Testemunho de Márcio Todeschini e Eliete Todeschini

Temos um pouco mais de 11 meses de casados. Eu tenho certeza de que esta noite tudo o que vamos partilhar da nossa vida vai fazer com que você recorde de sua história. Vai fazer com que você se lembre do dia em que você deu seu ‘sim’ para sua esposa, e você para seu esposo.

Foi por causa de um ‘sim’ a Deus, fazendo a vontade de Deus que nós nos encontramos aqui na Canção Nova, isto aconteceu no ano de 2001. Eu estava ainda no meu ‘pré-noviciado’, e a Eliete já estava no meio do seu ‘noviciado’. Eu vim para a Canção Nova por uma experiência de muita liberdade. Lembro como se fosse hoje, o dia que dei meu ‘sim’ aqui, no Salão Salette. Foi a maior experiência de liberdade da minha vida, por que naquele momento o que eu mais sentia naquela hora, humanamente falando, era de ser ‘amigo’ da Comunidade, mas eu sentia que Deus me dava a possibilidade de escolha, o mistério da liberdade. E diante desse mistério, eu fiz a escolha de fazer a vontade Dele.

A eliete também viveu uma experiência parecida.

Eliete:
Eu vim no ano 2000 para a Canção Nova e também vim por um chamado, pelo amor de Deus. Quando ouvi a voz de Jesus me chamando para uma vida consagrada a Ele, eu não tive dúvida. Deixei tudo, deixei uma carreira, minha família, namoro. Deixei muitas coisas, para aqui, viver plenamente para Deus.

E eu lembrava que eu vim para a Comunidade com esse desejo de ser só de Deus. Meu encontro com Deus foi tão profundo, que eu queria muito corresponder. E eu achava que eu só poderia retribuir sendo inteiramente Dele. E almejei o celibato. Mas conheci o Márcio, e Deus permitiu o sentimento por ele, e fiquei confusa, e comecei então um caminho de discernimento. E na convivência com os casais, as famílias da Comunidade, fui vendo como era bonito, diferente, como viviam também inteiramente para Deus. E um dia lendo um documento do monsenhor Jonas para a Comunidade, li que no matrimônio na Canção Nova, o casal é chamado a ser integralmente de Deus. É possível ser casado e ser inteiro de Deus. E nisso me abri para o sacramento do matrimônio.

Márcio:
Esses dias contei meu testemunho. Passei por uma experiência de casamento que não deu certo e que teve a nulidade reconhecida pela Igreja. E isso aconteceu por que eu sempre fui cabeça-dura. Via o que Deus me mostrava, mas interpretava do meu jeito e tomava as minhas decisões. Por que colocava outras coisas no lugar de Deus em minha vida. Não entrarei em detalhes, mas todo o sofrimento que vivi e causei à outra moça e as nossas famílias, foi única e exclusivamente por que não segui a vontade de Deus.

Então quando dei meu ‘sim’ à Canção Nova, foi para fazer a vontade de Deus. Conheci a Eliete, e em mim brotou um sentimento, uma paixão. Corri para a Capela para rezar. E disse para Deus que eu não estava pronto para gostar de ninguém, e Jesus me deu uma palavra.

Dentro de mim era uma briga por que eu não queria admitir aquele sentimento por causa de tudo o que eu havia vivido. Eu achava que deveria estar ‘pronto’. Mas Deus faz diferente. E naquele instante após a palavra que Ele me deu, cessou todo o turbilhão e fiquei em paz. Continuei minha vida. E entre nós brotou uma linda amizade.

Em 2003 foi permitido que nós conversássemos. E almoçávamos juntos, conversávamos sobre nossas experiências com Deus. E chegamos à conclusão que deveríamos pedir o ‘caminho de namoro’. O caminho de namoro é para conhecer um ao outro ainda mais profundamente. É antes de pegar na mão, de abraçar e beijar. E pedimos isso. E Deus nós presenteou com o namoro.

E nós ainda estávamos namorando, quando fomos para Capela rezar e Deus nos deu uma direção. Eclesiástico 25, 1-2
‘Meu espírito se compraz em três coisas que têm a aprovação de Deus e dos homens: a união entre os irmãos, o amor entre os parentes, e o marido e a mulher em perfeito acordo’.

'O marido e a mulher em perfeito acordo'.
Olha para essa pessoa que está ao seu lado e diz: ‘ isso agrada o coração de Deus’

E é tão interessante que esse dia de hoje que vivemos no acampamento, trouxe para nós tanta coisa interessante para nossa vida, para o nosso dia-a-dia. E foi falado muito das diferenças. E fomos aprendendo com essa palavra que nossas diferenças são o caminho necessário para que vivamos em pleno acordo.

Somos completamente diferentes. Temos gostos diferentes. Temos maneiras de rezar diferentes. E como conviver assim, quando o mundo quer enfiar na nossa cabeça que isso não é possível? E nós precisamos declarar que essa ‘incompatibilidade de gênios’ é meio de santificação. É possível viver assim, por que assim tem sido na nossa vida.

Um dia, estávamos decidindo sobre as coisas da nossa casa. E eu estava decidindo sobre a antena. E a Eliete perguntou: ‘isso é realmente necessário?’

Eliete:
E eu não achava necessário. E um dia fomos atendidos por Dom Alberto, e no meio da conversa me lembrei de perguntar de como seria viver no dia-a-dia com essas diferenças. Como nós íamos resolver essas diferenças. E Dom Alberto olhou para nós e disse. ‘Meus filhos, para Deus não importa se vocês vão ter ou não uma antena, se vão pintar a casa de vermelho ou amarelo. O que Deus quer é a comunhão entre vocês. A vontade Dele é que vocês estejam em pleno acordo sobre isso. Importa que vocês concordem que cor deve ter a parede.

Márcio:
E nesse momento em que um desinstala o outro, que acontece a oportunidade de buscar a comunhão um com o outro.

E Deus nos convida nessa noite a colocá-Lo no centro de nossa família.

Perguntem-se: ‘vamos colocar Deus no centro de nossa família?’ Você homem, dê a sua resposta. É uma oportunidade que vocês tem agora, de viverem o pleno acordo.

Se Deus é o princípio e o fim de nossa família, todo o resto passa a ser transitório e a não ter tanta importância. Se Deus é o centro, o casal vai viver para agradar a Deus, para fazer a vontade de Deus.

E queremos partilhar uma grande alegria que Deus nos deu essa semana. No Catecismo da Igreja Católica, o parágrafo 2378 diz: ‘O filho não é algo devido, mas um dom. O dom mais excelente do Matrimônio é uma pessoa humana. ’

E Deus nos deu essa graça. Nós estamos ‘grávidos’, para honra e glória de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Acreditamos nas famílias que tem Deus em primeiro lugar, contra tudo o que o mundo prega por aí, contra toda essa mentalidade que querem destruir as nossas famílias.

Eu prefiro ter 1, 2 ou 3 filhos do que ter um carro zero na garagem. Eu prefiro ter 3 filhos e viver com simplicidade a minha vida de casado com minha esposa e família. Eu aprendi de Deus que o dom mais excelente do matrimônio é um filho, uma filha, por que são um sinal de bênção para a Igreja, para o mundo.

Deus quer inaugura um novo tempo nas nossas famílias.

Transcrição: Nara Bessa 


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