Padre Jesú Doss

Natureza da perfeita devoção á Santíssima Virgem Maria

Salve Maria! A Alegria da Nossa Identidade

“Salve Maria! Cadê os filhos de Maria? Salve Maria!”. Vamos confiar essa pregação ao Imaculado Coração de Maria, pedir ao Espírito Santo para acalmar seu coração, fazer seu coração como o coração de Maria, para acolher aquilo que o Senhor quer comunicar a cada um de nós neste momento. E nós queremos dizer com Maria e como Maria nessa tarde: “Eis-me aqui, Senhor!”.

Sou o padre Jesú, da congregação Companhia de Maria, dos padres missionários monfortinos, congregação fundada por São Luís Maria Grignion de Montfort. Pelo sotaque você já percebe que eu não sou brasileiro, mas tenho um coração brasileiro; venho de longe, sou indiano, tenho 5 anos no Brasil. Sou responsável no Brasil e também na América Latina por divulgar a consagração total a Jesus pelas mãos de Maria.

Quero dividir a pregação em três pontos: primeiro lugar, quem foi São Luís Maria Grignion de Montfort; segundo lugar, o que não é a consagração total a Jesus pelas mãos de Maria; terceiro lugar, em que consiste a verdadeira devoção à Santíssima Virgem Maria.

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Quem foi São Luís Maria Grignion de Montfort?

No dia 31 de janeiro do ano de 1673 nascia uma criança na cidadezinha chamada Montfort, no sul da França, de uma família muito católica. No dia seguinte, 1º de fevereiro, foi batizado com o nome de Luís Grignion. Uma família numerosa, que teve apenas 18 filhos, e como o primeiro irmão veio a falecer, ele se tornará o primeiro filho da família na ordem.

Com 14 anos, ele foi crismado e tanto amor ele tinha por Nossa Senhora que ele quis acrescentar ao seu nome: Luís Maria Grignion de Montfort. Montfort é o lugar onde ele nasceu, então para ele é sinônimo de identidade e pertença.

A radicalidade do evangelho e as três decisões

Ele descobre a vocação ao sacerdócio e partilha com a família o desejo de se consagrar a Deus. O pai não queria inicialmente, pois ele tinha um caráter muito forte, mas os pais acabaram permitindo. Ele decidiu ir para o seminário a pé, recusando o cavalo, a roupa e o dinheiro que a família ofereceu, dizendo: “Não preciso, porque os apóstolos eram pobres e andavam a pé”.

Ao cruzar a ponte Cesson, ele faz experiências que vão marcar sua vida: encontra três irmãos mendigos, entrega seu dinheiro, suas roupas e troca de vestes com eles. Logo depois, ele ajoelha, levanta as mãos para o céu e diz: “Agora sim eu posso rezar a oração do Pai Nosso que estais no céu” e “Agora também eu posso rezar à minha mãe santíssima”. Ali ele toma três decisões para a vida:

  1. “Eu tenho um pai no céu que nunca vai falhar comigo” (abandono total à providência divina).
  2. “Também tenho uma mãe no céu que nunca me vai abandonar”.
  3. Uma obediência cega à vontade de Deus.

Missionário apostólico e a restauração da fé

No dia 5 de junho de 1700, foi ordenado sacerdote de Cristo. Ele tinha um grande desejo de ir pregar no Canadá e foi até Roma a pé para pedir autorização ao Papa. O Papa Clemente disse: “Padre Luís, eu vejo em você o zelo pelas almas, mas o Senhor não precisa ir longe; volta para sua terra, seja obediente aos bispos”. O Papa lhe deu o título de Missionário Apostólico, enviando-o de volta à França, onde viveria apenas mais 10 anos.

