Morreu no abraço o mal que eu fiz

Geraldo Fiuza
Foto: Wesley Almeida
Somos católicos graças a Deus, somos Igreja e quero oferecer a profissão da nossa fé ao nosso Papa Bento XVI, por ele a nossa Santa Missa, por ele as nossas orações, pela nossa santa Igreja. É uma alegria testemunhar, em nome dessa mesma Igreja, a qual nós dedicamos a nossa vida. Nós precisamos entender que precisamos dar uma resposta diferente com a nossa vida a tudo aquilo que nos cerca no mundo de hoje. Precisamos dar uma resposta diferente, com a nossa vida, àquilo que algumas pessoas têm dito a respeito de nossa Igreja.

“Que o vosso amor seja suficientemente forte para ressuscitar os filhos mortos que estão no seio da Igreja”
(Santa Catarina de Sena). Neste dia de Santa Catarina temos muito o que aprender com ela.

As nossas orações têm chegado a sua Santidade, o Papa Bento XVI, e o tem encorajado e feito com que ele tenha forças para continuar conduzindo a santa Igreja. É responsabilidade nossa sustentar o Sucessor de Pedro, nós não podemos simplesmente abandonar a Igreja. Pelo contrário, agora é a hora de, mesmo na nossa pequenez, sustentarmos a nossa Igreja!

Precisamos renovar o nosso coração com o amor pela Igreja, por aqueles que estão tocando o rebanho de Deus em meio a tantas dificuldades. Precisamos sustentar os homens da Igreja, precisamos sustentar aqueles que nos sustentam. Cada comunidade tem o padre que merece. É muito fácil ficar apontando os defeitos dele, a pergunta é: o que você tem feito para ele ser diferente? Quantos terços você tem rezado pelo sacerdote da sua paróquia?

"Nós não devemos apenas guardar a fé e nela viver, mas também professá-la com firmeza"
Foto: Wesley Almeida

Se nós nos juntarmos para falar mal dele, isso não vai mudá-lo [sacerdote] em nada. O que vai mudá-lo é a nossa oração. Nós falamos demais e rezamos de menos. Talvez você tivesse muitas coisas a falar para o padre, mas Deus está dizendo a você agora que morrerá num abraço o mal que foi feito. Se você tinha alguma coisa contra o sacerdote de sua paróquia, você deve deixar morrer no abraço o mal que aconteceu. O nosso abraço e o nosso acolhimento podem curar o coração dos nossos sacerdotes. Quando nos aproximamos para os acolher, o Senhor realiza, por meio de nós, a cura de seus corações. Quando somos aquilo que Deus nos chama para ser, contribuirmos para que Deus aja na vida das pessoas.

Trecho do Catecismo da Igreja Católica: “A Igreja só terá sua consumação na glória celeste, quando do retorno glorioso de Cristo. A consumação da Igreja e, por meio dela, a do mundo, na glória, não acontecerá sem grandes provações. Só então ‘todos os justos, desde Adão, em seguida Abel, o justo, até o último eleito, serão congregados junto do Pai, na Igreja universal”.

Os discípulos de Cristo (que somos nós) não devemos apenas guardar a fé e nela viver, mas também professá-la com firmeza. Todos devem estar prontos para perseverar no caminho com Cristo em meio às perseguições que nunca faltam à Igreja. Você não vai caminhar sem ser perseguido por aquilo que você testemunha.

Trecho da entrevista de Frei Antônio Moser: "Finalmente e felizmente, as lágrimas do Papa não são o capítulo final da história. No caso de Jesus, que não só chorou, como também teve Seu Corpo marcado pelo suor e pelo Sangue, o capítulo final aconteceu na manhã de Páscoa, quando Deus interveio e O ressuscitou dos mortos. A Sexta- feira Santa nunca é o capítulo final. O capítulo final é sempre o da Ressurreição. Quanto maior a queda, tanto mais propícia a oportunidade de se revelar a pedagogia divina: O mesmo Deus que derruba os poderosos de seus tronos, revela Sua força na fraqueza humana. E Ele certamente vai indicar o caminho para que volte a brilhar a luz pascal no rosto hoje manchado de lama da Igreja porque um certo número de seus filhos mergulhou nela".

 
"A Sexta-feira Santa nunca é o capítulo final. O capítulo final é sempre o da Ressurreição" (Frei Antônio Moser)
Foto: Wesley Almeida

O rosto da Igreja está sujo de lama, mas para nós isso é uma oportunidade de revermos a nossa vida, a nossa caminhada, o nosso testemunho porque também somos Igreja. Precisamos deixar a glória de Deus brilhar na nossa face. A nossa resposta precisa ser como a de Catarina de Sena, fiel à Igreja. Nós como filhos da Igreja  precisamos subir ao Calvário com Nosso Senhor Jesus Cristo a cada Santa Missa, subir da maneira como o nosso Santo Padre, o Papa, faz, silenciosamente. Com o coração alegre, mas cheio de temor, porque sabemos aonde o Senhor nos levará: ao caminho da cruz. A Igreja vai passar pelo mesmo caminho de Jesus, diz o Catecismo, mas ela também vai passar pela Ressurreição.

Onde você estaria se não fosse o amor do Senhor? Onde estaríamos nós se Jesus não tivesse dito a Pedro: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e as forças do Inferno não poderão vencê-la”. Digam o que quiserem da Igreja, falem o que quiserem do Santo Padre, as forças do inferno não prevalecerão contra ela  [Igreja] nunca! Aguente firme, vai ser duro, mas as forças do inferno não prevalecerão contra ela.

"O Papa chorou conosco", testemunha vítima de pedofilia: "Fiquei impressionado com a humildade do Papa. Ele tomou para si o constrangimento causado pelos outros. Ele foi muito corajoso. Nos escutou individualmente, rezou e chorou conosco". E completou, "Eu exigi desculpas antes porque estava enfurecido. Minha raiva desapareceu e estou satisfeito de ter encontrado o Papa. Continuarei batalhando, não contra a Igreja, mas contra a pedofilia".

A pessoa entendeu, nas lágrimas do Sumo Pontífice, no abraço do Papa, o que estava em seu coração. Morreu no abraço o mal que foi feito. O mal começa a morrer quando nós acolhemos, amamos, perdoarmos e abraçamos os demais.

Como eu seria feliz se não fosse o amor do Senhor? Eu não sei qual a opção que você faz hoje, mas eu, Geraldo, digo: Eu e a minha casa serviremos ao Senhor na Igreja Católica Apostólica Romana! Tome uma decisão neste dia e saiba que as portas do inferno não prevaleceram sobre a Igreja, nós somos Igreja, meu irmão. O Senhor nos alimenta do Seu Corpo e do Seu Sangue para que eu e você permaneçamos firmes na fé e no amor.

 
 

Geraldo Fiuza


Missionário da Comunidade Canção Nova

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