A cura da afetividade

Reinalda Reis
Foto: Robson Siqueira/Cancaonova.com

Sabemos que o amor atualmente está, por uma ordem social, deteriorado. A palavra que vai direcionar nossa partilha está no Atos dos Apóstolos 10,38 na qual Pedro, encantado com a manifestação de Jesus, exclama: “Como Jesus de Nazaré foi ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder. Por toda a parte, ele andou fazendo o bem e curando a todos os que estavam dominados pelo diabo; pois Deus estava com ele.” Pedro, foi uma testemunha ocular dos milagres de Jesus.

Tomamos também o Catecismo da Igreja Católica (CIC), em seu parágrafo 517: “Toda a vida de Cristo é mistério de Redenção. A Redenção nos vem antes de tudo pelo sangue da Cruz, mas este mistério está em ação em toda a vida de Cristo: já em sua Encarnação, pela qual, fazendo-se pobre, nos enriqueceu por sua pobreza; em sua vida oculta, que, por sua submissão, serve de reparação para nossa insubmissão; em sua palavra, que purifica seus ouvintes; em suas curas e em seus exorcismos, pelos quais "levou nossas fraquezas e carregou nossas doenças" (Mt 8,17); em sua Ressurreição, pela qual nos justifica.

Vivemos um momento privilegiado da manifestação do Espírito Santo em toda a Igreja. Presenciamos momentos de muita conversão. Nos parágrafos 1.500 e 1.550 do CIC, vemos que: “A enfermidade e o sofrimento sempre estiveram entre problemas mais graves da vida humana. Na doença, o homem experimenta sua impotência, seus limites e sua finitude. Toda doença pode fazer-nos entrever a morte. A enfermidade pode levar a pessoa à angústia, a fechar-se sobre si mesma e, às vezes, ao desespero e à revolta contra Deus. Mas também pode tomar a pessoa mais madura, ajudá-la a discernir em sua vida o que não é essencial, para volta-se àquilo que é essencial. Não raro, a doença provoca uma busca de Deus, um retomo a Ele.

Deus, em Sua infinita misericórdia nos visita, até mesmo diante dos nossos sofrimentos. Quando não passamos por sofrimentos, dificilmente entendemos o mistério salvífico do Pai. Precisamos aprender com Jesus a cuidar dos que sofrem. Já no Antigo Testamento o povo vivia os sofrimentos diante de Deus. A enfermidade também é caminho de conversão. O Senhor não guarda rancor dos nossos pecados.

Êxodos 15,16: “Eu sou o Deus que vos cura”. Deus cuida de nós de forma pessoal, precisamos do fundo do coração afirmar que Ele nos ama e que cuida de nós. Ele age em todas as nossas necessidades. Precisamos entender que a enfermidade é um pedaço do pecado que nós cometemos ou que outras pessoas cometeram. Mas saibamos que, acima de todas as coisas, o Senhor nos ama. Não sejamos, portanto, reféns do “anjo decaído”. Tenha a certeza de que toda a enfermidade que não nos leva a Deus não veio dele.

“Tudo concorre para o bem dos que amam a Deus” (Rm 8,28)
Foto: Robson Siqueira/Cancaonova.com


É no poder da cruz e das chagas de Cristo que somos libertos dos nossos pecados. Não deixemos para os nossos descendentes as consequências dos nossos pecados. Jesus tem um amor de predileção pelos enfermos. Esse amor está nos incansáveis esforços para aliviar os sofrimentos deles. É vontade de Deus que você seja curado. É desejo de Deus sermos vencedores, Ele nos quer com um corpo sadio para adorá-Lo. Ele quer que se cumpra em nossas vidas as palavras proféticas. “Jesus é o mesmo de ontem, hoje e sempre”, ou seja, é desejo de Jesus nos curar e essa mesma vontade de outrora ainda continua viva em nós.

Deus quer nos cumular de todos os benefícios e nos dá todas as bênçãos de que nós precisamos. Para afirmar que uma pessoa estar bem de saúde, devemos considerar a saúde dela do físico, da alma e a da parte psíquica. Quando falamos em oração pelas enfermidades espirituais, devemos considerar que é preciso haver uma libertação espiritual. Em muitos casos, como os abusos sexuais ocorridos no passado, as consequências dele podem se refletir nos dias de hoje em sua vida afetiva. Assim como outros casos como alcoolismo, a traição ou ainda os jugos hereditários. Muitas pessoas, por si só, não conseguem se libertar desses males e precisam de ajuda; muitas vezes, quando essas áreas não são bem curadas, podem ocorrer os casos de opressão maligna. A partir daí, até mesmo o lado físico da pessoa fica comprometido.

Todos nós interiormente podemos estar enfermos, isso se deve aos problemas afetivos, resultados de relacionamentos não resolvidos, problemas do coração. Assim como existem pessoas que nos ajudam de maneira positiva, para que sejamos cada vez melhores, também existem aquelas pessoas que nos julgam e querem o nosso mal. Existem casos de feridas que ocorreram no início de nossa história, como um filho de um pai alcoólico, na qual a imagem que a criança pode ter do pai é negativa, e ao crescer ela vai ter um senso de cobrança muito grande de si mesma. E com isso seus futuros relacionamentos podem refletir o fato ocorrido em seu passado, o que acontece é que essa pessoa está tentando consertar seu passado. A nossa afetividade precisa ser curada.

"Viveremos em plenitude se formos curados"
Foto: Robson Siqueira/Cancaonova.com

Passos para a cura da nossa afetividade:
Renunciar a toda ansiedade, perceber os pensamentos que frenquentemente nos assolam. Somente quando nossa mente está em descanso é que nosso corpo pode gerar saúde. Toda a ansiedade produz tensão.

Fixar nosso olhar em Deus e não em nós mesmos. Renunciar a todo medo, remorso e culpa do passado. Muitas vezes, nós mesmos nos condenamos. Trazemos sentimentos negativos, excessos de escrúpulos. Ao fixarmos nosso olhar em Jesus Ele age em nós. Compartilhar, fazer uma catarse, fazer memória daquilo que foi difícil, expor as situações. Conversar. Procure alguém, um sacerdote, uma pessoa ministeriada em cura e libertação.

Precisamos reconhecer as emoções que estão em nós. Detectar as situações, saber das raízes. Fazer processo de autoconhecimento. Busque um caminho de santidade, saber o porquê do ódio, da raiva. Muitas dessas emoções estão em nosso inconsciente.

É preciso tomar passo da cura que Deus fez em nós, pois Ele quer nos fortificar, para perseverarmos no caminho do bem. Crer é como abrir a água da torneira.

Transcrição e adaptação: Luana Oliveira

 


 

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Reinalda Reis


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