O que não é a consagração total a Jesus pelas mãos de Maria

Quando São Luís chegou à França, viu a Igreja vivendo uma crise espiritual grave e decidiu fazer algo extraordinário: renovar o espírito do cristianismo nos cristãos. Os cristãos batizados viviam entregues às paixões do mundo, não viviam o ser de Jesus Cristo. Ele ia de paróquia em paróquia pregando a consagração, mas antes de explicar o que ela é, precisamos entender o que NÃO É:

  • Não é apenas rezar uma fórmula exterior.
  • Não é fugir de Jesus.
  • Não é buscar uma proteção mágica.
  • Não é apenas colocar um símbolo religioso exterior.
  • Não é formar um grupo de elite.
  • Não é uma devoção exterior, sentimental ou emocional.

Em que consiste a verdadeira devoção a Maria?

São Luís nos responde no número 120 do Tratado da Verdadeira Devoção: a consagração a Jesus pelas mãos de Maria é uma entrega total de si mesmo a Maria e, por meio dela, a Jesus Cristo.

Em seu livro O Segredo de Maria, ele fala de três grupos de católicos: os que evitam o pecado mas preferem ir “diretamente a Jesus” sem devoção mariana; os fervorosos que vivem as festas marianas com afeto exterior; e o terceiro grupo, os que se consagram a Jesus Cristo pelas mãos de Maria em qualidade de escravos.

 A entrega em qualidade de escravo de amor e o caminho de santidade

A palavra “escravo” aqui não se refere à escravidão humana. São Luís diferencia o servo, que tem direitos e deveres, do escravo, que é totalmente propriedade de seu amo e apenas obedece. Na consagração em qualidade de escravo, nós pertencemos totalmente a Jesus Cristo pelas mãos de Maria.

Na consagração em qualidade de escravo, nós pertencemos totalmente a Jesus Cristo pelas mãos de Maria.

A consagração é um caminho de santidade. Deus escolheu a Virgem Maria para vir ao mundo realizar a salvação, e Ela é o caminho mais fácil, curto, seguro e perfeito para chegar a Jesus Cristo.

 A renovação radical do nosso batismo e o triunfo de Maria

Todos nós somos consagrados no dia do nosso batismo, quando o céu se abriu e o Espírito Santo nos escolheu para a santidade. A nossa identidade é que somos filhos amados de Deus e filhos de Maria. Jesus nos uniu a Maria aos pés da cruz: “Eis aí a tua mãe”. Fomos colocados no colo de Maria, e ninguém nos pode separar do amor de Cristo.

O coração de Maria sofre quando um batizado abandona a fé e a Igreja. A consagração ajuda você a retornar à sua origem, pois como disse São Luís: “Quanto mais uma alma estiver consagrada a Maria, tanto mais estará a Jesus Cristo”. O triunfo do Imaculado Coração de Maria acontece quando o coração batizado triunfa em amor por Jesus Cristo, por Maria e por sua Santa Mãe Igreja; acontece quando os corações retornam ao coração de Jesus.

Consagração é uma renovação radical do batismo. Esquecer o nosso batismo é esquecer a nossa identidade e a nossa pertença.

Leia também:

:: A reparação ao Imaculado Coração de Maria

:: A Virgem Maria na história da salvação

:: O que são os dogmas marianos?

Sou todo teu, Maria: o regaço acolhedor da Mãe

A perfeita devoção faz você ser totalmente de Jesus e de Maria. Entregamos tudo: corpo, alma, bens interiores e exteriores, passado, presente e futuro. Em uma palavra, nós dizemos: “Sou todo teu, Maria, e tudo quanto tenho à senhora pertence”. Quem é de Maria, é também de Jesus.

A consagração é experimentar no colo de Maria o amor, o carinho, a ternura e o abraço. Como na música, podemos dizer: “Ó minha alma, retorna à tua paz, como criança bem tranquila no regaço acolhedor de sua mãe”. É a Virgem Maria que agora vai me acolher, me abraçar, me perdoar, me compreender, me acalmar, me educar e me amar. Você não está sozinho; Jesus não nos deixou sozinhos, Ele colocou nosso coração no colo de Maria.

Transcrição e adaptação Adailton Batista

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