Uma vida nova para alcançar a eternidade
Para estar em Deus e em Cristo todos os dias, eu entendi que preciso mergulhar minha vida n’Aquele para quem o tempo não existe; para Deus, tudo é eterno. Muitas vezes, sinto que minha vida ainda está em construção, assim como o próprio universo. Hoje, eu te convido a entrar comigo pela “porta do céu” — que é a porta da igreja — para deixarmos para trás nossa vida mortal e edificarmos nossa existência na eternidade.
É preciso morrer para renascer
Eu compreendi que, para viver a plenitude, preciso primeiro passar pelo sepulcro. Não estamos aqui para outra coisa senão para morrer para a vida velha. Cada vez que entro na igreja, vivo uma Páscoa pessoal: uma passagem da morte para a ressurreição em Cristo, tornando-me um novo homem ou uma nova mulher.
Neste processo de cura e libertação, meu objetivo é descobrir onde estão as feridas do meu coração que me impedem de ser feliz. Muitas vezes, essas dores estão escondidas no meu inconsciente ou subconsciente, em áreas que eu, sinceramente, não gosto de mexer.
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O processo de cura que restaura uma vida de feridas
Um ponto que me tocou profundamente foi perceber como criamos problemas para nós mesmos desde a infância. Quando somos crianças carentes de afeto, muitas vezes criamos uma “falsa enfermidade” — uma dor de ouvido ou de estômago — apenas para ganhar um abraço ou colo.
O perigo é que, se não tratarmos isso, crescemos e continuamos manifestando sintomas físicos (como dores de cabeça ou palpitações) que, na verdade, são apenas reflexos de um abatimento emocional ou falta de paz no coração. Eu aprendi que nem tudo o que parece espiritual é demônio; muitas vezes, é uma carência afetiva ou um medo que precisa de cura emocional.
Uma nova vida a partir do perdão
Eu mesmo vivi o que chamo de “vingança interior”. Por anos, alimentei uma ferida com meu pai e, por causa dessa dor, comecei a beber cachaça só para contrariá-lo. Eu o tinha “matado” no meu coração, dizendo a todos que ele já havia morrido. A libertação só aconteceu quando eu tomei a decisão de perdoar. Aprendi que:
- 90% da libertação depende da minha vontade de querer uma vida nova.
- A falta de perdão é o maior bloqueio para a cura.
- A mentira, o ressentimento e a mágoa são brechas que o inimigo usa para nos manter escravizados.
Muitas vezes, eu apenas desejo ser santo, mas o desejo é apenas emocional. A verdadeira libertação exige vontade, que é o uso da razão. A vontade me faz abraçar o sacrifício, a penitência e o jejum para deixar o pecado. Jesus morreu “na razão de Deus” para nos redimir, e é nessa mesma razão que eu devo lutar as minhas batalhas diárias.
Aprendi que, um pai ou mãe, tem uma autoridade espiritual imensurável. O demônio treme quando vê um pai rezando ou uma mãe abençoando seus filhos. Por outro lado, o pecado dos pais pode abrir portas para o mal dentro de casa. Por isso, consagrei meu lar ao Senhor, pois onde Deus reina, a graça abençoa até os momentos de escassez.
O maior exorcismo
Se você me perguntar qual é o maior “exorcismo” para a vida, eu direi: a Confissão. Ela é o exorcismo preventivo que nos reconcilia com a glória de Deus. Além disso, na Eucaristia, eu me torno um com Cristo. Quando comungamos, os anjos se ajoelham aos nossos pés porque veem em nós a morada de Deus, e o mal não suporta essa luz.
Oração: Senhor, hoje eu quero me consagrar inteiramente a Ti. Vim aqui para morrer para a minha vida velha e ressuscitar contigo para uma vida nova, como um novo homem e uma nova mulher em Deus.” Reconhecendo a graça do Santo Batismo que nos libertou do pecado original e de toda maldição , mas conscientes das misérias, feridas e pecados que acumula-se ao longo do caminho, clamamos ao Senhor por uma restauração completa de nossa história. Amém.
Transcrição e adaptação Jaqueline Scarpin
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