Amar e servir a Deus no próximo

Padre Wellington Martins
Foto: Renan Felix

Ao acolher o irmão Deus se revela em nós. Evangelho de São Lucas 10,25-37 Esta passagem do Bom Samaritano. “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu pensamento” (Dt 6,5).

Todo ser humano de forma integral, deve manifestar o seu amor para com Deus. Ele que nos deu a vida e nos chamou a abraçar a nossa vocação. Cuidar da nossa vida como um tesouro porque nós pertencemos ao Senhor, nós saímos do coração de Deus. È preciso colocar o Senhor em primeiro lugar em nossa vida. Ele é o nosso referencial primeiro, a Ele nós nos prostramos, e o temos como único Senhor e salvador.

Deus coloca em nossas mãos a nossa vida, para que cuidemos dela como um tesouro, e da mesma forma devemos amar os nossos irmão e irmãs. Somo chamados e convidado s por Deus a amar, amar e amar.

E quem é o meu próximo?

Um samaritano vê aquele homem caído e ferido e o ajuda, e nós da mesma forma somos convidados a acolher o irmão, e só consegue acolher o que sofre, aquele que ama, aquele que descobre no seu coração este chamado. Um coração que é capaz de acolher, é capaz de se aproximar do outro em suas feridas, em suas dores, e só consegue se aproximar aquele que sente este chamado sublime de Deus no coração.

Em nossas vidas este chamado intimo de Deus nos leva a acolher e evangelizar, é falar de Jesus, é anunciar o reino de Deus. Todos nós somos chamados a viver na prática este Reino e este chamado é para nós vicentinos. Agindo como Jesus, construindo o reino de Deus, pedindo continuamente que Seu Espirito Santo que inflame o nosso coração e nos sensibilize com a realidade dos pobres, com aqueles que sofrem, com aqueles que estão caídos a beira do caminho.

Quando acolhemos com carinho, cuidado e compaixão, é que nós vivemos verdadeiramente a nossa vocação e fazemos com que aquele coração que sofre, seja tocado por Deus. Nós também devemos acolher com alegria, amor e com um sorriso nos lábios a todos, crianças, jovens e adultos, àqueles que abraçam o carisma vicentino, dando suporte àqueles que darão continuidade na missão de São Vicente, que deixou para nós esta herança, este legado.

Nesta parábola, onde nós vicentinos estamos inseridos? Na simplicidade, humildade, nós somos o dono da hospedaria que acolhe, que cuida das feridas daqueles que se encontram a margem da sociedade. A nossa missão nos chama a resgatar, reanimar as suas esperança, para que, aquele que sofre possa retomar a sua caminhada. O nosso coração deve ser compassivo, cheio de amor. O coração compassivo é um coração que sofre com o outro, se faz solidário com o outro, este coração compassivo é o coração do vicentino como o dono da hospedaria que acolhe no anonimato.

Jesus acolheu a todos como irmão no amor do Pai, e na sua acolhida generosa Ele manifestou o amor do criador e como verbo encarnado Ele é a grande comunicação de Deus com a humanidade. Jesus é a presença de Deus no meio de nós. Ele ao acolher os pobres, sofredores e marginalizados revelou a presença de um Deus amoroso compassivo e fiel. Um Deus que mantem a fidelidade com seu filhos e filhas. Nós como irmãos de Jesus, que nos propomos na nossa vocação e missão e nos comprometemos como está escrito em nossas regras, seguir a Jesus Cristo servindo ao pobres.

'Jesus acolheu a todos como irmão no amor do Pai'
Foto: Renan Felix

E na acolhida ao pobres nós revelamos o próprio Deus, ou seja com a consciência da nossa vocação e missão Deus se revela em nós. Este mistério é profundo e só conseguimos viver este mistério na intimidade com Deus na oração e no serviço solidário aos sofredores.

Nós precisamos inflamar o coração de toda a Igreja e toda a sociedade para que Deus seja revelado em nós, pelos nosso gestos, atos e palavras. Nós somos um outro Cristo para aqueles a quem nós servimos e acolhemos. É a força do Espirito Santo que anima que torna a reviver o coração vicentino, que nos faz dar passos largos nessa história, para curar os corações feridos. E quando damos estes passos, nós vicentinos também somos curados.

Porque nós temos ainda nesse mundo muitos sofredores? Porque temos ainda muitos marginalizados? A família vicentina é aquela que contando com a presença de Deus, muda a realidade de sofrimento, de dor e a realidade social do chão em que estamos inseridos.

Não queremos ajuntar riquezas, porque o coração vicentino não é aquele que acumula, mas quer partilhar para que todos tenham uma vida digna e em abundancia, por isso o Vicentino está inserido na Igreja como portador da voz de Deus.

Somos aqueles que participamos ativamente da nossa comunidade eclesial, e em todos o movimentos e instituições que lutam pelos mais pobres, por isso estamos inseridos sendo voz profética de Deus.

Que sejamos neste dia animados pelo Espírito Santos de Deus, que é a luz que nos ilumina, que ele nos faça viver a nossa vocação com coerência e com um coração compassivo.


Padre Welinton Martins


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