O amor que surpreende
Quero falar ao coração das mulheres e ao coração dos peregrinos, sobre a parábola do Filho Pródigo.
O texto começa assim: “Este homem acolhe os pecadores e come com eles.”
Essa frase, meus irmãos, é dita contra Jesus. Os fariseus criticavam Jesus e faziam essa acusação. Muitos não suportavam a forma como Jesus se aproximava das pessoas mais feridas, das pessoas mais erradas, das pessoas quebradas pela vida. Para eles, aquilo continuava sendo um escândalo.
E é justamente por causa dessa provocação que Jesus conta a parábola do Pai misericordioso, conhecida também como a parábola do Filho Pródigo, narrada no Evangelho de São Lucas.
O problema: como entendemos o amor
Existe um problema profundo que muitas vezes nos impede de compreender a beleza dessa parábola: a forma como entendemos o amor.
Muitas vezes fomos educados a pensar que o amor precisa ser conquistado.
Aprendemos que precisamos merecer para sermos amados.
Aprendemos que quem falha perde o direito ao amor.
Mas é exatamente essa lógica que Jesus quer desmontar neste Evangelho.
Jesus revela que o amor de Deus não é recompensa pelo que fazemos de bom.
O amor de Deus é um dom que não merecemos.
O amor de Deus não é salário.
O amor de Deus é graça.
É gratuidade.
O amor de Deus não depende dos nossos méritos.
Ele nasce do coração do Pai.
Todos conhecemos essa história.
O filho mais novo pede ao pai a herança. Isso significa algo muito duro: é como se ele dissesse que não precisava mais do pai, que o amor que recebeu não era suficiente.
É como dizer: “Para mim o senhor já morreu.”
Ele pega tudo e vai embora. Gasta tudo, desperdiça a vida até chegar ao fundo do poço. Chega a sentir fome e a invejar a comida dos porcos.
Então ele decide voltar. Mas percebam algo importante: ele não volta por amor.
Ele volta porque está com fome.
Ele volta porque a vida apertou.
Ele volta porque não tem mais solução.
Quantas vezes também nós voltamos para Deus assim: quando a vida pesa, quando não encontramos mais saída.
O amor que surpreende
Mas é aqui que acontece algo inesperado. Quando o filho ainda está longe, o pai o vê.
Isso significa que o pai nunca deixou de esperar.
Então acontece aquilo que está representado no mosaico do Santuário do Pai das Misericórdias: o pai corre, abraça o filho, levanta-o e o enche de beijos.
Antes de qualquer explicação.
Antes de qualquer discurso ensaiado.
Antes da confissão.
O abraço vem primeiro.
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