A Igreja de Jesus precisa ser a Igreja da caridade

Dom Benedito Beni dos Santos
Foto: Célia Grego

Nestes 50 dias onde a Igreja celebra a Páscoa do Senhor, a liturgia nos recorda a vida e a missão da Igreja. Embora a Igreja tenha sido preparada durante o ministério de Jesus, ela é a novidade da ressurreição de Cristo porque atualiza o mistério da nossa salvação. A palavra nos mostra diversos aspectos da vida e da missão da Igreja, um destes aspectos é o mandamento novo do amor anunciado na ultima ceira: “Amai-vos uns aos outros”

A novidade se encontra justamente no que Jesus disse durante a Ceia: “Amai-vos como Eu vos amei.” A 1ª leitura mostra a continuação deste mandamento e a 2ª leitura o futuro deste mandamento

No Evangelho de hoje, Jesus nos dá um novo mandamento. Para entendermos a importância deste mandamento é preciso também entendermos o contexto em que Jesus o anunciou. Judas saiu do cenáculo onde estavam reunidos os apóstolos para consumar sua traição. A traição é um dos maiores pecados do antigo testamento. O profeta Jeremias, por exemplo, pede um grande castigo, uma vingança, para o povo que traiu a Deus. Mas Cristo não se vinga, pelo contrário, Ele dá uma resposta de amor instituindo a Eucaristia e lavando os pés dos seus discípulos.

 

O “Amai-vos uns aos outros” é tão novo e tão extraordinário, que os cristãos encontraram um termo técnico chamado Ágape, que significa doar-se, gastar a própria vida para que outros sejam felizes, ou seja, é o amor crucificado em amor ao próximo, como fez Jesus.

 

A caridade, irmãos e irmãs, é um amor cheio de esperança. Para aquele que tem caridade o outro jamais é irrecuperável, pois sempre é possível recomeçar com a ajuda de Deus. Quem não é capaz de perdoar o próximo ainda não tem caridade no seu coração, porque a caridade pode vencer a mais alta traição. A Igreja de Jesus precisa ser a Igreja da caridade, a Igreja do “amai-vos uns aos outros”.

A 1ª leitura nos mostra a Igreja como continuadora da missão de Cristo no mundo. Este texto coloca diante de nós a figura de dois grandes missionários: Paulo e Barnabé.
Paulo foi o maior missionário da historia da Igreja. Ele descobriu a sua vocação no caminho de Damasco. O próprio Cristo o chamou para ser a Sua presença no meio dos gentios, e ele se consagrou de corpo e alma à sua missão. Paulo foi martirizado em Roma quando tinha 74 nos, passou a metade de sua vida como missionário no oriente e no ocidente. Barnabé foi companheiro de Paulo, homem cheio dos dons e dos frutos do Espírito Santo.

 

Dom Benedito Beni dos Santos, Padre Paulinho e Padre Donizete
Foto: Célia Grego

Contemplando estes dois missionários, nós podemos compreender de modo bem concreto o que significa ser missionário. O missionário não fica parado, ele vai de cidade em cidade, de povo em povo para anunciar Jesus Cristo. Não existe missão sem Igreja, ela é o sujeito da missão, e esta missão é universal.

 

A missão da Igreja já dura 20 séculos, e após estes 20 séculos podemos dizer que estamos no início da missão. Neste início de novo milênio, a Igreja está convocando todos em missão. O Documento de Aparecida envia cada cristão batizado e o convoca a se tornar um missionário, para que a Palavra chegue em todo o mundo. Ele [Jesus] deve chegar nas escolas, nos ambientes de trabalho, nas prisões, nos mais adversos lugares da sociedade.

A igreja como continuadora da missão de Jesus, encontra dificuldades não só no seu interior, mas sobretudo nos ataques exteriores, mas estes dois missionários que vimos na 1ª leitura, eles nos mostram que a Igreja missionária ela é ataca e perseguida, no entanto, na segunda leitura, vemos o futuro da Igreja, o seu triunfo, onde não haverá nem dor e nem lágrima, porque todo o sofrimento já terá passado.

 

E o livro do Apocalipse chama a Igreja de Esposa de Cristo. Que definição belíssima, pois como Esposa ela se entrega ao Seu Esposo que também se entrega a Ela. É uma relação de entrega sem reservas, e por isso a Igreja precisa ser fiel a seu Esposo pois sem isso ela perde a sua identidade.

 

Neste Congresso Mariano, Nossa Senhora nos ensina a sermos fiéis a Cristo. A devoção a Nossa Senhora não é algo acidental, porque Maria faz parte da identidade da Igreja. E como nos diz o Papa João paulo II “esta devoção é a mais antiga da Igreja porque ela nasceu aos pés da cruz, quando no Evangelho Jesus diz ao discípulo amado: filho, eis aí tua Mãe” O Papa continua “O evangelho não diz o nome do discípulo e talvez isto seja proposital, de modo que naquele filho está representado todos os discípulos da história da humanidade”

Que neste mês dedicado de modo particular à Virgem Maria, ela se digne abençoar a todos os que participaram deste Congresso Mariano

Transcrição e adaptação Daniel Machado

 


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