Quando vemos o sofrimento dos nossos irmãos, qual a nossa reação?

Padre Roger Luís
Foto: Wesley Almeida
Como temos acolhido as más notícias? Como temos olhado para as coisas que nos assustam? Como temos encarado a realidade? Imagine a dor de Moisés, um líder espiritual, quando se deparou com a situação do povo que ele conduzia, mas que tinha virado as costas para Deus e deixado de acreditar nele, que tinha feito prodígios para retirá-lo [povo] da escravidão. Isso aconteceu quando Moisés se afastou de seu povo para ficar mais próximo do Senhor. O Senhor lhe disse que aquele povo O havia abandonado.

Deus disse que iria exterminar aquele povo todo e fazer de Moisés uma grande nação. Que proposta! O Senhor o colocou à prova para saber se ele realmente amava aquele povo. O Senhor lhe fez essa proposta dizendo que quebraria a aliança. Mas que espetacular a resposta desse homem de fé que caminhava e dava respostas, pois buscava a Deus! Moisés não estava satisfeito com o seu bem-estar, pois tinha entranhado em si que aquele era seu povo.

Quando vemos o sofrimento dos nossos irmãos, qual a nossa reação? Estamos tão bem, nossos filhos estão em nossos colos, mas diante do sofrimento daquelas mães que veem seus filhos serem ceifados da vida diante da tragédia no Rio de Janeiro. É o nosso povo que está sofrendo, são nossos irmãos que estão sofrendo. Qual vai ser nossa reação: ficar passivos e indiferentes ou fazer como Moisés, que se colocou em intercessão, no compadecimento, no clamor, na misericórdia ao ver o sofrimento de seu povo?

Esse é o tempo de orar e jejuar para que Deus mude as situações. Ele é o Senhor e pode mudar todas as situações da nossa vida, da nossa casa, da nação brasileira. No Evangelho, Jesus fala de pessoas que deram testemunho d'Ele como João Batista.

Muitas vezes, corremos o risco de estarmos preocupados com nós mesmos, com as coisas da nossa família, mas nos esquecemos de olhar por aquelas pessoas que estão sofrendo.

"Colocar-se em intercessão é orar por aqueles que não têm quem ore por eles"
Foto: Wesley Almeida

A intercessão é algo que acontece no escondido; ninguém vê nem aplaude. Colocar-se em intercessão é orar por aqueles que não têm quem ore por eles, acreditar que Deus pode. É não estar preso em si, mas conseguir ir até o outro; ter a coragem de se ajoelhar, jejuar e fazer sacrifícios para que as coisas mudem. Mas o inimigo de Deus tem nos desanimado de orar. A única coisa que pode transformar o mundo em que vivemos é a oração como fruto e resposta de amor.

O que fecunda é a compaixão, é olhar e ver a necessidade do outro, o sofrimento daquele que é sangue do nosso sangue. É colocar-se na brecha do sofrimento dele, ultrapassar raça, religião e compadecer-se. É ultrapassar os limites de nação para orar e acreditar que Deus pode.

Meus irmãos, Deus pode, mas quer contar com você, com sua oração e intercessão, com sua disposição de orar.

“Mesmos quando a visão se turva e o coração só chora, na alma há a certeza da vitória”. De onde vem a certeza da vitória? Do poder que temos nos nossos joelhos dobrados, nas mãos estendidas, na crença de que, pela oração, Deus faz, realiza, muda. Ele pode mudar. Dobre seus joelhos! Moisés não desistiu do seu povo.

Deus gosta do impossível, porque é aí que Ele toca, que Ele cura. O Senhor é o Deus de milagres, que transforma todas as coisas e salva as pessoas que nós acreditávamos que não tinham mais salvação.

Onde somos capazes de ir na intercessão? É a hora de experimentarmos o reavivamento.

Quero dizer ao meu povo do Rio de Janeiro: vamos rezar, vamos sair às ruas, nos unir, dobrar nossos joelhos, porque eu tenho a certeza de que o Rio de Janeiro, que tem um Cristo Redentor de braços abertos, vai redimir o Seu povo! Às vezes, precisamos renunciar aos nossos sonhos e sonhar o sonho de Deus.


Transcrição e adaptação Michelle Mimoso

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