Não desanime, valente guerreiro!

Emanuel Stênio
Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

Se, hoje, você se sentir chamado a ser um valente guerreiro, precisará das armas espirituais, precisará voltar a ter o costume de andar com a Bíblia nas mãos, a fazer o estudo bíblico. 

O tema do nosso acampamento é baseado na Palavra de Juízes, que conta a história de Gedeão, um jovem que se sentia o menor de todos, porque era o caçula de sua casa, mas Deus o escolheu e o chamou de "valente guerreiro".

O Rei Davi era jovem, de aparência magra e cabelos ruivos, mas seus irmãos tinham porte de soldados. Davi era um pastor de ovelhas, não um guerreiro aos olhos humanos. Mas para Deus ele era valente.

Nós não seremos valentes guerreiros por nossas próprias forças. Mas se invocarmos Jesus, o nosso General, nenhum inimigo resistirá a nós na luta. Não pela nossa força, mas pela graça de Deus.

As coisas que o mundo nos oferece não podem ser o "general" da nossa vida. A televisão, a música, a moda, a internet não podem nos dominar. Quer ser um vencedor? Deixe Jesus ser o seu general. Para vencer precisamos seguir os passos d'Ele.

Em 1 Samuel 17, vemos a batalha entre Davi e Golias. O livro narra a batalha dos Filisteus contra o povo de Israel.

“Saiu do acampamento dos filisteus um campeão chamado Golias, de Get, cujo talhe era de seis côvados e um palmo. Trazia na cabeça um capacete de bronze e no corpo uma couraça de escamas, cujo peso era de cinco mil siclos de bronze. Tinha perneiras de bronze e um dardo de bronze entre os ombros. O cabo de sua lança era como o cilindro de um tear, e sua ponta pesava seiscentos siclos de ferro.”

"Valente guerreiro, você precisa das armas espirituais", exortou Emanuel Stênio.
Foto: Wesley Almeida/ cancaonova.com

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Quem era o povo corajoso que iria enfrentar um gigante com mais de três metros de altura? Ninguém teve coragem, porque não tinham capacidade.

Versículo 12: Ora, Davi era um dos oito filhos de um efrateu de Belém de Judá, chamado Isaí, já idoso no tempo de Saul. Seus três filhos mais velhos tinham seguido Saul na guerra. Chamavam-se: o primogênito Eliab, Abinadab o segundo, e o terceiro Sama. Davi era o mais novo. Os três mais velhos estavam com Saul, e Davi ia ao acampamento de Saul, ora voltava para apascentar o rebanho de seu pai em Belém. O filisteu aproximava-se pela manhã e pela tarde, e isso por quarenta dias seguidos.

"Um dia, disse Isaú ao seu filho Davi: 'Toma para teus irmãos um efá de grão torrado e estes dez pães, e apressa-te a levá-los aos teus irmãos no acampamento. Entrega estes dez queijos ao chefe dos mil. Informa-te se teus irmãos vão bem e traze algo de sua parte como prova'". 

Davi foi servir a seus irmãos. Chegando lá, ouviu o inimigo zombando, dizendo que não tinha quem guerreasse com ele. Então, Davi encorajou-se e disse-lhe: “'Ninguém desanime por causa desse filisteu! Teu servo irá combatê-lo'. 'Combatê-lo, tu?!', exclamou o rei. 'Não é possível. Não passas de um menino e ele é um homem de guerra desde a sua mocidade'. Davi respondeu a Saul: 'Quando o teu servo apascentava as ovelhas do seu pai e vinha um leão ou um urso roubar uma ovelha do rebanho, eu o perseguia e o matava, tirando-lhe a ovelha da boca. E se ele se levantava contra mim, agarrava-o pela goela e estrangulava-o. Assim como o teu servo matou o leão e o urso, assim fará ele a esse filisteu incircunciso, que insultou os exércitos do Deus vivo'." Quantas vezes o inimigo faz isso! Quantas vezes ele joga na nossa cara que somos fracos e miseráveis. De fato, nós não somos nada, mas Deus nos faz valentes guerreiros.

Muitas vezes, o demônio nos tenta. Como diz São Paulo: “Cuidado, porque o demônio anda como um leão, procurando a quem devorar”. O demônio não brinca. Quantos de nós somos humilhados pelos pecados que nos humilham toda semana! E sempre confessamos os mesmos pecados. Se não lutarmos todos os dias, o demônio virá para nos humilhar. Primeiro, ele nos tentará até cairmos; depois, jogará o pecado na nossa cara.

O inimigo quer apontar as nossas fraquezas, fazendo com que sejamos humilhados.

Quantos Eliabs temos, na nossa vida, que zombam de nós e nos colocam para baixo! A quem ou a que temos dado ouvido? Se você der ouvidos à violência e colocar seus olhos em palavras de maldição, ficará desanimado. 

"Nós não seremos valentes guerreiros por nossas próprias forças", disse Emanuel.
Foto: Wesley Almeida/ cancaonova.com

 Como Eliab disse: “O que você está fazendo aqui? Volte para suas ovelhinhas!”. O inimigo faz isso conosco, ele nos humilha. Por isso, não podemos dar ouvidos às palavras de maldição, às tristezas que o mundo coloca em nossas vidas. Precisamos ter a coragem de nos desviar das palavras malditas lançadas sobre nós. Ninguém deve desanimar por causa dos problemas deste mundo; não podemos entregar “os pontos”. Coragem, valente guerreiro! Eu não sei qual é o problema que você enfrenta, mas não desanime. Coragem!

Deus acredita em você, por isso você precisa acreditar em si mesmo! Ninguém pode desanimar por causa dos 'Filisteus'. É o Senhor quem combate por nós! Saul revestiu Davi com a própria armadura, mas ele não conseguiu caminhar; então, tirou a armadura e escolheu no riacho cinco pedrinhas. Davi não usou a armadura do mundo, mas foi para a batalha como ele era: um pastor.

Essas são as cinco pedrinhas sobre as quais o fundador da Canção Nova, monsenhor Jonas, sempre fala:

Primeira pedrinha: a Eucaristia. Quem não participa da Santa Missa não é um guerreiro valente. Cuidado! Há católicos que gostam de shows e grupos de oração, mas não vão à Santa Missa!

Segunda pedrinha: a Palavra de Deus. Se não a tivermos, não seremos valentes guerreiros. Todos gostam de livros de autoajuda, mas não leem a Bíblia.

Terceira pedrinha: o Rosário. Precisamos ter em mãos o Santo Terço, porque ele nos leva à intimidade com Maria. Não podemos ficar assistindo às novelas. Temos de rezar o terço, temos de batalhar com nossas armas espirituais.

Quarta pedrinha: a Confissão. Antes de comungar, devemos tome um "banho" de confissão para ir à Santa Missa.

Quinta pedrinha: Jejum. Há espíritos malignos que só podem ser vencidos pelo jejum, mas ninguém quer "suar a camisa"; a sociedade nos ensina apenas as coisas imediatas. É o jejum que nos torna mais fortes, nos torna valentes guerreiros.

Transcrição e adaptação: Jakeline Megda D'Onofrio.

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