Vigilância interior

A vigilância que o Senhor se refere é um desafio de gigantes

Padre Fábio de Melo
Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

O verbo mencionado na Liturgia de hoje é: “vigiar”, mas não é vigiar a vida do vizinho. É ter olhos grandes para olhar para dentro e não para fora.

O primeiro passo da vigilância é olhar-se por dentro, é jogar o olhar no interior e perceber onde está a raiz daquilo que nos faz pecar muito. Não há outra forma de crescer na esperança, não conseguiremos caminhar nela se não tivermos o hábito de olhar no interior.

A nossa rotina está cheia de compromissos, e somos jogados para fora o tempo inteiro. Estamos voltados para fora o tempo todo.

Quando o WhatsApp sai fora do ar, é como se nós perdêssemos um rim. Estamos todos habituados a viver para fora. Quando digo “viver para fora” refiro-me ao exterior, pois não vivemos o que está dentro de nós.

Há pessoas que são especialistas em nos jogar para dentro. A vigilância que o Senhor se refere, aparece para nós como um desafio de gigantes. Somos chamados a viver uma vigilância que percebe a origem dos pecados.

O Cristianismo é um mecanismo diário para buscarmos o que nos fortalece e o que nos enfraquece. Busquemos as coisas que nos fortalecem.

Hoje em dia, as pessoas vão atrás do último discurso, estão como que desconhecidas, mas não pelos outros, e sim por elas mesmas.

Não adianta alimentarmos o corpo, se dentro de nós há um parasita, roubando todos os nossos nutrientes. Os vermes, num primeiro momento, não têm o poder de matar ninguém, mas espere ele crescer para ver o estrago.

Não é possível ser cristão sendo indiferente a semente do mal em nossa vida, não dá para seguir a vida cristã se não tivermos a coragem de retirar essa força do mal de nós. Se nos depararmos com o diabo por aí, sairemos correndo.

Não podemos admitir, em hipótese alguma, que é possível ser cristão falando mal do outro, criando intrigas. Porque quando fazemos intrigas, afastamos de nós a volta de Jesus.

A vigilância que o Senhor nos pede é concreta, se pararmos de falar mal do outro, estamos praticando de forma eficaz essa vigilância.

Estamos deixando de vigiar nas pequenas coisas, estamos adiando a vinda de Jesus, devido a nossa falta de disciplina.

Retome esse autoridade que o Cristiano lhe dá.

Quando somos verdadeiramente quem somos, quando admitimos que estamos cheios de comportamentos e pessoas que estamos minando coisas ruins em nós, devemos pedir ajuda.

Muitas pessoas estão se afogando nessa enxurrada da vida moderna. Precisamos ter coragem de ir ver onde está a causa das coisas.

Reconheça essa força do Senhor que há em você, não morra sem saber do que você pode e estenda a sua mão aqueles que estão morrendo, porque se acostumaram com o diabo.

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Transcrição e adaptação: Karina Silva

 


Padre Fábio de Melo


Sacerdote da Diocese de Taubaté – SP

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