Deus no centro da nossa existência
Neste tempo favorável da Quaresma, somos convidados a mergulhar em um profundo processo de cura e libertação. A liturgia nos recorda que o verdadeiro combate espiritual não começa com o pecado. Mas com o “empurrão” do Espírito Santo que nos conduz ao deserto para reencontrarmos os passos do Senhor.

Um chamado à totalidade
O Evangelho segundo Marcos nos apresenta uma pergunta existencial: “Qual é o primeiro de todos os mandamentos?”. A resposta de Jesus é clara e exige tudo de nós: amar a Deus de todo o coração, alma, entendimento e força. Deus não aceita ser apenas um fragmento ou uma prática religiosa isolada em nossa rotina. Ele deseja ser o centro da nossa existência!
Muitas vezes, a falta de progresso espiritual se deve ao fato de oferecermos apenas “pedaços” de nós mesmos. Mantendo o coração dividido entre os apegos do mundo e a vontade divina. O amor verdadeiro não divide, ele consome por inteiro. Quando Deus possui o coração totalmente, nada mais falta à alma.
A palavra de Deus no centro
Conforme a mensagem do Papa para esta Quaresma, é urgente “recolocar a Palavra de Deus no centro da vida”. Isso implica reconhecer que, por algum motivo, a Palavra foi deslocada para a periferia de nossas decisões.
“Não adianta buscar exorcismos ou libertações extraordinárias se não houver a disposição de centralizar a vida na Escritura.”
A “casa limpa” — o coração liberto — exige a vigilância da leitura orante e do silêncio diante de Deus, para que o inimigo não encontre brechas para voltar.
A Samaritana e a sede de Jesus por nós
O encontro de Jesus com a Samaritana no “centro do dia” revela um Deus que tem sede de nós como ensinava Madre Teresa de Calcutá. Essa sede não é de água, mas da nossa presença e da nossa história. Mesmo com todas as nossas misérias. Ao ser tocada por essa verdade, a mulher abandona seu balde e sua vergonha, voltando para os seus de “cara limpa”. Assim como os discípulos no monte, ela sai desse encontro de três formas fundamentais: tocada, erguida e sem medo.
O Amor ao próximo como prova real da fé
O segundo mandamento amar o próximo como a si mesmo. É a prova concreta do nosso amor a Deus. O perdão, mesmo àqueles que humanamente não merecem, é uma ferramenta de libertação para quem o concede.
Ao perdoar, você não perde nada, pelo contrário, você garante que será julgado com a mesma medida de misericórdia. O amor cristão não é um sentimento romântico, mas a decisão firme de tratar o outro com a dignidade que Deus lhe deu.
Tu não estás longe do Reino de Deus
Jesus afirma ao escriba que o amar e ao próximo vale mais do que todos os holocaustos e ritos externos. Deus não busca rituais vazios, mas corações que batam no ritmo do Seu.
Se você está aproveitando este tempo para transformar seu orgulho em pó e para amar em vez de murmurar, console-se com as palavras do Mestre: “Tu não estás longe do reino de Deus”. Que esta Quaresma seja o marco da sua decisão de ser todo de Deus, vivendo não apenas perto do Reino, mas dentro dEle.
Transcrito e adaptado por Jaqueline Scarpin
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