Em seus piores dias, o Senhor aguarda o seu louvor

Quinta-feira de Adoração

Há um louvor no cárcere em que você se encontra

Evandro Nunes / Foto: Arquivo CN

Eu não sei se você percebeu, mas você está na primeira Quinta-feira de Adoração de 2020. Neste ano que se inicia, que você possa viver o extraordinário de Deus na sua vida, é isso o que eu peço, hoje, ao Senhor para você.

Vamos refletir na Palavra de Deus sobre algo muito importante para nós:

Pela meia-noite, Paulo e Silas rezavam e cantavam um hino a Deus, e os prisioneiros os escutavam. Subitamente, sentiu-se um terremoto tão grande que se abalaram até os fundamentos do cárcere. Abriram-se logo todas as portas e soltaram-se as algemas de todos. Acordou o carcereiro e, vendo abertas as portas do cárcere, supôs que os presos haviam fugido. Tirou da espada e queria matar-se. Mas Paulo bradou em alta voz: “Não te faças nenhum mal, pois estamos todos aqui”. Então, o carcereiro pediu luz, entrou e lançou-se trêmulo aos pés de Paulo e Silas. Depois os conduziu para fora e perguntou-lhes: “Senhores, que devo fazer para me salvar?”. Disseram-lhe: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua família”. Anuncia­ram-lhe a Palavra de Deus, a ele e a todos os que estavam em sua casa. Então, naquela mesma hora da noite, ele cuidou deles e lavou-lhes as chagas. Imediatamente foi batizado, ele e toda a sua família. Em seguida, ele os fez subir para sua casa, pôs-lhes a mesa e alegrou-se com toda a sua casa por haver crido em Deus (At 16,25-34).

Este é um dos relatos mais fascinantes da Sagrada Escritura, pois tem a ver com o ministério apostólico de Paulo. É certo que Paulo não fazia parte daquele grupo dos doze apóstolos que caminharam ao lado de Jesus desde o início. Mas a sua vida foi tão extraordinária em Deus, que ele foi considerado também um apóstolo do Senhor.

Veja só, meu irmão: antes deste relato que acabamos de ler, Paulo esteve conversando com Barnabé, seu companheiro de ministério. Nesta conversa, Paulo teve a resistência de Barnabé, e eles acabam se separando. Tudo isso por causa de um jovem chamado João Marcos. Paulo não queria levar consigo Marcos. Barnabé já queria levá-lo. Bom, resumo da história: Paulo e Barnabé acabam se separando e cada um vai para um lado.

Paulo, então, chama um outro jovem, Silas, para evangelizar com ele nesta viagem que ele queria fazer desde o início. Nesta viagem, juntam-se a eles Timóteo e Lucas (que escreveu o livro dos Atos dos Apóstolos).

Daí, os quatro missionários viajam para evangelizar.Todos cheios do Espírito Santo. Parece que eles vão “arrebentar a boca do balão”. Não é verdade? Mas o Espírito Santo fecha uma porta para eles, impedindo-os de entrar na Ásia.

Não murmure, mas louve!

Entenda uma coisa, meu irmão: se neste ano de 2020, se o Espírito Santo fechar uma porta na sua vida, não murmure, mas louve! Afinal, nem todo bom propósito que temos significa, necessariamente, que seja da vontade de Deus.

Paulo não foi para Ásia, mas acabou indo para Trôade. E ali teve um sonho profético. Paulo compreende, nesse sonho, qual é a vontade de Deus, e parte para um lugar chamado Filipos. Nesta cidade, não havia nem mesmo uma sinagoga. Então, Paulo e Silas foram para um lugar de oração para rezar. Neste lugar de oração, uma mulher possuída por um demônio acabou sendo liberta pelo apóstolo Paulo. Homens que lucravam com aquele espírito de adivinhação, vendo que haviam perdido sua “fonte de lucro”, agarraram Paulo e Silas e os levaram até as autoridades daquela cidade. Os dois foram acusados de provocar desordem. Mas eu pergunto a você: O que é desordem no nosso tempo? Por acaso, provocar desordem é anunciar o Evangelho? Não, meus irmãos! Desordem é apoiar a ideologia de gênero, desordem é viver nessa corrupção quase que institucionalizada, desordem é um filho matar seus pais… Isso é desordem!

“Aprenda a louvar no pior momento” (Evandro Nunes) – Foto: Arquivo CN

Paulo e Silas foram presos por causa dessa falsa acusação de provocar desordem. E o que eles fizeram? Eles ergueram um canto de adoração a Deus. Eles louvam a Deus por aquilo que Ele é. Mais ainda: eles ergueram um louvor a Deus no pior momento. Paulo e Silas nos ensinam que há um louvor no meio das correntes. Há um louvor no cárcere em que você se encontra.

Meu irmão, é preciso aprender a louvar a Deus no pior momento. Louvar a Deus não por causa do pior momento, mas sim porque Ele está ao seu lado neste seu sofrimento.

O carcereiro é quem possuía as chaves das celas dos prisioneiros. Ele tinha o poder para abrir ou fechar aquelas celas. Paulo e Silas, no entanto, é quem possuíam as almas livres. Eles tinham o poder do Espírito Santo! Por isso, podiam louvar mesmo em meio ao sofrimento que em viviam.

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Lucas escreve que Paulo e Silas louvavam a Deus por volta da meia-noite, ou seja, na hora das trevas. Abençoado, louve no meio da escuridão! É pelo louvor, no pior momento, no pior cenário, que a libertação de Deus se manifesta na sua vida.

Paulo e Silas compreenderam que não estavam naquela cela à toa. Havia um propósito de Deus em tudo aquilo. Há pessoas que dizem: “Só rezar não resolve”. Meu irmão, não acredite nisso! O que Paulo e Silas fizeram? Eles rezaram! Eles louvaram a Deus! E esse louvor transformou um cenário de falsa acusação, mentira, açoites, escuridão, num verdadeiro banquete festivo. Esse banquete festivo também chegará a você, meu irmão! Mas, para isso, você precisa erguer um louvor em meio a essas correntes que hoje o aprisionam.

 

 

 

 

Transcrição e adaptação: Alexandre Oliveira

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