Se Deus é por nós, quem será contra nós?

Padre Paulo Ricardo
Foto: Maria Andrea/cancaonova.com
Hoje, eu quero ensinar vocês a como perder a fé. Isso mesmo, porque aquele que conhece esse caminho sabe muito bem como evitá-lo também. E esse acampamento não é um encontro de lamentações, mas sim de treinamento para enfrentar o que está por vir.

Deus nunca prometeu facilidades para quem segui-Lo, mas sim a vida eterna. Quem nos faz acreditar nisso e, consequentemente, nos voltar contra Deus diante dos problemas, é o próprio demônio. Que deseja nos fazer acreditar que temos um Pai que não nos ama.

Quando acreditamos nas facilidades, na vida tranquila, o demônio se diverte no inferno, pois é justamente isso que ele quer para iniciar o sofrimento na sua vida.

Aí está o objetivo de fazê-los querer perder a fé, pois esse deus que foi criado na mentalidade das pessoas, realmente não deve ser cultuado. Porque nossa fé deve estar no Deus verdadeiro, que permanece conosco durante as tribulações.

Os ateus nada mais são do que pessoas que não acreditam em um “deus mágico” ou um “deus analgésico”, que só se manifesta para aliviar nossos problemas e trazer prosperidade. E desse deus, eu sou arqui-ateu, afinal de contas é apenas uma criação da mente de algumas pessoas.

A tribulação nos santifica, pois nos leva para algo muito maior que é o céu. A maior parte de nós, que participa diariamente da Santa Missa, mantém uma boa frequência de confissões, entre outras práticas, pode se considerar salvo, porém, já tem o purgatório garantido, porque não ama a Deus sobre todas as coisas, de todo o coração e com todo seu entendimento.

Assim como o jovem rico, que seguia os mandamentos, mas ainda amava o dinheiro mais do que a Jesus, e não conseguiu abrir mão disso para entrar na glória de Deus. O que na sua vida hoje ocupa o lugar de Deus?

"A tribulação nos santifica, pois nos leva para o céu", ensina Padre Paulo
Foto: Maria Andrea/cancaonova.com

Não podemos ser cristãos de medidas pequenas, pois precisamos ter um coração disponível para amar a Deus sobre todas as coisas.

As alegrias dessa vida não são nada comparadas com o que espera por nós, mas, mesmo assim, ficamos apegados às migalhas que caem da mesa. Vivemos nesse mundo como em um navio que vai afundar, mas mesmo assim não queremos deixar nossas coisas para trás.

Você está compreendo em que você deve perder a fé? É nesse deus que você criou, nesse ídolo que você colocou como prioridade na sua vida. Eu não sei hoje o que ocupa esse espaço, mas você, com certeza sabe, por isso, se desapegue e se abra para algo muito maior.

Olhe o sofrimento de Cristo por nós. Todo o Seu sofrimento foi para a nossa salvação, que viveu toda a Paixão para carregar nossas injustiças e misérias.

O amor de Jesus não é genérico, ele foi específico. Ele foi capaz de pensar justamente em você, naquele momento de tribulação, com seu nome, sua feição e suas características.

A melhor parte, é saber que mesmo diante de todas as nossas limitações, ele não nos abandona, não desiste de nós ou se arrepende de tudo que fez para nos salvar. Ele mesmo nos justifica diante do Pai quando diz: “Pai, perdoe-os, eles não sabem o que fazem”.

Quando você vive as dores da tribulação, significa que você está vivendo as dores de passar pela porta estreita, do nascimento do homem novo, que nos leva para uma vida nova. Por isso, não busque compreender racionalmente o Senhor, mas confie e acredite n'Aquele que sempre nos amou e nos poupou das piores tribulações que poderiam nos atingir.

 
Transcrição e adaptação: Gustavo Souza

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