Pe. Ricardo Rodolfo

O mistério da filiação Divina e o caminho da misericórdia

Na filiação Deus transforma nossas feridas em graça

O padre de óculos e vestes pretas prega com um microfone no altar da igreja. Atrás dele, há um detalhado arranjo de flores e uma toalha litúrgica bordada.

Pe. Ricardo Rodolfo / Festa do Pai das Misericórdias 2026 – Canção Nova – Foto: Reprodução Youtube / TV Canção Nova

Viver intensamente a graça de Deus é o convite central para todos os que buscam refúgio no Santuário do Pai das Misericórdias. Muitas vezes, a rotina e as feridas da vida nos fazem esquecer quem realmente somos diante do Criador. Nesta pregação, somos convidados a mergulhar na verdade libertadora: Deus nos ama primeiro.

Ele nos amou por primeiro

Baseado na primeira carta de São João (1 João 4,19), compreendemos que o nosso amor humano é limitado e, por vezes, machuca aqueles que estão ao nosso lado. Para amarmos de forma genuína, precisamos ser abastecidos pelo amor infinito de Deus, que não impõe condições para nos acolher.

Deus nos ama incondicionalmente. Enquanto nós, em nossa humanidade “birrenta”, muitas vezes queremos pagar o mal com o mal, Deus supera nossos limites e nos dá sempre uma nova chance, assim como deu ao filho pródigo.

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Resgatando a nossa filiação e identidade

O tema central desta reflexão, “O Pai me ama”, tem como objetivo principal resgatar a consciência da nossa filiação divina. O pecado enfraquece essa certeza, fazendo-nos agir como o filho pródigo que, ao retornar, desejava ser tratado apenas como um empregado.

Você não é um empregado, o  Pai não te trata com base na sua produtividade ou mérito. Você é um filho amado, mesmo que você tenha buscado o pecado deliberadamente, ao cair em si e pedir perdão, o Pai jamais te dará as costas. Quem assume sua identidade de filho não deixa espaço para o pecado, pois deseja apenas o que agrada ao Pai.

O poder do abraço que cura e transforma

Deus é amor e Ele não deseja o seu mal. No entanto, sem a coragem de recomeçar, tornamo-nos pessoas tristes e angustiadas, carregando um vazio que só o Pai pode preencher.

A misericórdia não é uma teoria, mas uma experiência viva. O Padre Ricardo Rodolfo partilha momentos em que o abraço do Pai se manifestou de forma concreta: A cura de um coração distante: Um homem, anteriormente afastado da Igreja, foi curado da depressão e decidiu restaurar sua vida familiar ao ouvir sobre a humanidade e as lutas de quem serve a Deus.

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A cura das memórias e o perdão na família

Muitas vezes, nossa visão de Deus é distorcida por experiências negativas com nossos pais biológicos ou figuras de autoridade. Se você cresceu em um ambiente de medo ou ausência, o Pai das Misericórdias quer purificar sua mente hoje.

O perdão é uma decisão. É possível amar quem nos prejudicou porque Deus é maior que qualquer problema. A restauração é real: o amor pode transformar um filho que antes sentia raiva em um melhor amigo para seu pai, transformando ressentimento em gestos simples de carinho e cuidado.

Como diz o hino do Filho Pródigo, no abraço do Pai morre toda a mágoa e todo o pecado. Este Santuário é o lugar da confiança, onde você pode trazer suas misérias para que Jesus exerça nelas toda a Sua misericórdia. Não tenha medo de festejar a sua vida. Você foi encontrado pelo Amor.

Transcrição e adaptação Jaqueline Scarpin

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