Testemunhar pela força do Espírito

Padre José Augusto
Foto: Natalino Ueda

“Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. Quem crê em mim” — conforme diz a Escritura: “Do seu interior correrão rios de água viva”. Ele disse isso falando do Espírito que haviam de receber os que acreditassem nele; pois não havia ainda o Espírito, porque Jesus ainda não fora glorificado" (Jo 7, 37).

Uma das coisas que marcaram a Igreja foi a descida do Espírito Santo. É o batismo no Espírito que melhor identifica os carismáticos.

Há cinquenta dias, às 15 horas, nós estávamos celebrando a Paixão do Senhor; a Igreja estava triste, pois Jesus havia morrido. No entanto, antes de morrer, na Quinta-feira Santa, Ele estava reunido com Seus discípulos. Nessa Ceia, ocorreu a instituição da Eucaristia e também do sacerdócio. Foi nessa hora que o Senhor falou sobre o Espírito Santo.

“Quando, porém, vier o Defensor que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, ele dará testemunho de mim. E vós, também, dareis testemunho, porque estais comigo desde o começo” (Jo 15,26-27).

Foi preciso que Jesus morresse e fosse glorificado para que nós recebêssemos o Espírito Santo. Sabemos que, em nossa humanidade, é difícil dar o testemunho que o Senhor nos pede:

“Eu vos disse estas coisas para que vossa fé não fique abalada. Sereis expulsos das sinagogas e virá a hora em que todo aquele que vos matar, julgará estar prestando culto a Deus. Agirão assim por não terem conhecido nem ao Pai nem a mim. Eu vos falei assim, para que vos recordeis do que eu disse, quando chegar a hora. “Eu não vos disse isso desde o começo, porque eu estava convosco” (Jo 16,1-4).

O Espírito veio sobre nós para que pudéssemos dar Seu testemunho a todos, mas o difícil é encarar uma sociedade que vai contra os valores católicos. Contudo, os dons que o Senhor nos concede é para nos ajudar nesse anúncio.

"Estamos dispostos a dar a vida por Jesus?", pergunta padre José Augusto.
Foto: Natalino Ueda

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No fim do Evangelho, vemos que todas essas coisas acontecerão depois que Jesus for glorificado, e a glorificação à qual Ele se refere é a cruz. O Senhor ficou de braços abertos e disse: "Em Suas mãos entrego o meu espírito". 

“Assim Jesus falou, e elevando os olhos ao céu, disse: 'Pai, chegou a hora. Glorifica teu filho, para que teu filho te glorifique, assim como deste a ele poder sobre todos, a fim de que dê vida eterna a todos os que lhe deste'" (Jo 17,1-2). Na cruz, o Pai glorifica o Filho e o Filho glorifica o Pai. Perceba que, depois de dizer isso, Ele assumiu a cruz e se entregou por nós.

No domingo da Ressurreição, as mulheres viram que Jesus havia ressuscitado: “Por que procuras entre os mortos aquele que vive?”, perguntou o anjo. Depois disso, Ele apareceu aos apóstolos até chegar o momento em que foi para o Céu. Após Sua ascensão, estamos vivendo o tempo da espera do Pentecostes que Ele nos prometeu: "Então os apóstolos deixaram o Monte das Oliveiras e voltaram para Jerusalém, à distância que se pode andar num dia de sábado. Entraram na cidade e subiram para a sala de cima onde costumavam ficar. Eram Pedro e João, Tiago e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão Zelota e Judas, filho de Tiago. Todos eles perseveravam na oração em comum, junto com algumas mulheres — entre elas Maria, mãe de Jesus — e com os irmãos dele” (At 1,12).


"Ao tomar a refeição com eles, deu-lhes esta ordem: 'Não vos afasteis de Jerusalém, mas esperai a realização da promessa do Pai'" (At 1,4).

Precisamos dar testemunho ao mundo secularizado que quer tirar os crucifixos dos locais públicos. Sejamos diferentes! Testemunhemos o nome de Jesus para essa sociedade que age de forma paganizada.

Para aqueles que quiserem receber a coragem, a receberão quando o Espírito vier. Para saber se você tem o Espírito Santo, basta saber se você tem medo quando é contrariado por agir conforme o ensinado pela Igreja. Se você não esmorece diante da dificuldade é porque está repleto do Espírito de Deus.

“Quando uma pessoa está repleta do Espírito Santo, ela esquece que pertence a este mundo e age como se estivesse no Céu” (São João Maria Vianney).

A nossa verdade deve estar baseada na Igreja. Quem está com Jesus, está com o Espírito Santo, com a Igreja e com o Papa Bento XVI, pois negar o nome de Jesus significa negar a salvação.

 

 

Transcrição e adaptação: Luana Oliveira

 


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