Volta de Jesus e o chamado à perseverança
Ao abrir o Evangelho de São Mateus (24, 42), encontramos o alerta cristalino do Senhor: “Vigiai, portanto, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor”. Os sermões escatológicos presentes nos evangelhos não foram deixados para nos causar pânico, ansiedade ou para nos levar a adivinhar datas. Como nos lembra a Tradição, nem mesmo o Filho revelou o dia, pois isso pertence ao Pai, mas deixou-nos sinais claros de Sua proximidade .
Volta ao caminho da esperança
O verdadeiro sentido da escatologia católica resume-se em um caminho seguro marcado por três atitudes fundamentais: esperança, preparação e perseverança. A esperança é certeza de que a vitória final pertence ao Cordeiro de Deus. A preparação diz de assumir uma postura constante de vigilância e alinhamento do coração com a vontade divina.
E a perseverança é a fidelidade mantida até o fim, mesmo diante das maiores tribulações. A plenitude dos tempos começou com a Encarnação do Verbo, quando Maria deu o seu “Sim” . Desde então, vivemos nos últimos dias. Se estes dias durarão anos, décadas ou séculos, não nos cabe saber; o importante é que a nossa vida esteja alicerçada nessas três virtudes.
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Três pilares para os combates dos Últimos Dias
Diante do aumento da iniquidade e do esfriamento do amor de muitos, sinais preditos pelo próprio Cristo (Mt 24, 12), somos desafiados a cultivar e fortalecer a nossa vida de fé. Para manter a chama acesa nos combates espirituais atuais, precisamos vivenciar três compromissos:
- Deixar a “mala arrumada” (Vigilância e exame de consciência)
- Instruir para a verdade e dar testemunho
- Recorrer ao auxílio divino dos Anjos:
Vigiar significa manter a vida em dia com Deus. É o exercício diário do exame de consciência, do reconhecimento das nossas falhas e da busca frequente pelo sacramento da Confissão. Morrer em amizade com Deus é a garantia do céu. O tempo presente é o tempo do Espírito e do testemunho. Aqueles que instruírem a muitos para a justiça brilharão como estrelas no firmamento (Dn 12, 3).
Devemos utilizar todas as ferramentas disponíveis, inclusive nossas redes sociais, para proclamar a luz do Evangelho e a doutrina da Igreja. Nos combates do tempo presente, Deus envia do céu o auxílio dos Seus anjos. São Miguel Arcanjo é o grande príncipe colocado por Deus em favor do Seu povo para o tempo da tribulação (Dn 12, 1).
São Miguel o auxílio na volta de Jesus
O livro do Apocalipse (12, 7-12) descreve a grande batalha nos céus, onde Miguel e os seus anjos combateram contra o dragão e o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho. À medida que o fim dos tempos se aproxima, a investida do inimigo torna-se mais intensa e sutil, visando desviar os filhos de Deus através das paixões da carne, dos vícios, das ideologias e das distrações do mundo.
É exatamente por isso que o papel de São Miguel e a volta de Jesus se torna crucial para cada um de nós. Ele é o poderoso defensor que nos ajuda a resistir às ciladas e maldades de Satanás. Rezar diariamente o pequeno exorcismo de São Miguel é assumir a proteção celestial indispensável para os dias de hoje:
“São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede o nosso refúgio contra as maldades e ciladas do demônio. Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos, e vós, príncipe da milícia celeste, pela virtude divina, precipitai no inferno a Satanás e a todos os espíritos malignos que andam pelo mundo para perderem as almas. Amém.”
Quem não Adorar, não vai aguentar
O Catecismo da Igreja Católica (n. 675) nos adverte que, antes da vinda gloriosa de Cristo, a Igreja passará por uma provação final que abalará a fé de muitos crentes. A impostura religiosa suprema será a do anticristo uma forma de pseudo-messianismo onde o homem glorifica a si mesmo no lugar de Deus. O sistema do anticristo busca sempre roubar o nosso tempo, nossa atenção e esvaziar a nossa fé através das distrações do mundo.
Quem é um verdadeiro adorador jamais se curvará aos ídolos deste mundo nem aceitará os enganos do inimigo.
Diante desta realidade, o brado de São Miguel ecoa com força e clareza: “Quem como Deus? Ninguém como Deus!”. O nome de Micael é em si mesmo uma profissão de fé e um convite irrenunciável à adoração. A única imunização contra as seduções dos últimos tempos é a adoração profunda e constante. Apenas uma vida alicerçada na adoração ao Santíssimo Sacramento, na participação frequente na Santa Missa e na fidelidade à Santa Igreja Católica nos manterá firmes.
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Fortalecidos pela graça esperando a volta de Cristo
Não saímos hoje com medo ou apreensão, mas com entusiasmo e determinação para lutar. Que o Senhor, por intercessão de São Miguel Arcanjo, reconfirme em nosso coração as virtudes da esperança, da preparação e da perseverança.
Peçamos com fé que nenhum daqueles que ouvem e meditam esta palavra se perca ou se distraia do combate. Fortalecidos pela graça dos sacramentos, pela oração e pelo socorro do céu, caminhemos vigilantes e com os braços erguidos, proclamando todos os dias com a nossa vida:
“Quem como Deus? Ninguém como Deus!
Transcrição e adaptação Jaqueline Scarpin
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