Quinze exercícios para um frutuoso ministério de cura e libertação

Padre Duarte Lara Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

Para que tenhamos um frutuoso ministério, é importante termos alguns cuidados

O Brasil é o país com mais leigos atuantes no ministério de cura e libertação; e isso, em grande parte, por causa do movimento da Renovação Carismática Católica. Para esses irmãos e até muitos sacerdotes que trabalham nesse ministério, mesmo não sendo exorcistas, deixo 15 conselhos.

Ao outorgar a grande comissão, dizendo a seus discípulos que levassem o Evangelho, Jesus anunciou que sinais e maravilhas os acompanhariam. Os milagres, as libertações não seriam apenas para o bem das pessoas que os recebessem, mas para confirmação do ministério de proclamação do Evangelho. Assim, deixo meu primeiro contexto: o cerne do ministério de cura e libertação é a proclamação da Palavra, os sinais são consequência disso.

A importância do exercício da fé no poder de Deus

Por que muitas pessoas seguiam Jesus? A razão é que existiam manifestação de poder de Deus, maravilhas; e, até hoje, se há manifestação do poder, o povo é atraído. Assim, meu segundo conselho é que você ajude seus irmãos a exercitarem a fé na manifestação do poder de Deus. Os canais pelos quais se fazem maravilhas são os sacramentos. Se deixarmos de crer neles e de os praticar, deixaremos de ter o poder de Deus.

É fundamental ser submisso à Igreja e nunca nos esquecermos de que somos instrumentos de Deus

Meu terceiro conselho é: conheça bem as normas que a Santa Igreja têm sobre Cura e Libertação, pois não devemos andar na contramão daquilo que ela determina. Hoje, com a internet, isso se tornou muito fácil e prático.

O quarto conselho é que nunca devemos nos esquecer de que somos apenas instrumentos, pois quem cura, quem liberta e salva é Jesus. Meu quinto apontamento é que devemos sempre relembrar às pessoas que a manutenção da saúde da alma é mais importante que a do corpo.

A cruz é algo presente na vida de todo cristão. Nunca devemos nos esquecer dela

Devemos apontar para as pessoas que a cruz faz parte da vida do cristão, e mesmo usufruindo do poder de Deus, ainda sim passaremos por dificuldades. Relembrar as pessoas disso é meu sexto conselho. O sétimo conselho é que deve ser sempre reforçados de que a libertação do mal é um processo escatológico na vida do cristão, ou seja, isso só se consumará no céu.

O que permite Deus agir com poder, em nossa vida, é a fé que depositamos n’Ele. Meu oitavo conselho é que isso deve ser sempre reforçado. O nono é que devemos investir tempo no acompanhamento personalizado, ou seja, um a um, escutando a história, percebendo os problemas, pois não há como ajudar no tratamento de uma doença sem descobrir sua causa, e isso demanda tempo.

Trate as pessoas afligidas pelo demônio com delicadeza, lembrando sempre que é um ser humano, tendo o cuidado e respeito, este é o décimo conselho. Procurar as causas conversando com as pessoas é o décimo primeiro, mas nunca desperdiçar tempo conversando com o demônio, pois ele é mentiroso.

Não devemos nos esquecer de que somos humanos

Encaminhar os casos mais graves para um exorcista é o décimo segundo conselho, pois, se o caso é muito pesado, peça ajuda a um padre capacitado. O décimo terceiro é: priorize a sua saúde espiritual. Este poderia ser o primeiro, pois, se você está neste ministério, precisa estar bem com Jesus. Se não estiver, não há como ser um bom instrumento d’Ele.

Os últimos dois conselhos são: seja prudente com as manifestações espirituais, nunca se precipite nos diagnósticos e cuide do seu descanso; e este último é fundamental, pois, neste ministério, há um grande desgaste físico e espiritual. Aprenda a dizer ‘não’. Jesus é quem faz o milagre, um homem cansado é um homem vulnerável, então, esteja em plenas condições para ser um instrumento útil e busque sempre o equilíbrio.

Assista a um trecho da pregação:

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Transcrição e adaptação: Jonatas Passos

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