Todos nós fomos criados por Deus com um propósito e dotados de dons específicos para a nossa missão. No entanto, a caminhada cristã muitas vezes nos leva a momentos de turbulência e opressão, onde a chama inicial parece diminuir. É nesse contexto que o apóstolo Paulo exorta Timóteo — e a cada um de nós — a reavivar a chama do dom de Deus recebido.
O que significa reavivar e avivar no Espírito?
Existe uma distinção importante entre esses dois movimentos da alma. Reavivar é devolver a vida e o dinamismo a algo que já habita em você, mas que pode estar adormecido. Já o avivamento é a busca constante por ir além do que já se possui, conquistando uma maior intimidade com Deus e tornando-se um testemunho vivo do Evangelho. O avivamento não deve ser um evento isolado ou programático, mas uma busca permanente e diária.

Ironi Spuldaro
A analogia da fogueira
A vida no Espírito é comparada a uma fogueira em uma noite fria. Se a lenha (nossa vida de oração e sacramentos) não for alimentada, o fogo se torna brasa e corre o risco de virar carvão. Quando um cristão se conforma com sua situação espiritual atual, ele se torna prisioneiro das trevas e perde o encanto pelo batismo no Espírito.
O que esfria o Dom de Deus em nós?
Para manter a chama acesa, é preciso identificar o que a apaga. Três elementos são cruciais nesse processo de esfriamento:
- O pecado e a vida dupla: O pecado congela o carisma e retira a chama do amor de Deus. O arrependimento e a confissão frequente são os remédios para purificar o coração.
- Rotina sem oração: Buscar apenas aplausos e fama sem ter um alicerce de intimidade e diálogo com Deus esvazia o ministério.
- O Medo: O medo de falhar ou de passar vergonha paralisa o uso dos dons. O dom é uma ferramenta de trabalho e uma arma contra o mal, não uma medalha de honra.
Deus capacita os escolhidos
A história bíblica nos mostra que Deus não chama os capacitados, mas capacita os escolhidos. Ele usou a gagueira de Moisés, a juventude de Jeremias e a rusticidade de Pedro para realizar Seus planos. A diferença entre o Pedro que negou Jesus e o Pedro que deu a vida pelo Reino foi a vida de Pentecostes e a intimidade com o Espírito Santo.
Deus conta com a nossa miséria e fraqueza para que o Seu poder se manifeste plenamente. O reavivamento do dom produz frutos concretos de cura e libertação. Os carismas não devem ser enterrados, pois são fundamentais para a edificação da Igreja e o bem do próximo.
Um convite à ousadia
Deus está chamando três tipos de pessoas hoje: as que estão frias espiritualmente para que voltem ao fogo do Seu amor; as que abandonaram o chamado para que reativem o primeiro amor; e as que sentem medo para que confiem na Sua presença constante.
Não tenha medo de pedir um Pentecostes novo. Seja ousado e peça mais do que você imagina ser digno de receber. O Espírito Santo é quem faz o santo; por isso, agarre-se a Ele para alcançar a eternidade.
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