Na Assunção de Maria, celebramos o futuro da Igreja

Dom Benedito Beni

A Assunção de Maria ao Céu é dia de grande festa para a Igreja

Dom Benedito Beni – Foto: Bruno Marques/cancaonova.com

Anúncio do Evangelho (Lc 1,39-56)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”.

Então Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o respeitam. Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”. Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Irmãos e irmãs, a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora ao Céu, é um dia de grande festa para a nossa Igreja. Ninguém neste mundo foi tão íntima de Cristo como Nossa Senhora. Podemos afirmar que o corpo que gerou Jesus foi o primeiro a se beneficiar da Sua ressurreição.

Maria, a Arca da Nova Aliança

Devemos contemplar esse mistério na vida de Maria, a partir do sinal da Arca da Aliança, descrita no Antigo Testamento. A Arca da Aliança era o símbolo da presença de Deus no meio do povo. E quando a Arca foi reencontrada, após muito tempo perdida, o rei Davi fez uma grande festa para receber a Arca da Aliança.

A Sagrada Escritura, Antigo e Novo Testamento, registra para nós uma única história da Salvação. Portanto, a Arca da Aliança – recebida em festa por Davi – era uma profecia referente a Arca da Nova Aliança, que é a Virgem Maria.

E Maria, a Arca da Nova Aliança, realiza uma peregrinação até a casa de sua prima Isabel, cujo lar simboliza toda Israel, o povo escolhido de Deus. Nossa Senhora faz essa viagem apressadamente, pois ela tinha pressa de apresentar o Salvador ao mundo. E Isabel recebe sua prima com grande júbilo, a exemplo do rei Davi. Isabel reconhece Maria como sendo a Arca da Nova Aliança.

Dom Beni preside Ordenação Diaconal – Foto: Bruno Marques/cancaonova.com

Quem quiser saber quem é Maria, basta prestar atenção nas palavras proclamadas por ela no “Magnificat”. Esse canto é a biografia de Nossa Senhora. Nesse poema, Maria revela a grandeza de Deus e, ao mesmo tempo, sua pequenez de serva. Manifesta também que Deus realizou nela maravilhas.

Nossa Senhora é a Imaculada, a “Panaghia” (Toda santa). Dentro d’Ela não existe espaço para o pecado. O fato dela dar à luz ao Filho de Deus é algo extraordinário: Deus A escolheu para essa missão, e Ela assumiu essa escolha divina de ser a Mãe do Salvador até a Cruz. A Virgem Maria é a Mãe do Redentor.

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Hoje, nesta Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, tocamos no mistério desta segunda peregrinação de Maria: não mais em direção à casa de sua prima Isabel, mas sim da terra em direção ao Céu.

No Céu, Maria foi coroada como Rainha. Ela é a Rainha desta nossa Igreja que é peregrina neste mundo. Ela é a Mãe da Igreja. E como Mãe de Jesus, que é a cabeça da Igreja, ela é também modelo para todo o corpo místico de Cristo. Maria é modelo de fé. Ela representa o futuro da Igreja.

Contemplemos, neste dia festivo, o futuro da Igreja! Assim como aconteceu com a Virgem Maria, também temos o nosso futuro reservado no Céu.

O diácono é servo do Evangelho

Nesta data celebrativa, também nos alegramos pela ordenação diaconal destes dois jovens seminaristas, Charles e Elenildo, membros da Comunidade Canção Nova.

Nas Sagradas Escrituras, vemos exemplos bem concretos do ministério do diaconato, como, por exemplo, Estêvão e Filipe.

Dom Beni com os novos diáconos Charles e Elenildo – Foto: Bruno Marques/cancaonova.com

Esse diaconato se manifesta na diaconia da Palavra, na diaconia do altar e na diaconia da caridade. O diácono é servo do Evangelho. O diácono se coloca no altar a serviço, ao lado do bispo ou do presbítero que preside cada celebração eucarística. E o diácono, também, se coloca a serviço dos mais pequeninos deste mundo, a exemplo de Nosso Senhor Jesus Cristo, que também veio ao mundo não para ser servido, mas para servir.

O diácono, portanto, é aquele que gasta sua vida a serviço dos irmãos.

Dom Benedito Beni

Administrador Apostólico da Diocese de Lorena (SP)

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Transcrição e adaptação: Alexandre Oliveira

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