A sede de Deus da nossa Alma
Estamos vivenciando dias intensos de retiro espiritual neste acampamento de cura e libertação. Em unidade com a Igreja e o Santo Padre, somos chamados a recolocar a Palavra de Deus no centro de nossas vidas. Não basta que a Palavra esteja ao nosso redor. Ela precisa habitar o centro da nossa alma, sendo amada e meditada diariamente.
O inimigo de Deus não teme o seu passado, ele teme o quanto você pode crescer na fé em Jesus. Por isso, nesta caminhada quaresmal, a liturgia nos apresenta o encontro de Jesus com a Samaritana. Esse encontro nos revela uma verdade libertadora: Jesus tem sede da sua alma.

Jesus continua tendo sede de você
A Samaritana era uma mulher ressentida, mas compreendeu que Jesus a tratou com uma dignidade que ela nunca havia experimentado. O aspecto mais fantástico da sua cura foi perceber que, embora Jesus soubesse tudo de sua vida — seus erros e feridas —, Ele continuava afirmando: “Eu tenho sede de você”.
Muitas vezes nos escondemos de Deus por vergonha do pecado, mas o pior erro é acreditar que Deus não quer mais falar conosco. Jesus diz hoje a você: “Eu continuo tendo sede de você, apesar dos seus adultérios, dos seus abortos ou dos lugares por onde você caminhou”. Ele conhece suas traições, mas reafirma o desejo de estar com você.
O perigo do orgulho espiritual
O Evangelho nos alerta que o maior obstáculo para a graça não é o pecado, mas o orgulho espiritual. Jesus contou a parábola do fariseu e do publicano para aqueles que confiavam na própria justiça e desprezavam os outros. Existe um perigo real nos ambientes religiosos orgulho contra a humildade.
Não podemos ser pessoas que servem a Deus, mas não conseguem ser de Deus. O orgulho espiritual fecha o coração para a graça e nos faz brigar por cargos ou “lados”. Quando, deveríamos apenas desejar estar em Cristo, onde cabe todo mundo.
Aquele que vive de aparências não é verdadeiramente cristão. A aparência é uma ferramenta do inimigo para transformar a oração em autoelogio e delírio de onipotência. Precisamos exorcizar o espírito de aparência e a postura de contratestemunho. De nada adianta pregar lindamente se a convivência em casa é um “inferno”.
Santificação no cotidiano
A verdadeira transformação acontece quando a maravilha do acampamento é assimilada e transborda em nossos gestos simples. Santifique-se pelo seu trabalho, pelo modo como você trata sua secretária do lar ou como arruma a mesa para sua família.
Como a Samaritana, que deixou de viver de aparências para se tornar “esposa de Jesus” e testemunha para sua cidade, nós também somos convidados a abandonar as armaduras de dureza e reconhecer nossas feridas. A humildade é o que abre as portas da misericórdia de Deus.
Se não fosse a graça de Deus, todos nós poderíamos fazer pior; por isso, não há espaço para escândalo com o pecado do irmão, mas apenas para a gratidão pela graça que nos sustenta. Que você saia deste encontro com um rio de água viva no coração, pronto para ser testemunho de uma vida verdadeiramente transformada em Jesus.
Transcrito e adaptado por Jaqueline Scarpin
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