Amá-lo sempre

Ouça: Salmo 70

A palavra que queremos levar hoje para casa é amor.
Na primeira leitura, o profeta Jeremias nos fala que Deus nos escolheu desde toda a eternidade. Fomos amados, escolhidos e eleitos pelo Senhor. Ele sonhou com a nossa existência; Ele nos desejou. “Nisto consiste o amor: não em termos nós amado a Deus, mas em ter-nos Ele amado” (1 João 4,10).

O amor que nos salva é antes de tudo não o amor que eu pratico, mas o amor que eu recebi. Se recebi este amor, também eu amo. Muitas vezes, achamos que somente quando amarmos é que Deus nos amará. Não. Deus ama você incondicionalmente. Eu nasci de um ato de amor, mesmo que tenha nascido de um estupro, eu nasci do amor porque Deus me sonhou.

“Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber. Procedendo assim, amontoarás carvões em brasa sobre a sua cabeça (Pr 25,21s). ” E Romanos 12,20-21.

É terrível odiar e ser amado em troca. Existe em nós a raiva por quem nos ama, por causa do pecado original. Infelizmente nós somos capazes de odiar aqueles que nos amam. Eu tenho experiência disso em casa, parece que temos uma capacidade infinita de odiar as pessoas que nós mais amamos.

Jesus sabia muito bem que seria rejeitado naquele mesmo lugar onde Ele nasceu. As pessoas tinham uma idéia muito elevada de Deus. Imagine Deus estando mais de 30 anos nos fundos de uma carpintaria, numa vida muito simples em um lar. Ele veio nos amar onde estamos, veio mostrar que o nosso dia-a-dia não é insignificante se vivido com amor.

Certo dia, um jovem me procurou e disse que a castidade era impossível de ser praticada e eu lhe respondi “Meu filho, você está me dando a pior notícia da minha vida de padre. Está me dizendo que o amor é impossível. Nós vivemos em busca do amor, cada anseio, cada gesto nosso quer o amor e você vem me dizer que o amor é impossível? Se você diz que a castidade é impossível, o amor é impossível”. Se a castidade é impossível, só temos duas opções: ou você está usando ou está sendo usado pela outra pessoa. Isso quer dizer que alguém não está amando.

Eu não acredito no que aquele jovem me disse, porque o Amor se fez carne e habitou entre nós. Nós não fazíamos idéia do que era o Amor, mas foi na cruz que Jesus revelou o que é esta virtude.

Hoje, a Palavra de Deus nos convida a fazer a experiência extraordiária do amor. A recompensa do amor é o próprio fato de termos amado. Estou certo de que você já teve alguma experiência de amar ou ser amado. Quando você dá o passo do amor, as coisas ficam diferentes.

Quando morremos um pouco para que o outro seja feliz, quando amamos parece que o mundo fica radiante. Existe um milagre quando amamos. É por causa deste amor que São Francisco de Assis era conhecido como o homem da alegria. Precisamos aprender a fugir do egoísmo porque ele nos destrói, não nos faz bem.

São Máximo, "o confessor", escreveu muito sobre o amor e diz que existem cinco tipos dele, destes, três são pecaminosos, um é indiferente e um é o amor verdadeiro. Precisamos então ver que tipo de amor temos em nós:

Primeiro – você pode amar uma pessoa por causa do prazer que ela lhe dá.
Segundo – quando amamos por causa da vanglória, porque a pessoa me dá a sensação de que sou importante. Terceiro – amor por causa do poder.
O quarto tipo de amor, diz São Máximo, é indiferente. É o amor humano natural, sem virtude como o amor natural entre a mãe e o filho. Sem a caridade cristã é o amor indiferente.

Bento XVI, na Encíclica "Deus Caritas Est", diz que o amor natural porém é a base de sustentamento para o amor divino, quinto tipo de amor. É quando posso dizer “Que bom que você existe. Estou disposto a pagar o preço para que você continue existindo, apenas pelo que você é”. Aqui está a beleza de sermos amados por Deus.

Deus não me ama por nada do que faço, mas simplesmente porque eu existo. Amar é uma experiência maravilhosa. Muitas vezes, temos de pagar o preço deste amor, mas vale a pena!

Não desista de amar, de aprender a amar. O amor é como uma bicicleta, é preciso aprender a praticá-lo e a vivê-lo. Se desistirmos na primeira queda, não chegaremos a aprender, é preciso perseverar. Não tenhamos medo de amar. No amor, caímos e levantamos, mas Jesus virá e nos levantará definitivamente.

Transcrição: Tatiana Gomes
Fotos: Natalino Ueda


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