A oração é a busca do coração que ama e deseja encontrar o Amado

A meditação é a procura por Deus, uma busca pela intimidade com Ele. Precisamos saber compreender o porquê da nossa existência, e pela meditação que obtemos esse olhar contemplativo.

Muitas vezes, nossa impaciência nos impede de ouvir o que Deus quer nos dizer. A oração deve ser uma via de mão dupla, um diálogo e não um monólogo. É preciso saber conversar com o Senhor, mas também ouvir o que Ele tem a nos dizer.

A meditação precisa ser a resposta de Deus Pai aos problemas da nossa vida. Devemos abrir a nossa consciência, pois é ali que o nosso sagrado está e onde o Senhor deve nos falar.

Meditar é um exercício por meio do qual praticamos nossa vida de oração. É o momento em que nos colocamos diante de Deus para servi-Lo da melhor forma possível.

A oração mental é aquele momento que separamos para estar a sós com o Senhor. Mas, antes de mais nada, precisamos saber lidar com o silêncio, pois para muitas pessoas ele é assustador.

Mas nesse momento de silêncio, precisamos contemplar Jesus, o exemplo de orador. Por muitas vezes, Cristo deixava o convívio com os discípulos e subia as montanhas para viver Seu momento de contemplação por meio da oração e da meditação.

Na oração mental há um diálogo silencioso e um olhar amoroso. Assim como um casal que realmente está apaixonado, que, muitas vezes, expressa seus sentimentos por intermédio de um simples olhar doce e carinhoso.

Todos nós carregamos um vazio que não pode ser preenchido com nada, a não ser com a presença de Deus. Por isso, não podemos cair na tentação do inimigo de Deus, que tenta fazer parecer bom aos nossos olhos, o que, na verdade, é ruim.

Se nós estamos como um carro atolado no mesmo lugar é porque nossas orações não estão sendo suficientes. No máximo temos vivido algo mecânico, que fazemos por obrigação e não pelo prazer da presença de Deus em nossa vida.

A oração mental é a busca do coração que ama e deseja encontrar o Amado.
Se formos capazes de exercitar essa intimidade com Deus, conseguiremos nos dedicar ao plano d'Ele para nós.

Independentemente da forma como fazemos nossa oração, ela deve ser um combate, não podemos tratá-la como palavras jogadas ao vento. Precisamos tratá-la como se fosse a última da nossa vida.

A distração pode ser o joio do inimigo sempre que começamos a rezar e o nosso pensamento vai longe, fazendo com que a oração fique fraca e vulnerável. Precisamos colocar em primeiro lugar a qualidade em nossa oração. É preciso retirar e evitar tudo que pode nos atrapalhar, e a imaginação é nossa maior inimiga.

Portanto, precisamos usar nossa imaginação em favor da nossa vida religiosa. Hoje precisamos assumir nossa vida de oração e saber dizer “Jesus, eu confio em Vós!”, pois a verdadeira oração é uma entrega total, só possível àquele que realmente confia e se abandona no seu Senhor.

 
Transcrição e adaptação: Gustavo Souza 
 

Padre Reginaldo Manzotti


Reitor do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe – Curitiba (PR)

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