um palco com fundo decorado em tons de dourado e branco, contendo detalhes religiosos.

Pe. Ricardo Rodolfo / Acampamento de Corpus Christi – Canção Nova – Foto: Reprodução Youtube / TV Canção Nova

Que alegria estar com você neste acampamento de Corpus Christi! O tema que arde em meu coração hoje é: “Jesus sacramentado, nosso Deus amado”. Quero começar lembrando o que diz a Primeira Carta de São João: “Nisto consiste o amor, não em termos nós amado a Deus, mas em termos ele amado e enviado seu filho para expiar os nossos pecados”.

O movimento de amor que parte de Deus

Para adorarmos a Deus, precisamos entender que Ele deu o primeiro passo. O amar a Deus não pode ser apenas de aparência ou porque alguém pediu; Deus quer que você viva experiências reais. Muitas vezes, damos mais importância ao celular, à TV ou ao trabalho do que ao Senhor. Eu te pergunto: quando você chega em um lugar como a Canção Nova, qual o primeiro lugar que visita? É a loja, a lanchonete ou a capela? Jesus é o dono desta obra, e se não tivermos o hábito de ir à capela, Sua presença acaba caindo no esquecimento em nossa rotina.

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Por que a Adoração é tão necessária?

A adoração é essencial porque nós nos transformamos naquilo que adoramos. Se você adora o celular, o dinheiro ou as coisas do mundo, você se parecerá com o mundo; mas se você adora a Jesus, você é curado, liberto e transformado.

Eu aprendi isso na prática. Há 26 anos, quando me converti, eu deixava de jogar bola ou de ir a lan houses para estar diante de Jesus. Eu percebi que não adianta nada fazer as obras de Deus e não estar com Deus. Se você se sente irritado, sem paciência e xinga facilmente, talvez seja porque deixou de estar diante d’Ele. Quanto mais adoramos Jesus, mais controlamos nossos temperamentos.

São João Paulo II era um homem profundamente eucarístico que, mesmo com uma agenda intensa, passava longos períodos em adoração silenciosa. Certa vez, o encontraram prostrado diante do sacrário, e ele disse que só sairia de lá com a resposta que precisava.

Lembre-se: quem não adorar, não vai aguentar

Recentemente, vivi isso na pele. Fiquei oito dias internado com uma enfermidade na perna. Fiz questão de celebrar a Santa Missa todos os dias no hospital, mesmo com dificuldades físicas, pois a Eucaristia faz parte do meu ser e do meu sustento diante da dor. A Eucaristia tem a capacidade de transformar a vida das pessoas; até os médicos e enfermeiras acabaram participando comigo.

As duas colunas da vida Cristã

Dom Bosco ensinava que duas colunas sustentam a vida cristã: a Virgem Maria e a Eucaristia. Se você quer vencer vícios, tribulações no matrimônio ou dificuldades no trabalho, precisa estar próximo de Jesus no sacrário.

Lembro-me de quando trabalhava em um supermercado, em um ambiente difícil e de pecado. O que me segurava era usar meus 15 minutos de almoço para rezar o terço no vestiário e, ao sair do trabalho, parar minha bicicleta na capela para me ajoelhar diante de Jesus. Ali eu era restaurado.

Resgatando o fervor e a consciência Eucarística

Infelizmente, muitos estão perdendo o fervor e participando da missa de forma mecânica. Jesus nos pede: “Permanecei no meu amor”. O amor exige reciprocidade. Não podemos trocar a missa de domingo por lazer ou visitas banais. Como dizia o Padre Pio: “Pelo menos na hora do calvário, não se olhe no relógio”. A missa não termina antes da bênção final. Precisamos comungar com devoção e consciência de quem estamos recebendo para que nossa vida seja realmente mudada.

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Um convite à transformação

Quero te desafiar: saia daqui com o desejo de ser “eucaristizado”. Se você está triste ou desanimado, o seu refúgio é o sacrário. É ali que redobramos o ânimo e vencemos as tentações.

Oremos juntos: Senhor Jesus, batiza-nos no Espírito Santo e devolve-nos o ardor de sermos homens e mulheres eucarísticos. Tira do nosso coração tudo o que tem roubado o Teu lugar. Que a Eucaristia seja para nós, como dizia o jovem Carlo Acutis, a “autoestrada para o céu”. Amém!

Transcrição e adaptação Jaqueline Scarpin

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